PAIXÃO SÚBITA - por Max Diniz Cruzeiro

É um Realce que o anjo-da-guarda desperta você com uma flechada em seu traseiro (brincadeirinha).
Terça-Feira, 07 de Março de 2017 - 14:33

É um Realce que o anjo-da-guarda desperta você com uma flechada em seu traseiro (brincadeirinha). É um realce de sentimentos de entrega e floração de necessidades de sinergias, quando o nível energético emocional de um indivíduo está com elevada carga libidinal, em que a identificação do agradável e umami (sublime; aquilo que é ápice do belo) no outro, neste momento, faz aflorar uma necessidade de possuir e ser possuidor, em escala de entrega e transferência total.

A partir deste ponto de encontro que se percebe no outro, é difícil conseguir uma reação que promova um desprendimento, porque a sintonia que funde duas pessoas em paixão súbita é tão elevada que a incapacidade de organizar os pensamentos que as façam se sentir separadas é muito mais forte que a capacidade de inscrição da racionalidade humana.

Parte de um princípio de simpatia, de reconhecimento de atributos que são intuitivamente identificados na pessoa e que esses atributos são tão importantes para si que o desejo incontrolável de ser possuidor é logo libertado na atmosfera de desejo.

A partir deste efeito se constrói toda a cadeia de significantes e a reatividade de uma pessoa, que permita ela subjetivar sua mente, na construção de elos racionais, em que os argumentos passam a ancorar a pessoa amada.

Não significa também que esta fase de enamoramento você tenha encontrado a pessoa certa, mas que coexiste vários atributos que sua projeção perceptiva tenha ancorado um conhecimento de que é necessário para o seu desenvolvimento.

Essa paixão súbita é difícil de ser controlada porque ela ativa com muita facilidade a energia sexual, preparando o indivíduo para a necessidade de acasalamento.

Então diante do dilema de visualizar no ambiente a solução do seu conflito na pessoa desejada, a simples correspondência prepara os enamorados para a prova orgânica.

A necessidade de contato aflora, e a frequência cerebral fica sutil ao toque da pessoa amada. As mínimas coisas servem em aumento de escala de contemplação, e o ser amado passa a ser um ícone e um referencial para se dizer algo que se transmuta de forma perfeita e harmônica consigo mesmo.

Como um animal no cio, os feromônios invadem o sistema nervoso central e nenhum argumento é capaz de desestimular a cópula entre pessoas. Onde um processo de invalidação no sentimento de consequências é bloqueado, a fim de impedir o arrependimento das sensações e sentimentos aflorados.

Em cavalos esse fenômeno é bem percebido, onde animais invadem as cercas para se encontrar com a égua que esteja no cio, ou em cachorros que entram em estado de loucura quando pressentem que a cadela já está organicamente preparada para absorver o seu órgão sexual.

Fenômeno geralmente percebido no varão, também acontece de forma análoga em relação à fêmea. Onde a postura da fêmea é de preparar o seu corpo para atrair por meio da excitação que delineia o seu corpo para que o macho perceba a necessidade de cópula.

Onde geralmente uma relação padronizada, o macho deve partir para a aproximação, e a fêmea conter as agressões e avanços da introdução deste macho sobre o seu corpo.

Em relações inversas, onde a fêmea é dominante, o macho que aproveita do excedente da excitação feminina para satisfazer o seu desejo de posse invertida.

Em outros tipos de relação homoafetivas, a redistribuição de papéis faz do excedente de excitação mecanismos de compensação da ausência do falo ou da vulva.

E quando este desejo de cópula é satisfeito, a libido esgotada, não oferece mais alimento para se sobrepor à razão, então a tendência do laço relacional ser desfeita no instante seguinte é muito maior do que o sentido de integração, enquanto o ato de comunicação não incorporar uma subjetivação, na busca de uma racionalização de integração.

Porém, se espera que o ciclo de repetição da sensação boa, gerada através da implementação da cópula, venha a repercutir como um dínamo que gera propulsão de interesses e uma necessidade vital, que mesmo que artificialmente, de reproduzir a intensificação do conteúdo libidinal que abasteça o centro sexual, com o vigor para a reprodução novamente do mesmo fenômeno de acasalamento.

Esse gozo sexual infiltra na mente e a recordação desta paixão súbita auxiliar, fica buscando justificativas para novamente indexar na mente aqueles conteúdos que irão reiniciar os processos novamente de conteúdo libidinal.

Existem pessoas que conseguem encontrar todos os caracteres em uma única pessoa. Mas a grande maioria não consegue combinar todos os atributos necessários para a construção de seu conhecimento dentro de um só indivíduo, e com mais frequência passam a sentir excitação por outras pessoas além de seu par de consagração.

Isto não é uma questão de falta de moral, mas uma questão de identidade no qual este indivíduo foi moldado para gerar suas correspondências, em que sua idealização não fora completamente absorvida pela pessoa amada, porque ela tem uma infinidade de conteúdos consoantes, mas não a integração de todos os objetivos do seu par relacional. Essa integração total é uma utopia, e sua idealização somente serve para questões de ordenamento sensorial a fim de redução de conflito entre os seres. Quando casais se combinam integralmente, é porque aprenderam a fazer renúncias.

Fraternalmente,

Max Diniz Cruzeiro

LenderBook Company

Fonte - 015 - Max Diniz Cruzeiro

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