SAÍDA DE GEDDEL DO GOVERNO EVITA MAIS UMA CRISE NO PALÁCIO

No Planalto, há quem queira premiar o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, por denunciar atos que levaram à saída do então chefe da Secretaria de Governo.
Sábado, 14 de Janeiro de 2017 - 08:45

Depois da Operação Cui Bono, deflagrada na última sexta-feira (13) e que investiga um esquema de fraudes na liberação de créditos na Caixa Econômica Federal, o Planalto é só agradecimentos a Marcelo Calero, ex-ministro da Cultura.

Isso porque o ex-titular da Secretaria de Governo Geddel Vieira é um dos alvos da investigação da Polícia Federal e do Ministério Público, já que, na época dos esquemas, ele era vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa.

Geddel deixou o governo após gravações divulgadas por Calero darem conta de que ele estava pressionando o ministro a liberar uma obra embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Salvador (BA). Geddel é dono de um dos apartamentos do prédio em construção.

Por isso, segundo informações da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, há no Planalto quem queira pedir ao chanceler José Serra uma premiação ao diplomata e ex-titular da Cultura, Marcelo Calero.

Se o Geddel ainda estivesse no Planalto, a operação da PF desta sexta (13) teria mandado a crise de volta para o Palácio.

Enquanto isso, a disputa pela estrutura da Secretaria de Governo deve aumentar os atritos entre PSDB e PMDB. Os tucanos, que assumirão a pasta, não querem ser “tutelados” pelos atuais inquilinos. Já os peemedebistas, principalmente os da Câmara, não aceitam que os auxiliares de Geddel deixem a pasta ou mesmo sejam “rebaixados” no ministério

Fonte - 015 - noticias ao minuto

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