VIAGEM DE NÚPCIAS – Por Max Diniz Cruzeiro

É uma viagem que se faz com projeção no futuro. A partir do laço que se fabrica no presente.
Terça-Feira, 07 de Março de 2017 - 11:26

Viagem de núpcias é um momento em que os recém-casados fazem um deslocamento projetivo de seus objetivos pessoais de vida para um objetivo integrado que se compromete perseguir de forma conjunta. Em uma fase de enamoramento constante que visa ampliar os laços através do reforço da emoção, que muito contribuirá para despertar mais e mais libido a fim de reforçar os traços mnêmicos de vida compartilhada.

É uma viagem que se faz com projeção no futuro. A partir do laço que se fabrica no presente. Que abastece da parte sexual do outro para canalizar a sintonia da pessoa amada, para facilitar o reconhecimento através da estrutura de enamoramento.

Essa viagem não está restrita apenas ao primeiro instante de prova do corpo biológico de outra pessoa. Mas, presente em modelos em que pessoas busquem através de uma aproximação, geralmente em uma data comemorativa, reavivar os laços que forem gerados através do pacto de união entre os indivíduos que se amam.

Muitos casais preferem ter essa experiência se retirando do padrão de comportamento, ou seja, fazendo deslocamentos físicos para outras cidades. Este tipo de comportamento não requer que se tenha uma data específica, apenas uma necessidade de reafirmação, pode sinalizar que casais se programem para reavivar o estímulo que lhes trarão as renovações de energia em torno do pacto de casamento.

É um momento para balanceamento energético, não um momento para reavivar discursões. É a busca para a incorporação da sintonia do outro. Uma entrega absoluta pela libido ao corpo do outro. É uma sensação de se estar presente, contido e pertencendo, em que o casal se isola dos conflitos e de outras situações-problemas em que possa o ambiente de residência estar interferindo sobre a psique do casal.

Deve haver uma consciência que o que se deseja resgatar na viagem de núpcias é a frequência e a sintonia do ser amado. E que, portanto, o vínculo com o mundo externo de preferência deve ser cortado enquanto o casal cuida para se reconhecer projetivamente.

Os enamorados devem abrir, neste instante, as portas do entendimento dos desejos, se oferecer de corpo e alma numa atmosfera de tranquilidade para que os efeitos possam ser sentidos ao longo do ano, e o amor possa ser canalizado cada vez mais de forma mais intensa.

Os agrados, devem estar contidos em simbolizações, como um vinho que se oferece em uma taça em que o braço abarca o corpo do ser amado, na projeção de um sentido de entorpecimento que insere a impressão de pertencimento.

Ou um beijo, sobre o corpo, em que o indivíduo oferece uma rosa brotada de um aspecto de surpresa e palavras que encantam o amor, sem parecer leviano, mas uma jura de entrega de um soldado para com seu general.

Não deve ser encarado como uma tentativa de reconciliação, porque se assim for, os problemas estão contidos e ativos no rol de atitude dos sujeitos enamorados. Mas, como uma aproximação, um momento de renovação pelo uso de descobertas, de apropriações de novos sentidos que codificam como é percebido o que se construiu que há de melhor de si, e que se mostra evidências para o outro do esforço em se repercutir desejando e querendo renovar.

E quando uma viagem de núpcias deve ser realizada? Todas as vezes que é percebido um distanciamento dos princípios de fidelidade ou fidelização dos casais.

Esse distanciamento em que a frequência do outro fica vazia de sentido, que fica fraca e quase imperceptível. Que ocupações como trabalho, diversão com os amigos, parecem importar mais do que a constante do relacionamento, porque os compromissos sociais introduziram urgências que deixaram a linha de ocupação mental do indivíduo atolado em outras preocupações que a imagem do lar estando contido no lar não mais interessa o desenvolvimento afetivo nas relações maritais do casal.

Para aqueles que gostam de se conectar com as forças criadoras como instruções muito importantes para o desenvolvimento pessoal e mútuo é hora de novamente subir ao altar. E dizer como em um processo de afirmação que o compromisso firmado diante de seu guia espiritual ainda está vigorando.

Este princípio que é ensinado através da viagem de núpcias não é aprisionamento psíquico e nem tão pouco pode ser encarado como sendo parte deste mecanismo de afetação.

É uma forma de se deixar conduzir pelo reequilíbrio de forças de acordo com o contexto familiar, em que na biblioteca que se entende ser o marido ou esposa em uma família exige deste, conexão com as necessidades do lar.

É o ascender de uma luz que seu brilho já estava fosco, para devolver-lhe o brilho natural de uma chama que se ascendeu para dar segurança ao caminho projetado e escolhido.

Que a frequência da luminosidade é reconhecida apenas por quem é capaz de perceber o código que está contido na essência do outro. E esse conhecimento é um segredo, e ao mesmo tempo a chave, que o cadeado do amor é capaz de reconhecer a codificação que dá acesso ao espírito e toda a contemplação do ser amado. Então na viagem de núpcias, é um momento de descobertas que devem ser ancoradas por significação aos elementos essenciais de si mesmo das informações apropriadas do indivíduo amado. Para serem trabalhadas ao longo da vida para melhorar as relações que ampliem o viver conjunto em prol da estabilidade.

Fonte - 010 - Max Diniz Cruzeiro

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