DUAS VERSÕES E A TERCEIRA VIA NO CASO DOS POLICIAIS CIVIS

Vamos colocar algumas coisas com clareza, em relação à crise do governo com a polícia civil, para que o prezado leitor entenda, no meio de toda essa confusão, o que está acontecendo.
Quarta-Feira, 21 de Dezembro de 2016 - 07:39

Vamos colocar algumas coisas com clareza, em relação à crise do governo com a polícia civil, para que o prezado leitor entenda, no meio de toda essa confusão, o que está acontecendo. Versão da polícia, muito resumida: os policiais queriam, claro, o PCCS, seu plano de carreira, reivindicado há anos e prometido há anos, inclusive pelo governador Confúcio Moura. Antes não foi cumprido por vários motivos, agora, a desculpa, concreta (e real) é relacionada com a crise. O que querem conquistar, ao menos, para não saírem de mãos vazias, os policiais rondonienses? A principal meta é conseguirem, via administrativa, o adicional periculosidade, que hoje apenas uma pequena parte da categoria conquistou, mas com decisões judiciais demoradas. Isso bastaria para acalmar os civis e os fazerem  se considerarem atendidos pela administração estadual. O Governo alega que teria que gastar 80 milhões a mais. As lideranças policiais contestam esse número, anunciando-o abusivo. Dizem que, na  verdade, a incidência na folha – e somente a partir de 2018 – seria de pouco mais de 22 milhões, quase um quarto do que anuncia o Palácio Rio Madeira. Versão do Governo: não há dinheiro. Qualquer gasto extra poderia comprometer todo um trabalho duro de contenção e cuidados com os gastos públicos. Foi esse enorme esforço que permitiu que Rondônia se situasse numa posição muito diferente em relação aos demais Estados brasileiros, a maioria deles quebrados ou em vias de quebrar. Pagar os salários em dia, fazer o mesmo com fornecedores e ainda anunciar pacotes de obras, não é para qualquer um. Gastar fora desse quadro, seria quase um suicídio...

Tem a terceira via, que nenhum dos dois lados fala com toda a clareza: se fosse apenas a reivindicação dos policiais civis, o Governo não teria qualquer dificuldade em atender. Apertaria um pouquinho aqui e ali e sairia ileso nessa situação. De bem com uma categoria poderosa. O problema, contudo, é o efeito cascata. É aí que está o grande perigo. E os dois lados sabem muito bem disso. 

MEIAS VERDADES

O caso é muito claro e os resultados também. Ao atender a um setor e não fazê-lo com os demais; ao dar um centavo a mais aqui, significaria dar um centavo a mais para todos, porque os que ainda não estão pedindo, imediatamente o fariam. Em poucos dias, toda a contensão, todo o esforço, todo o apertar de cintos, iria por água abaixo. Os policiais sabem muito bem disso e o Governo também. É por isso que os dois lados deveriam falar as coisas com essa clareza, para que a população entenda exatamente o que está acontecendo. Com informações e frases rebuscadas, meias verdades e meias informações, a tendência é só causar confusão e discussões sem fim. Resumo: tem dinheiro, mas não para todos. E só se poderia atender a todos, não a um só segmento. Ponto final!

MINISTRO ARROGANTE

Com toda a razão, o deputado federal Luiz Cláudio, um dos mais atuantes da nossa bancada em Brasília, publicou texto nas redes sociais criticando duramente o ministro das Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, por ter convidado apenas dois membros da bancada rondoniense no Congresso para participar dos atos de inauguração da hidrelétrica de Jirau, no início da semana. “O ministro não pode chegar em nosso Estado com essa arrogância e não convidar a base aliada do seu governo para um importante evento como esse. Portanto, vamos registrar na Câmara dos Deputados essa falta de respeito com os parlamentares e vamos reclamar pessoalmente ao presidente Michel Temer”, frisou. Até agora não houve explicação do Ministério do porquê desses convites seletivos.

MUDANÇAS NO TIME

Algumas mudanças importantes estão sendo estudadas pelo governador Confúcio Moura, para seus dois últimos anos de governo. Um ano e meio, caso ele decida concorrer a alguma cargo público, passando o comando do Estado a Daniel Pereira.  Áreas vitais, que ainda não estariam dando os resultados exigidos pelo governador (como a Educação, por exemplo), devem mudar de mãos em breve. Claro que quem vive nos corredores do Poder ouve aqui e ali vários nomes de quem estaria cotado para compor o primeiro time confunciano até meados de 2018.  Tudo, por enquanto, apenas ilações e chutes. O Governador guarda a sete chaves os postos em que irá  mudar e quem os ocupará. Mas que mudará, isso não há dúvida alguma.

GRANA DO NATAL

A quarta-feira foi de alegria para o funcionalismo rondoniense. Enquanto a maioria dos Estados está quebrada (no Rio de Janeiro, o pagamento de novembro, ainda, será parcelado em até nove vezes), Rondônia mantém seus salários em dia, pagos dentro do mês. Os milhares de servidores, que no último dia 8 receberam a segunda parcela do 13º salário (a primeira foi paga em julho), vão ao banco hoje para pegar seu salário de dezembro, dez dias antes do fim do mês e a quatro dias do Natal. Claro que há forte pressão de parte dos servidores, que querem aumento salarial. Pedido dos mais justos, aliás. Mas cabe ao governo usar de bom senso e não permitir que, agradando alguns - e depois enfrentando o efeito cascata, pois todos vão querer – acabe quebrando os cofres do Estado, como ocorre em várias regiões do país.

PISTOLEIROS À SOLTA

Mais um crime de pistolagem em Rondônia, a terra que ressuscitou esse tipo de assassinato, que havia sido extinto nos anos 70, pela polícia do nosso Estado. Extinto no sentido literal, quando a polícia podia acabar com o crime e as leis não protegiam bandidos da pior espécie. Em Monte Negro, cidade sem lei como a maioria dos municípios brasileiros, localizado no Vale do Jamari, terra dos crimes de morte que caminha para entrar para o Guiness nesse tétrico quesito, o empresário rural Divino Cristão foi baleado uma dezena de vezes. Perseguido pelos pistoleiros, ainda tentou se esconder, mas acabou morto covardemente, sem chance de defesa. É isso que tem se repetido quase todos os dias. A pistolagem toma conta e ninguém é preso. Uma vergonha!

CASTIGO AOS BRASILEIROS

Claro que a maioria vai cumprir tudo direitinho e voltar dentro do prazo exigido. Mas vários não o farão. E devem ser para esses todos os avisos de cuidado em dobro, da população. Começou, enfim, mais um daqueles indultos, época do ano em que milhares de presos são colocados nas ruas do país, alguns deles colocando em pânico a população ordeira. É mais uma vitória do crime e dos defensores dos direitos humanos dos criminosos, mas uma dura derrota para quem cumpra as leis e serve apenas para cumprir o papel de vítima. Os tais indultos deveriam ser concedidos apenas a prisioneiros primários e que tivesse cometido crimes considerados leves. Mas não. Colocam-se na vala comum todos os celerados, os sanguinários, os assassinos brutais, os estupradores, os que dizimam famílias inteiras. E nós, pobres coitados, temos que assistir a essa doentia decisão de braços cruzados. Até quando suportaremos?

PERGUNTINHA

Haverá investigação sobre a denúncia do vereador Jair Montes de que está rolando muito dinheiro para a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara de Porto Velho? E se ela não for confirmada, ele será processado?

Fonte - 010 - sergio pires

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