SERVIÇO GEOLÓGICO E SIPAM LANÇAM ALERTA SOBRE CHEIAS DOS RIOS MADEIRA, JARÚ, MACHADO E REGIÃO CENTRAL DO ESTADO

As cotas do Madeira, segundo eles, estão dentro da normalidade, mas podem variar de índices de acordo com a baixa ou aumento da média de dezembro de 2015, cuja cota foi de até 6,33 metros.
Quinta-Feira, 02 de Fevereiro de 2017 - 09:36

Porto Velho, Rondônia – Sem novidades aparentes, técnicos do Serviço Geológico do Brasil [CPRM] e do Sistema de Proteção da Amazônia [SIPAM] anunciaram, nesta quarta-feira [01], à imprensa, parte de suas ações e previsões referentes ao enfrentamento a uma possível nova grande cheia do rio Madeira e rios durante o período de inverno amazônico.

Sobre a ocorrência de nova inundação – como a que aconteceu em 2014 - os técnicos asseguram que essa possibilidade ‘nesse momento, está descartada’. A não ser que, daqui pra frente, com a continuidade das chuvas em grandes volumes, registre-se uma repetição do fenômeno ‘El Nino’, causando estragos catastróficos em toda a região.     

Em linhas gerais, o Chefe da Residência da CPRM – atual Serviço Geológico do Brasil -, neste Estado, Cassiano Castro, na sua fala afirmou que, ‘as cheias do rio Madeira são consideradas normais e, atualmente, o nível médio não acendeu o alerta da medição aferida na inundação de 2014’, que foi de 17,48 metros.

Na ocasião, ele destacou o trabalho desenvolvido pela CPRM, os projetos e funções que desempenha no País e, especificamente, no Estado de Rondônia, tendo ressaltado, na oportunidade, as ações em parceria com o Sistema de Proteção da Amazônia [SIPAM] e órgãos de pesquisa vinculados e sus variáveis na Amazônia Legal.

Castro, por outro lado, enumerou os vários fatores que elevam o fortalecimento do trabalho do Serviço Geológico do Brasil desde a sua criação, ao menos 47 anos. Segundo os dados anunciados, ‘o órgão e seus representantes no Estado buscam pesquisar e informar tudo sobre o que se passa na região, não só no período inverno, mas durante todas as fases de sua atuação’.

Luís Alves, técnico-chefe da Divisão Climatológica e Meteorológica do Sistema de Proteção d Amazônia [SIPAM], informou que ‘os anúncios feitos, nesta manhã, não podem ser considerados como boletins oficiais sobre o clima no Estado’. Segundo ele, o Boletim Climático é divulgado, diariamente, no período vespertino’.

- E que apenas, os órgãos envolvidos no processo, estão em alertando para uma demonstração daquilo que poderá ocorrer, ele disse.

Ele informou, ainda, que ‘os riscos de uma nova inundação estão, por enquanto descartados’. E que as cheias são normais nesse período. Mas que o quadro pode mudar, caso as chuvas atinjam um volume muito grande ou até mesmo se aproxime aos níveis registrados durante a última grande cheia do Rio Madeira, que teria atingido à marca dos 100 milímetros/dia.

Luís anunciou, na ocasião, que os serviços de monitoramento no Estado estão 80% automatizados e que até ao final deste ano, a meta é chegar aos 100%.

Os técnicos da CPRM e SIPAM, respectivamente, deixaram claro, no entanto, que a cheias do Rio Madeira – com a possibilidade de haver repiquetes esporádicos, nesse  período – estão dentro dos prognósticos considerados normais. Apenas as chuvas da ultima quinta-feira, registraram alagações em parte da Zona Leste da Capital.

As cotas do Madeira, segundo eles, estão dentro da normalidade, mas podem variar de índices de acordo com a baixa ou aumento da média de dezembro de 2015, cuja cota foi de até 6,33 metros.

- No caso de amento dessa cota, ‘a motivação é devido a chuvas concentradas na Bacia dos rios Beni e Madre Dios, na Bolívia e Peru – que podem influenciar na formação do volume de águas no Madeira, pela média histórica  e índices abaixo da média, eles arremataram.

Fonte - NewsRondônia

Comentários

Siga-nos:

POLITICA DE PRIVACIDADE

Todos os direitos reservados. © News Rondonia - 2021.