NO DIA DAS MULHERES, O8 DE MARÇO NEM TUDO É ROSA

No mundo e no Brasil, segundo analistas sérios e responsáveis ouvidos por este site, ‘nessa data, quase sempre em cima da hora, até entidades representativas cruzam os braços para a importância desse momento’.
Quarta-Feira, 08 de Março de 2017 - 08:58

Porto Velho, Rondônia – Apesar da data ainda suscitar controvérsias sobre a origem do dia 8 de Março reservado pela Organização das Nações Unidas [ONU] desde l975, o mundo comemora nesse tempo o Dia Internacional da Mulher.

- Mulheres artistas, operárias têxteis, donas-de-casa ou campesinas, não importam o nível, todas são mulheres deveriam ter seus valores reconhecidos, afirma a acadêmica Francisca da Silva, 53.

No mundo e no Brasil, segundo analistas sérios e responsáveis ouvidos por este site, ‘nessa data, quase sempre em cima da hora, até entidades representativas cruzam os braços para a importância desse momento’.

Em Porto Velho, nesta terça-feira [7], algumas mulheres freqüentadoras do largo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré [EFMM] se disseram pouco interessadas nas comemorações oficiais da data alusiva ao Dia 8 de Março.

Segundo elas, ‘nós, beiradeiras do Madeirão, de mãos calejadas, cabelos arrepiados e desempregadas e cheia de filhos, quem nos olharia num evento mais bonito da conta’, indagaram.

Em meio a comemorações previstas para esta quarta-feira [8], do largo da Estrada de Ferro às praças da Capital e interior, ‘esse 8 de Março parece não ter a importância que a data deveria ter no atual contexto porque passa o País’, o desabafo é de conhecida artista plástica e ex-estudante de piano, hoje, morando nas ruas da cidade.

Mãe de dois filhos, ‘F’ – esse o codinome dado por ela a este site – enfrenta problemas de toda a ordem para fazer valer o direito de ver os filhos. Para ela, ‘uma luta que deveria ser encampada por uma alguma entidade de defesa dos direitos da mulher’. Segundo a personagem, ‘meu caso não é anônimo’, muita gente sabe de cor e salteado pelos corredores dos Fóruns.

Sumida das praças  centrais da Capital, ‘F’ se diz pouco se lixando para a data máxima dada pela ONU às comemorações alusivas às mulheres em decorrência do triste episódio ocorrido em 8 de março de 1857 nos Estados Unidos. Na ocasião, patrões e polícia trancaram 130 operárias têxteis, matando-as queimadas dentro de uma fábrica.

Além de ‘F’, outras freqüentadoras consultadas disseram interessadas porque a data, segundo elas, ‘servem de bandeiras políticas para grupos sem identidade plena para fazer avançar nas conquistas sociais e econômicas a quem, realmente, é mulher desassistida’.

Uma delas, de formação intelectual elevada, que preferiu não ser identificada, disse que ‘somos lembradas efusivamente nas eleições’ como o maior e potencial eleitoral brasileiro.

Na sua fala a este site, deixou escapar uma comparação entre as parlamentares brasileiras e nazistas durante as datas que os arianos celebraram no período.

- Lá, como cá, até os nazistas conclamavam em praça pública as mulheres para defenderem o direito ao voto’, ela afirma.

Enquanto isso, parte das militantes de movimentos de mulheres camponesas nesta parte da Amazônia Ocidental tratam o 8 de Março como marco da resistência contra a opressão patrocinada pelos patrões e pelas polícias em dias de greve e embates por melhores condições salariais, e de vida.

A data nas cidades e no interior do Brasil, geralmente, é comemorada de acordo com o interesse das partes promotoras, revela uma alta fonte do ex-Movimento Camponês Corumbiara [MCC] que vive ainda no anonimato no Cone Sul do Estado. Segundo ele, ‘é preciso se aprofundar, verdadeiramente, para sabermos sobre as origens e as comemorações do Dia 8 de Março’.  

LADO OFICIAL – No Brasil, nas prefeituras, Câmaras Municipais e em Palácios de governos, as mulheres são convidadas para participarem das festividades para celebrar o seu Dia Internacional no dia 8 de Março.  

As programações, geralmente, são recheadas de muitas homenagens entre palestras, circuito de atividade física e atendimento de beleza às mulheres presentes nos eventos. Nessas ações é proporcionado todo o atendimento que durante o ano, não são concedidos à mulher em virtude Lei ou concessões.

Em linhas gerais, no campo ou na cidade, o 8 de Março, para as mais simples trabalhadoras ‘seria como  ter objetivos para acordarmos a sociedade para a necessidade de que a mulher, da elite ou do campesinato, tenha um espaço mais valorizado.

Na opinião de segmentos sociais e econômicos mais à esquerda esse dia deveria servir de alerta para toda a população, pois a mulher, sobretudo da Amazônia, anda tem um longo caminho a percorrer para garantir a paridade de oportunidades de direitos entre homens e mulheres’, arrematou a nossa personagem ‘F’ - que vive e mora, praticamente, nas ruas da Capital Porto Velho.

HISTÓRIA OFICIAL - O Dia Internacional da Mulher é celebrado em muitos países para fazer memória das lutas e conquistas das mulheres por direitos. A data é uma referência a greve de operárias da cidade norte americana de Nova Iorque.

No dia 8 de março de 1857 elas ocuparam a fábrica para reivindicar melhores condições de trabalho, redução na carga diária de 16 horas, equiparação de salários e tratamento digno. As mulheres foram trancadas dentro da tecelagem, que foi incendiada, matando aproximadamente 130 trabalhadoras.

EM TEMPO – Este site de notícias tentou contato com as secretarias de Assistência Social e Trabalho [SEAS, SEMAS x SEMTAS] de vários municípios, da Capital e do Estado, mas as ligações foram completadas.

XICO NERY

Fonte - NewsRondônia

Comentários

Siga-nos:

POLITICA DE PRIVACIDADE

Todos os direitos reservados. © News Rondonia - 2021.