EXCOMUNHÃO – Por Max Diniz Cruzeiro

Excomunhão implica em perda de direitos, como também um isolamento do indivíduo da perseguição da doutrina.
Segunda-Feira, 13 de Março de 2017 - 16:59

É a retirada ou expulsão de um indivíduo de organização, ou pelo fato dele já ter atingido os objetivos de assimilação integral de conteúdo, ou pela organização não perceber que o indivíduo possua atributos para a continuidade de sua incorporação doutrinária.

Excomunhão implica em perda de direitos, como também um isolamento do indivíduo da perseguição da doutrina.

É uma exposição de que o indivíduo nada tem mais a acrescentar, e que já está apto para seguir sua vida conforme os ensinamentos transferidos.

A excomunhão pode se dar através de livre nomeação por parte de um guia doutrinário, ou seguir de um projeto em que os mais experientes, reforçam as antíteses do saber, em que o sujeito passa a ser observado pelo agrupamento através de suas faltas, como uma tentativa de realce, no qual serve para mostrar o objeto de sua expulsão.

Conforme o tipo de organização, os motivos incidentes para e excomunhão, podem diferir sobre o comportamento que é considerado vexatório em que o grupo não quer se mostrar em pertencimento da afetação.

Alguns agrupamentos são muito rígidos, e impedem que a pessoa sofra um processo de regeneração que o faça retornar, por pertencimento ao grupo novamente.

Outros grupos, porém, de estruturas menos rígidas, podem ter comportamentos diferenciados, e mais brandos, ao aceitar o membro de volta quando o aspecto impeditivo não está mais presente sobre a esfera de seu comportamento.

Outros, porém, preparam o indivíduo para a vida, e quando este indivíduo atinge o patamar de evolução desejada, ele é expulso para disseminar o conhecimento a fim de que seu aprendizado passe a pertencer a toda a sociedade, e não apenas ao corpo doutrinário de que saiu os ensinamentos.

O grau de aceitação do excomungado, irá determinar o quão ele foi capaz de incorporar os ensinamentos doutrinários que foram distribuídos ao longo de seu processo de comunhão com o agrupamento dentro da doutrina.

Para muitas pessoas excomunhão sinaliza um martírio, uma privação, de estar próximo do corpo doutrinário, para outros a certeza que sua missão já foi cumprida, e que agora basta colocar em prática tudo aquilo que foi capaz de apreender que foi possível captar da vida doutrinária.

Muitas excomunhões são precedidas por elevação da discórdia e do desentendimento. Como por exemplo, o retorno de Jesus Cristo para a vida solar.

Conforme o nível de evolução desejada, diversas formas de excomunhão orientam os adeptos a se guiarem no sentido de aproximação de seu desejo “carnal” de elevação espiritual ou societário, no caso não religioso.

Quando a excomunhão é observada a partir de violação de preceito grave, possivelmente o indivíduo infrator possa vir a receber sanções no decorrer de sua projeção de vida.

A excomunhão partidária inibe o político de seguir a ideologia de um partido. A excomunhão familiar, em muitos casos impede a transmissão da herança familiar. A excomunhão da cidadania impede um indivíduo de ter acesso aos direitos fundamentais que antes eram observados como universais.

A excomunhão castra muitas coisas que antes eram de livre acesso. Parte de um princípio em que a privação é observada, em face de um repúdio do coletivo ao qual pertence o indivíduo, ao qual o faz caminhar por um caminho de limitação de seus direitos.

É uma perda da livre comunicação. No qual o indivíduo perde o direito de representar uma estrutura social do qual fazia parte.

É uma perda de representação, no qual o indivíduo passa a não mais ser percebido como um elemento que pertence ao grupo.

É a retirada de identidade que conferia moralmente uma forma de identificar o indivíduo dentro de seu estilo impregnado de vida.

É uma via que serve ao isolamento em relação ao grupo. No qual seu caminho agora deva se construir sem o auxílio dos outros, de forma desvinculada, no qual o grupo passa a não ter mais controle ou responsabilização pelo indivíduo que sofreu o processo de excomunhão.

É um processo que ajuda um indivíduo a retomar sua vida em sociedade, onde ele, se for coerente, com seu propósito e projeto de vida, terá a oportunidade de colocar em prática os ensinamentos adquiridos quando estava sob a doutrina.

É respirar livremente, e ter a responsabilidade sobre si, de como incorporar a doutrina no modus de vida operante deste indivíduo, de forma integrada com o Populis.

É um processo de libertação, no qual o indivíduo passa a contar com suas próprias energias e forças, a fim de conquistar o seu espaço e ser útil para a sociedade.

É uma exigência de crescimento pessoal perante a sociedade longe da doutrina, a fim de que se construa o homem desejado pelo agrupamento.

É uma forma de reencontro com a realidade grupal ao qual pertence o indivíduo, em que novas visões estavam escondidas de seu saber, que estava apenas orientado dentro da doutrina, para a busca de um viver consciente e integrado.

Fonte - 010 - Max Diniz Cruzeiro

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