POLÍTICA & MURUPI: FALANDO EM ROMERO JUCÁ – POR LEO LADEIA

Ao que parece, os guris andaram fazendo estripulias com dinheiro público e terão além da conversa com à PF, outra com o invisível pai Romero.
Quinta-Feira, 28 de Setembro de 2017 - 18:36

1-Reforma possível – Fim dascoligações

Não é pra já. A bem da verdade e se tudo correr bem, só em 2020 segundo a votação que depois de uma vida inteira a Câmara dos Deputados concluiu. “O bem feito não quer pressa”, diz Dona Loura, minha mãe com seus 99 anos bem vividos, do alto de sua senilidade política. 

Ora, ora para quem já aguentou coligações a vida inteira, que custa esperar até 2020? Contudo há um detalhe que talvez você não tenha percebido: “se tudo correr bem”, entendeu? A proposta vai ao Senado e... bingo! Ponto para a Câmara dos Deputados. E se não gostou reclame do Eunicio et caterva!

2-Reforma possível – Viúva Porcina

Que história é essa da Viúva Porcina na reforma, perguntariaaquele que não assiste vídeo-show nem o paradoxal Canal Viva da Globo(haja gente morta no Viva!). Porcina é a viúva que foi sem nunca ter sido e eis a Câmara dos Deputados em ação.

Explico: um “cabeça gorda” queria criar a federação de partidos políticos nanicos com “afinidade ideológica e programática”, algo tão difícil como cruzar porco espinho com cobra pra sair arame farpado ecológico. A Câmara mandou para a nuveme sem Senado. Essa Câmara dos Deputados é tudo de bão! Dá-lhe! É bingo de novo!

3-Reforma possível – Fim dos nanicos

Essa também não é pra agora. Os corretores de partidos de aluguel e seus donos deverão passar uma pinguela que leva a lugar algum. Sem anatimorta “federação Porcina” os nanicos encaram a cláusula de barreira ou desempenho já em 2018 vai devagar até 3% em 2030 para atingir 1,5% dos votos válidos de deputado federal, em um terço dos estados para desespero dos nanicos até mesmo os tradicionais. Detalhe a clausula de barreira ainda vai ao Senado ondealiásé bem vista.

4-Reforma possível – Fundão

Essa parte está complicada para fazer e explicar. O Brasil vendendo quatro hidrelétricas recebeu R$ 12 bilhões e o Congresso quer o equivalente a uma delas para torrar em campanha.

Não dá! A “tchurma do querumêu” se inclinou para a proposta lipoaspirada do malabarista Romero Jucá: 30% da metade das emendas de bancada e eis R$ 1,6 bilhão. Somar-se-ia (que mesóclise Léo!) à “bufunfa Romeriana” mais R$ 300 milhões da compensação fiscal da propaganda partidária em rádios e TVs, tida pelo populacho como “programa eleitoral gratuito”. Aí começa a ficar digerível.

5-Falando em Romero Jucá e...

Os ninjas da PF se espalharam porBrasilia, Boa Vista e Belo Horizonte correndo atrás dos fiotesdo senador Romero Jucá com 17 mandados judiciais, 9 de busca e apreensão e 8 de condução coercitiva. Ao que parece, os guris andaram fazendo estripulias com dinheiro público e terão além da conversa com à PF, outra com o invisível pai Romero. A criativa PF deu o nome à operação de Anel de Giges – “A República” de Platão – refere-se ao anel que torna invisível quem o usa. Eu sempre achei que o Jucá era mágico. Liso, ninguém o pega, ninguém o vê. Só pode ser o anel!!!

6-Insegurança jurídica

Gostando-se ou não de privatização o trabalho desenvolvido pelo senador José Serra foi bem feito e desamarrou as travas do setor de petróleo possibilitando a licitação desítios de petróleo e que a Petrobrás possa participar quando e se for relevante. Mas derramaram óleo na pista.

A burocracia para sobreviver travou tudo de novo. O decreto 9.041/2017 é a tal trava. À primeira lida não se percebe, mas está lá: “Art. 3º Na hipótese de a Petrobras não exercer seu direito de preferência, os blocos serão objeto de licitação, da qual a Petrobras poderá participar em condições de igualdade com os demais licitantes.” O nome disso é “insegurança jurídica”. Leia de novo. É isso!

7-Aécio pela sete I

O corporativismo é desconcertante. Quando o Delcídio foi preso o Senado pego de surpresa ficou na moita. Quando o Renan esteve na bica, ele mesmo liderou a reação contra o STF e fez o que poderia ter feito com Delcídio.

Até o arqui-inimigo PT soltou uma nota em que morde, assopra e confortao tucano. Com seus glamorosos implantes e suastoneladas de investigações, os amigos de Aécio vão se descabelar na busca de livrá-lo do STF. É tarefa inglória por faltar base legal epela impossibilidade de que haja um senador que crêemsua inocência. Só o fazem por temer o efeito Orloff: “eu sou você amanhã”!

8-Aécio pela sete II

No julgamento que levou Aécio a um périplo limitado – Senado não, sair do Brasil não, casa toda noite – o ministro Fux que votou pela condenação foi de uma “gentileza” supimpa: “Muito o se elogia por ter saído da presidência do partido. Ele seria mais elogiado se tivesse se despedido ali do mandato. Já que ele não teve esse gesto de grandeza, nós vamos auxiliá-lo a pedir uma licença para sair do Senado Federal, para que ele possa comprovar à sociedade a sua ausência de culpa no episódio que marcou de maneira dramática sua carreira política”. Égua mano. Doeu!

9-Temer e sua contribuição à Lava Jato

Jamais acreditei que o Lula “não sabia” e nem creio na inocência do Temer. Lula ajudou bastante quando eviscerado pela Lava Jato mostrou à sociedade quem ele é e como é o organismo que comandava. Com Temer a evisceração foi bem mais rápida. Ele é a cópia imperfeita do mestre e do método. Mas ambos servem como exemplos.

Nada de líder messiânico ou salvador da pátria. São hipócritas que nos ensinam com seus erros ou cadáveres que a partir da autópsia revelam dados para a ciência.François duc de laRochefoucauldlá por 1600 revelou algo sobre o que a Lava Jato hoje desnuda: "A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude".

10-Epitáfio

Em entrevista ao programa Leo Ladeia na Rede TV, o doutor Orestes Muniz, político, empresário e advogado discorria sobre o futuro exitoso e sua crença no Brasil e lhe perguntei sobre os atuais estadistas. Orestes sacou sua caneta e num pedacinho de papel anotou alguns nomes: Aureliano Chaves, Mário Covas, Ulisses Guimarães, Franco Montoro, Paulo Brossard e quando a lembrança começou a ficar difícil paramos para rir de forma respeitosa. Não existem, salvo um ponto ou outro bem fora da curva, nomes para o cargo em sua inteireza. Sem se dar conta, Orestes havia escrito o epitáfio do estadista nacional. Que tristeza.

leoladeia@hotmail.com
Facebook Leo LadeiaII

Fonte - Leo Ladeia

Comentários

Siga-nos:

POLITICA DE PRIVACIDADE

Todos os direitos reservados. © News Rondonia - 2021.