CAPACIDADE INTELECTUAL VERSUS VIDA PRÁTICA – Por Max Diniz Cruzeiro

Muitas vezes dentro de um sistema de aprendizagem, uma criança, sofre um bloqueio de entendimento no qual sua capacidade intelectual fica estagnada na relação com sua vida prática
Segunda-Feira, 06 de Março de 2017 - 10:58

Muitas vezes dentro de um sistema de aprendizagem, uma criança, sofre um bloqueio de entendimento no qual sua capacidade intelectual fica estagnada na relação com sua vida prática, este capítulo irá indexar conceitos que permitem um tutor retirar uma criança de uma situação de conflito que interrompa sua evolução natural.

A ruptura de entendimento é devida um fator de forte resistência, em virtude de algo não assimilado ou compreendido em sua totalidade. O caminho racional para se corrigir uma estrutura que se encaixe dentro de um ensinamento, é tentar identificar qual o conceito esteja faltando dentro da estrutura mental da criança.

Se a criança possui deficiências em perceber ou elaborar uma equação de primeiro grau por exemplo, de um conteúdo matemático, o tutor ou educador, através de procedimento filosófico, deverá entrar no mundo da imaginação da criança e compreender em que ponto o princípio de resistência se instalou, ou seja, colher a sua queixa, e desconstruir o pensamento que faz persistir a não continuidade da tarefa.

Às vezes, a criança compreendeu verdadeiramente, como construir sua relação matemática, porém a falha do aprendizado pode ser um conhecimento anterior, não cristalizado totalmente em sua essência. Como por exemplo não saber elaborar divisões ou subtrações de números, sendo este último principalmente quando a resultante significar um número negativo.

O tutor pode trabalhar previamente, sobre o modelo cerebral de seus alunos, identificando aqueles que estão estancados dentro da sequência lógica de transmissão dos fundamentos de um item da disciplina.

Se a criança significar em seu cérebro que é incapaz de corresponder à necessidade de correspondência do aprendizado, um efeito em cascata, se não corrigido, a retórica do aluno, irá aprofundar ainda mais a relação posterior, que novos desdobramentos de aprendizado se somarem, como eixo formador e identificador de um conteúdo.

Essa habilidade de identificar o elemento-conceito faltante ou não digerido por parte da criança, é essencial para introduzir a peça (modelo de fábrica) faltante que irá devolver o processo metacognitivo ao indivíduo e colocá-lo novamente em regime de operação e produção do efeito educacional esperado.

Porém, a criança quando se torna um adulto, que apresenta sérias dificuldades de aprendizado, não é um caso perdido de continuação de absorção de novas informações ou aprimoramento das informações pré-concebidas.

A pessoa que gesta dificuldades, é capaz de se autoavaliar, e identificar dentro de um modelo de formação de ideias, o conteúdo que lhe falta, como um bom observador, para utilizar uma simples ferramenta de busca, um dicionário, ou um livro, para encaixar aquele elemento faltante, e novamente desde o início do processo refazer a atividade com a peça que fora introduzida dentro da linha de produção das ideias.

O fator limitante do adulto, em sua vida afetiva, pode facilmente ser percebido como um estabelecimento de atividade prática dentro de um padrão-rotina dotado de inércia (vida estática que não flui para a ampliação de sentido; paralisia).

Porém, se o adulto for capaz de se visualizar como um empreendedor, será capaz de localizar os conteúdos que lhe faltam e recorrer aos auxílios necessários para que a informação em sua mente que o deixou privado de ter suas experimentações em sua totalidade, seja objeto de correção que o faça novamente se desenvolver conforme sua necessidade e desejo, em que a frustração de seu objetivo de vida ficou evidente em sua linha de tempo (idade).

A constituição psíquica de uma criança está em crescente expansão, por isto os educadores e profissionais de saúde percebem mais claramente avanços rápidos e significativos nas mentes dos juvenis.

Por outro lado, a constituição psíquica em adultos já está constituída e provavelmente cheia e entrincheirada de vícios, e o tempo de ocupação cerebral já está todo ocupado com rotinas em que a gestação contínua de sua vida estabeleceu divisões em que suas tarefas devam ser ocupadas e evidenciadas ao longo do dia.

Porém, dentro do tempo lógico de cada um, conforme sua constituição psíquica, pode um adulto aprender e incorporar novos conceitos, e mesmo assim, incorporar em escala de velocidade, como visualizado em crianças, um despertar condicionado da afetação que lhe permita reconstruir seu aparelho psicológico e ter uma vida dentro de padrões de utilização e utilidade que intensifique seu prazer pelo exercício da vida prática.

A celeridade no processo de aprendizado, é como um atleta que desempenha esforço físico e repetitivo para conquistar o corpo e desempenho muscular desejado.

Uma pessoa que deseja ter extrema habilidade cognitiva, deve ser capaz de se condicionar a ler livros no decorrer do processo de sua vida, para que ao chegar aos 105 anos, suas funções mentais estejam tão ativas quanto um jovem de 21 anos que já está em fase inicial de sua maturidade.

Os fatores limitantes do envelhecimento corporal podem ser limitados via sistema de compensação da atividade cerebral. E isto vir a remeter há uma melhora da qualidade de vida, e percepção por parte de pessoas mais jovens de que os idosos incorporam qualidades e atributos em que apenas a estrutura biológica foi passível de envelhecimento.

A aceitação ao condicionamento falho, seja criança, adolescente, adulto ou senil; amplia as chances de alevação da debilidade pessoal, e consequente avanço de doenças somáticas que limitem a capacidade de correspondência ao ambiente conforme a necessidade e demanda social. Pessoas como Oscar Niemeyer souberam bem cedo deste ensinamento e deixaram sua mente ativa até que o ciclo final de sua experimentação biológica esgotasse sua vitalidade.

Fonte - 010 - Max Diniz Cruzeiro

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