SERVIDORES MUNICIPAIS DEFLAGRAM GREVE E AMEAÇAM ACAMPAR NA FRENTE DA PREFEITURA

A greve, de acordo com as lideranças das operativas na Central de Atendimento aos Servidores, ‘é por conta das perdas e do congelamento das gratificações que deixam de ser incorporadas nos salários a partir deste ano’.
Terça-Feira, 14 de Fevereiro de 2017 - 14:55

Porto Velho, Rondônia – Cerca de treze mil servidores municipais - sendo cinco mil da Educação – são esperados pelas centrais dos sindicatos para participarem da greve anunciada para o próximo dia 20. A homologação saiu, nesta terça-feira [14], na concentração na Praça das Três Caixas D’Água.


Manoelzinho do SINTERO

A movimentação dos trabalhadores da educação, saúde, serviço básico e de outras categorias, segundo ‘Manoelzinho do SINTERO’ foi quem ditou a ordem das convocações para a homologação da greve que ocorre a partir do dia 20 – respeitadas às 72 horas previstas na legislação.


Aroldo - servidor público

A greve, de acordo com as lideranças das operativas na Central de Atendimento aos Servidores, ‘é por conta das perdas e do congelamento das gratificações que deixam de ser incorporadas nos salários a partir deste ano’.

Aos trabalhadores, os dirigentes foram unânimes em afirmar que, ‘é inegável que a anulação do pagamento dos quintos que deixem de serem incorporados na ordem de 10% no período de cinco asnos, significa uma grande perda’.

Diferentemente de outras categorias do setor privado, os servidores públicos municipais na atual gestão se acham lesados em parte das conquistas sociais e econômicas adquiridas desde os anos 1990, afirma ‘Manoelzinho do SINTERO’.

Segundo ele, ‘a perda não é só com relação aos ganhos sobre os quintos trabalhados pelos servidores da ativa e aos inativos’. Ao contrário, no estudo jurídico que os sindicatos apresentam nas plenárias apontam para prejuízos aos novos que serão admitidos través de concursos nos quadros do Município.

A greve acontecerá em cumprimento ao calendário tirado dos indicativos e das mobilizações e será deflagrada a partir das 8h da manhã do dia 20. A estratégia dos sindicatos, revelada na mobilização desta terça-feira [14], ‘é a de que os servidores irão acampar na frente do prédio da Prefeitura por tempo indeterminado’.

Segundo o Comando de Greve do SINTERO, a greve tem a finalidade de forçar o município a rever a lei aprovada pela Câmara que suspendeu o pagamento do Quinquênio a partir deste ano. No contraponto, servidores negaram que não vá haver prejuízos aos servidores. Ao contrário, os sindicatos e outras Centrais, atestam que ‘a lei alcançará, tanto ativos quanto inativos’.

Ao rever a Lei, dizem Manoelzinho do SINTERO e Elis Regina do SINDPROF, respectivamente, ‘o prefeito pode muito bem dar seguimento aos pagamentos sem quaisquer outros impactos na folha’. Eles insistiram, com estudos jurídicos e econômicos à mão, que os R$ 100 milhões/ano previstos não passariam de R$ 150 mil em média’.

À imprensa, o prefeito Hildon Chaves, reafirma que esses valores, ao final do mandato atual, poderiam levar à falência do município, caso os Quinquênios não sejam cortados, de uma maneira ou de outra, significativa uma sangria nas receitas’.

Sobre o tema, as opiniões se dividem entre grevistas a ponto de uma grande parcela admitir, que, ‘o pagamento de anuênios, triênios ou quinquênios, é uma prerrogativa do prefeito’. E que ele pode tirá-lo ou mantê-lo, a qualquer hora com o assentimento da Câmara.

XICO NERY

Fonte - NewsRondônia

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