A DEPURAÇÃO DO CONHECIMENTO – Por Max Diniz Cruzeiro

O conhecimento puro é uma utopia, porque a construção de todo entendimento tem por base as influências perceptivas de quem reproduz uma informação.
Sábado, 04 de Março de 2017 - 09:44

O conhecimento puro é uma utopia, porque a construção de todo entendimento tem por base as influências perceptivas de quem reproduz uma informação.

Porém, à medida que um indivíduo busque através de um processo de gestação do entendimento trabalhar com uma construção subjetiva, é possível trabalhar com o encaixe de conectivos (conceitos) que permitem criar amplas generalizações, observado sob um ponto de vista teórico, que privilegia a segmentação de um entendimento abastecendo de informações um grande número de pessoas que possuem ligações existenciais diferentes uma das outras.

Quanto mais amplo for um entendimento, no qual consiga abarcar múltiplas visões, embora o nível de complexidade de sua formação seja visível, mais conceitual-teórico é o seu desdobramento.

Essa depuração é possível graças a uma alocação projetiva filosófica, em que o construtor dos períodos frasais passa a absorver no ato de gestação e criação de suas ideias, a busca de elementos-antíteses, em que seja possível observar a limitação em que a linha de raciocínio trilhada, deixa de fora ou engloba perspectivas diferenciadas.

Então em um processo de entendimento amplo, o recondicionamento das frases é de vital importância a fim de englobar o maior número de situações problemas que possam ser identificados e incorporados à retórica, a fim de que, como num código de lei, expresso por exemplo através de uma constituição, servir para múltiplas interpretações.

Porém, longe de ser universal, as vezes muitas teorias, preocupadas em gestar perspectivas especificas, ao concentrar sua atenção para problemas mais próximos, partem para um princípio conceitual, em que reduz o foco de atuação por parte do escritor que deseja evidenciar uma situação-problema, para que o leitor possa reduzir a amplitude de seus desdobramentos ao tentar se inserir dentro de sua vida privada as informações mencionadas e coletadas em um modelo de expressão.

Outra forma de depurar o conhecimento é fazer canalizações dentro de uma construção frasal em que o sentido é ampliado ou reduzido no período seguinte, de forma, que a orientação da percepção, seja possível criar metáforas e metonímias na transmissão do discurso que um sistema de encadeamento lexical e mórfico possa identificar a direção cinética em que o expositor de uma ideia, é capaz de gerar o entendimento em que os compartimentos mnêmicos devam ser abertos.

Um ponto importante, que seja evidenciado futuramente por esta abordagem, é o total domínio do bordeamento, método que ficará mais claro à medida que o aprofundamento da depuração do conhecimento for objeto de estudo nos capítulos seguintes.

Dentro de uma linha de transmissão de ideias, existem conceitos pessoais, e conceitos genéricos. Quando se constrói uma depuração de entendimento, uma boa noção matemática de conjuntos, como por exemplo, para ratificar um conceito central como “Carro”, em um sentido mais pessoal “Ford”, e ainda mais pessoal “Sedan” nos permite reduzir o significado num caminho inverso (Metonímia), quando se deseja passar uma característica mais pessoal de um conteúdo que possui um atributo, visto como uma qualidade que pertence ao elemento particularizado “Sedan”.

Por outro lado, quando adicionamos em termos perceptivos, o conceito central de “Carro”, como um desdobramento de “Veículo”, e por conseguinte um desdobramento de “Transporte” um sentido mais amplo (Metáfora) é gerado afim de que o entendimento seja transferido para o ente em sua imagem coletiva em que um atributo, visto como qualidade pode ser utilizado para todos os subagrupamentos e classes distintas que incorporam divisões contidas dentro do conjunto apresentado.

Então, cada palavra evidenciada em uma tônica do discurso, existe um sentido balanceado, e uma valoração definida que melhor adeque sua utilização que diz algo para o leitor que dele deva subtrair uma informação sensorial.

Estudar essas relações lexicais e mórficas são essenciais para que sentidos, propósitos e direcionamento de informações possam ser aplicados em sintonia com os preceitos universais de um idioma.

A universalidade está inscrita na prática modal em que a maioria dos usuários de um idioma, intensificam a utilização de uma codificação linguística dentro de um padrão de correspondência que seja uniforme nas características de aprendizado grupal.

Conforme já estudado em outros textos conforme: Conceito no Cérebro humano f(g(h( k(x) )));  a plasticidade conceitual permite obliterações de conteúdos com inscrições diferenciadas conforme a necessidade de utilização do objeto linguístico.

Portanto cada vez que um conceito sofre deslocamento (sentido psicanalítico), deve um escritor evidenciar dentro de sua linha teórica, qual o princípio deve ser observado para melhor aproximar, como um modelo de conectividade, entre emissor e receptor, as conexões que permitiram fazer a mensagem fluir em grau de entendimento da interlocução.

Quando os fatores adicionais presentes na mente do emissor literário, não são evidenciados, o leitor parte para um elo de total ignorância, em que o propósito da comunicação gera uma instabilidade da transferência, em que é permitido ao receptor diferenciar o seu modelo de pensamento conforme o seu molde cerebral. São diferentes estratégias de transferência, sendo as artes a existência de uma predominância pela livre absorção, independente da conectividade do autor que representou o segmento de expressão que apenas lhe pertence, em que se deseja de fato que o receptor se depure com que a representatividade do que é visível se conecte com seus elementos internos (receptor).

Fonte - 010 - Max Diniz Cruzeiro

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