TUMOR NO CÉREBRO FAZ VOLANTE RENANZINHO, NASCIDO EM ARIQUEMES, ABANDONAR O FUTEBOL

Depois de se destacar no time titular no campeonato catarinense de 2015, Renan atraiu o interesse de clubes brasileiros e do Arsenal da Inglaterra.
Quinta-Feira, 08 de Dezembro de 2016 - 18:42

Por Róbinson Gambôa, de Florianópolis

O volante Renan Martins Pereira, de 19 anos, conhecido como Renanzinho, confirmou nesta semana que vai mesmo interromper sua promissora carreira de jogador de futebol. Natural de Ariquemes, Renan se profissionalizou no Avaí, de Florianópolis, onde chegou aos 14 anos, ainda nas categorias de base. Depois de chegar a titular do time principal em 2015, Renan teve diagnosticado um tumor no cérebro. Mesmo após a cirurgia que retirou grande parte do problema, ele terá que abandonar a profissão.

Depois de se destacar no time titular no campeonato catarinense de 2015, Renan atraiu o interesse de clubes brasileiros e do Arsenal da Inglaterra. Nascido em Ariquemes, Rondônia, Renan se mudou com a família para o Paraná, onde jogou nas escolinhas do Laranja Mecânica, da cidade de Arapongas, no Laranja Mecânica. O time foi fundado em 2007 pelo holandês Marco Plomp, que mora no Brasil, e prega a filosofia holandesa de misturar a posse de bola com inteligência tática e o desenvolvimento individualizado dos jogadores.

Renan deixou o Laranja Mecânica em 2011 e chegou ao Avaí para jogar no time infantil. Aos 16 anos, foi para os juniores e virou titular aos 17.

Numa entrevista coletiva chamada pelo presidente do Avaí, o clube terminou com um mistério que se estendia desde o ano passado. O médico do clube, Luis Fernando Funchal, que também já trabalhou na seleção brasileira de vôlei, explicou que, neste momento, o foco está na qualidade de vida do jovem e na sua recuperação.

Renan já passou por duas cirurgias para a retirada de 70% deste tumor, que pode comprometer, ao longo do tempo, funções motoras e respiratórias. Agora, o processo de recuperação envolve quimioterapia, radioterapia e fisioterapia.

O médico explicou que a complexidade da doença está na sua localização, que pode comprometer, em caso de uma intervenção cirúrgica mais agressiva, o sistema motor e respiratório.

"Hoje ele não pode mais jogar. O que falamos é que voltar a jogar futebol está em segundo plano. Agora é buscar ter uma qualidade de vida, ter uma sobrevida prolongada e com qualidade. Existe chance dele sobreviver bem, existe chance dele ter qualidade de vida e existe chance dele até voltar a ter algumas atividades, mas também tem chances disso tudo não dar certo. É uma resposta biológica, cada um tem a sua. Vamos esperar que ele tenha uma ótima recuperação", avaliou o médico.

Fonte - NewsRondônia

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