MERCADO ECONÔMICO NECESSITA DE DIVERGENTES PARA A GERAÇÃO DE CONFLITOS – Por Max Diniz Cruzeiro

Nasce o indivíduo, com ele a necessidade por correspondência, desta constante, surge o problema de demanda, a energia se instabiliza, daí a busca, percebida como conflito, à procura de um apaziguamento, ou solução.
Segunda-Feira, 13 de Fevereiro de 2017 - 08:19

Todo corpo biológico parte de um princípio de gestão de conflitos para existir, pois a incorporação energética, base para a vida, é geradora de um desequilíbrio, que ao abastecer o homem de instabilidade, o conflito é estabelecido, partindo de um princípio de uma tentativa de organização que os movimentos simpáticos e parassimpáticos estabelecem ritmos de desenvolvimento corporal segundo as demandas ambientais.

O social é o desdobramento das feições humanas. É um transladar do que o homem o é internamente. Assim, a estrutura do conflito emerge do vínculo interno deste indivíduo, para formas de expressão no plano exterior, onde a estrutura corpórea deste homem habita.

Então o próprio projeto humano de transferência de conhecimento, faz reservar uma parcela significativa de ocupação cerebral, para que os indivíduos candidatos a imersão nesta cultura possa sintetizar aprendizados, que se suficientes, irão permitir que os indivíduos se ajustem dentro do agrupamento dentro da tentativa de estabilidade coletiva, ao trabalhar com os requisitos que induzem e instiguem à disputa, à rivalidade, e ao conflito.

Essa base educacional humana, faz perceber ao indivíduo que chega, a necessidade deste, de vir a lutar pelo seu espaço e conquistar sua posição, ou seja sua função em sociedade.

Forma-se um contencioso, no qual parte da ocupação cerebral é destinada a ritos de defesa, que na infância são disfarçadas na forma de instrumentação bélica disposta em jogos, jogos eletrônicos, brinquedos e instrumentações diversas.

A estratégia de transferência de informações educacionais geradoras de conflito, desde o primeiro instante gera um vínculo associativo entre diversão, merecimento, luta, vitória, rivalidade e sobrevivência.

Onde processos para eliminar adversários e oponentes são introduzidos em tão tenra idade, principalmente diante de equipamentos eletrônicos.

Porém, a criança se torna adulta, a diversão não possui a mesma graça como antigamente, a realidade que conduz o homem a necessidade de conquistar o seu espaço, é suficiente para perceber o outro como o inimigo de suas brincadeiras de infância.

A economia induz à noção de que todos competem por recursos, e apenas os jogadores mais espertos conseguem atingir o objetivo do jogo da vida. Onde a vitória é percebida como uma premiação em poder ter o desfrute do carro do ano, poder participar das festas do momento e ser reconhecido pelos demais como um vitorioso, ter a casa que sempre sonhou, e poder viajar pelo mundo quando seu sentido de diversão e negócios permitir seu desfrute da vida.

E quando uma dessas idealizações foge do controle da realidade, o player se vê derrotado, então sua mente passa a colher afetações, num primeiro instante, que reforçam qual o princípio que lhe faltou para não ter sido vitorioso neste jogo. E não encontrando razões em si mesmo que justifique sua derrota, todo seu inconformismo passa para a crítica da percepção do jogador vitorioso que lhe passou a perna.

Está aí fabricado, mais um divergente, pronto para opinar contrariamente a todo sentido de bem-estar que seu oponente - o vitorioso -, manifestar em sociedade, porque dentro de si ainda existe um gostinho de revanche que o jogo possa proporcionar um dia e colaborar para a inversão de papeis.

Alguns divergentes, algo em torno de 25% da população global, passam a ser militantes de suas próprias causas. Muitos destes têm um forte apelo emblemático, e de certa forma estão deslocados, e sob a percepção de que estão desprovidos de recursos porque seus projetos pessoais de vida não foram compreendidos pelos demais ao ponto de serem vitoriosos neste jogo da vida.

Então a estratégia de vida, retoma a noção de luta fabricada na infância, para recuperar enquanto ainda há tempo o que fora “subtraído” pelo oponente, porque se assim não for organizado, o seu sonho pessoal não poderá ser realizado.

Por outro lado, os vitoriosos do jogo, acentuam, pelo realce, a diferenciação entre os players, fazendo com que a rivalidade e de diferença social entre oponentes fiquem cada vez mais visível. Desta forma os divergentes ficam cada vez mais motivados em organizarem ações para derrubar seus adversários que conquistaram o espaço desejado e não fizeram a distribuição de renda desejada.

O resultado dos princípios egoicos de cada parte, ou seja, de vitoriosos e renegados, é a ampliação do conflito e o estabelecimento de um estado de guerra, no qual toda a civilização se vê vitimada.

Fonte - 010 - Max Diniz Cruzeiro

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