VERSALLE ERGUE A BANDEIRA DE RONDÔNIA COM SHOW EM BH

Banda de Porto Velho, que já tocou no Lollapalooza e foi indicada ao Grammy Latino, divide o palco da Autêntica com El Toro Fuerte
Sexta-Feira, 13 de Janeiro de 2017 - 16:59

THIAGO PRATA

O que os mineiros conhecem de Rondônia? De uma maneira geral, muitos estão cientes de que se trata de um Estado da região Norte do Brasil, cuja capital é Porto Velho, cidade-mãe do bloco carnavalesco Banda do Vai Quem Quer e da festa Arraial Flor do Maracujá em junho. O que uma boa parcela do povo não sabe é que mesmo sendo um território afastado dos grandes centros do país, possui uma cena cultural efervescente, com bandas e artistas não tão conhecidos do público do Sudeste e do Sul, mas que contagiam e hipnotizam pela qualidade. Um dos conjuntos emergentes desta cena dará as caras na terra do pão de queijo nesta sexta-feira (13), na Autêntica (rua Alagoas, 1172, Savassi).

Fundada em 2009 e oriunda da capital rondoniana, a Versalle irá destilar seu rock alternativo cheio de nuances e de belas melodias ao público mineiro em um evento que contará também com os belo-horizontinos do El Toro Fuerte (Emo/math/post-rock) e que começará às 22h.

A Versalle iniciou suas atividades dentro um roteiro tradicional de bandas nacionais: amigos que montam um grupo para se divertir e que, com o decorrer dos ensaios e dos shows, passam a ganhar certo destaque e reconhecimento em várias partes do país.

“Até 2015 levávamos a banda como um hobby. Tínhamos tocado pouquíssimas vezes fora de Porto Velho. A frequência de shows era muito pequena, geralmente em eventos promovidos por amigos. Mas nesse ano tivemos a sorte de participar do Superstar, o que mudou definitivamente os nossos horizontes, tanto como banda, quanto como pessoas”, relatou o guitarrista Rômulo Pacífico.

“De lá pra cá, ganhamos projeção e reconhecimento nacionais, assinamos contrato com uma gravadora, conseguimos levar nosso show para as cinco regiões do país, participamos de grandes festivais pelo país, como o Lollapalooza, e vimos nosso primeiro disco ser indicado ao Grammy Latino de melhor álbum de rock em língua portuguesa. Fizemos coisas que no início da banda pensávamos que seriam sonhos utópicos”, completou.

CONFIRA ABAIXO O RESTANTE DA ENTREVISTA CONCEDIDA À REPORTAGEM

Fale-nos da expectativa desta vinda a BH. O que esperam do show?

Será nossa primeira vez em Belo Horizonte, e estamos muito felizes com essa oportunidade. Esperamos um show muito bacana. Vai ser numa casa que tem levado muitos artistas legais do cenário independente nacional para BH, e ficamos honrados com o convite. Sabemos que o público mineiro tem um histórico de amor ao rock. Então esperamos que a recepção seja calorosa, e que este seja o nosso primeiro de muitos shows em BH.

O que vocês conhecem das bandas daqui?

Minas Gerais tem um histórico de ótimas bandas de rock, tanto no mainstream, como Pato Fu, Skank, Jota Quest, Strike e Tianastácia, quanto no underground, vide Porcas Borboletas, Udora, Radiotape e Teach Me Tiger.

Como será dividir o palco com o pessoal do El Toro Fuerte?

Vai ser muito bacana. Já dividimos o palco recentemente em um evento que rolou no Teatro Odisseia, no Rio de Janeiro. Foi lá que conhecemos o som dos caras, muito bom por sinal, e fizemos o convite para esta noite em BH.

Quais as principais influências da banda?

As influências musicais dos quatro integrantes são bem diferentes entre si. Enquanto um curte MPB, outro escuta metal, outro curte rap e outro gosta de rock psicodélico. Talvez essa mistura é que faça com que nosso som tenha uma identidade própria. Mas temos algumas influências em comum, como Queens of the Stone Age, Kings of Leon, Black Keys, Foals, Radiohead, Nação Zumbi e Los Porongas.

Qual a proposta do grupo e onde querem chegar?

Nossa proposta é fazer um rock que, além de entreter, cause uma reflexão e faça nosso ouvinte pensar. Prezamos muito em passar uma mensagem através das nossas músicas. Queremos ter a oportunidade de levar nossa mensagem e nosso som ao maior número possível de lugares e pessoas.

Como é a cena do rock em Rondônia? Você crê numa cena rica? E quais as dificuldades e as facilidades em divulgar um trabalho, já que muitas vezes a mídia se restringe a divulgar bandas do Sudeste e do Sul do país?

A cena do rock em Rondônia, assim como na maioria das capitais menores do nosso país, é pequena e baseada no “faça você mesmo”. O público se confunde com as bandas, que por sua vez se confunde com os produtores de eventos. Mas, apesar das dificuldades, que passam pela falta de incentivo da iniciativa pública e privada e pelo fato de poucas casas abrirem espaço para bandas de rock autoral, há muita qualidade e muitos trabalhos realmente bons sendo feitos. Pelo que temos visto da cena musical, sobretudo no cenário independente/underground, é que temos na atualidade uma cena riquíssima. Muitas bandas e artistas ótimos estão produzindo materiais excelentes e lutando diariamente pra conquistar seu espaço. São realmente muitos nomes e isso é ótimo. Por outro lado, o triste é que, por vários fatores, muitas vezes os artistas menores não têm a chance de levar seu trabalho ao conhecimento do grande público, que vive sendo bombardeado pelos veículos de comunicação com as músicas que são de interesse dos grandes empresários do show business. Artisticamente, a cena floresce cada vez mais. Mas comercialmente o terreno é cada vez mais árido.

Deixe uma mensagem ao povo mineiro, por favor.

Convidamos todos a comparecer ao show e a cantar junto com a gente. Estamos muito felizes com a oportunidade de levar nosso som até BH pela primeira vez e estamos indo preparados para nos entregar de corpo e alma e ter uma grande noite. Avante, BH!

Fonte - otempo

Comentários

Siga-nos:

POLITICA DE PRIVACIDADE

Todos os direitos reservados. © News Rondonia - 2021.