FAZ BEM O GOVERNO ABRIR MÃO DE 300 MILHÕES DE EMPRÉSTIMO?

Importante empresário lamentava, nessa terça, que o governador Confúcio Moura tenha recusado um empréstimo do CAF, na ordem de 300 milhões de reais, com juros baixos e que poderia ser utilizado para a realização de dezenas de obras.
Quarta-Feira, 23 de Novembro de 2016 - 08:41

Importante empresário lamentava, nessa terça, que o governador Confúcio Moura tenha recusado um empréstimo do CAF, na ordem de 300 milhões de reais, com juros baixos e que poderia ser utilizado para a realização de dezenas de obras. Segundo a fonte, o Estado já receberia de volta, num primeiro momento, 20 por cento só de ICMS do valor investido. Mais: movimentaria a economia, abriria um número enorme de empregos e daria um alento à nossa estrutura econômica, que já está numa boa situação em comparação a outras regiões. Poderíamos entrar o ano que vem, com um pacotaço inigualável de obras públicas e de manutenção de estradas. Mas o Governo tem outra visão. Importante fonte palaciana diz que já há, para 2017, pelo menos 300 milhões para investimentos, sem necessidade de empréstimos. Aponta que, só em Porto Velho, estão programadas grandes obras, como o Espaço Alternativo (que será concluído); a nova Rodoviária; a retomada das obras do Hospital de Urgência e Emergência – Heuro – e a conclusão do ginásio Claudio Coutinho; o ginásio Fidoca; o novo Cemetron, entre outras. Não faltarão investimentos. Então não haveria porque aceitar o financiamento do CAF.  Foi uma decisão que um nome assessor muito próximo a Confúcio Moura considerou como “segura, austera e responsável!.

O empresariado, contudo, que andou se reunindo nos últimos dias, pensa diferente. E quer que chegue ao Governador, pedido do setor, para que seja revista a decisão de não pegar o financiamento. O empréstimo poderia ser pago em até dez anos, com juros de 2 por cento ao ano, menos da metade da inflação no país. Os dois lados têm raciocínios opostos, nesse caso. Confúcio não quer mais endividar o Estado. O empresariado acha que não é endividamento, é investimento. Confúcio não quer deixar contas para seus sucessores. Investir, fazer empréstimo, fazer contenção? A situação é complexa e a decisão, muito difícil. Governo e empresários vão continuar conversando. Que ocorra o que for melhor para Rondônia!

SEM DEIXAR DÍVIDAS

O CAF é um banco de desenvolvimento da América Latina, que já emprestou dinheiro ao Estado. O leque de projetos que podem ser financiados pelo CAF é muito variado e engloba planos de infraestrutura relacionados a rodovias, transporte, telecomunicações, geração e transmissão de energia, água e saneamento ambiental, assim como os que propiciam o desenvolvimento fronteiriço e a integração física   entre os países acionistas. O empréstimo poderia ser pago em até dez anos, com juros de 2 por cento ao ano, menos da metade da inflação no país. Mesmo assim, no Palácio Rio Madeira, a ordem é não falar em empréstimos e manter os cintos apertados em todos os setores. Uma das metas de Confúcio seria que Rondônia lidere o ranking nacional dos Estados que deram certo. Sem deixar dívidas para o futuro.

TEMER E OS RONDONIENSES

Dia de grande movimentação política dos rondonienses em Brasília. Uma comitiva liderada pelo governador Confúcio, com destaque para a presença do presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho e várias outras lideranças importantes do Estado, participou de reunião com o presidente da República, Michel Temer. O principal tema do encontro foi a regularização fundiária no Estado. Confúcio saiu do encontro entusiasmado com a garantia de Temer de dar apoio a esse projeto no Estado. O senador Valdir Raupp confirmou que, nos próximos anos, pelo menos 40 mil propriedades serão regularizadas no Estado. O líder da bancada federal, Nilton Capixaba, também comemorou os resultados do encontro com Temer, considerando que ele foi “altamente positivo”. Na Câmara Federal, o deputado Lúcio Mosquini apresentou Maurão de Carvalho, o nome do PMDB ao governo em 2018, como presidente da Assembleia. Foi uma terça de avanços e comemorações para a classe política do Estado.

 O JANTAR DE HILDON

Á noite, nova etapa das conversações políticas. Organizado pela deputada federal Mariana Carvalho, recém chegada de uma viagem ao exterior, um jantar de confraternização reuniu, em Brasília, a bancada federal, deputados estaduais e o prefeito eleito de Porto Velho, Hildon Chaves, o anfitrião do evento. Na ocasião, Hildon pôde apresentar aos representantes políticos do Estado, seus planos para a Capital. Tão importante quanto isso, foi que ele pediu apoio de todos e de cada um dos oito deputados federais e três senadores, que a Capital rondoniense tenha a parceria de toda a bancada federal, na luta por recursos que possam melhorar a qualidade de vida da população. O evento foi concorrido na Capital Federal e Hildon Chaves ficou extremamente satisfeito com os seus resultados. Outros jantares estão programados para breve, dessa vez na própria Porto Velho.

OS QUE NADA TÊM!

Claro que se na escola estudasse o filho de alguma autoridade ou alguém poderoso, o problema teria sido resolvido em 15 minutos. Mas mesmo assim, deve-se comemorar a volta da energia elétrica à Escola João Vieira, na Vila Princesa, que ficou às escuras durante 13 dias. Como a Eletrobras Rondônia descobriu um “gato” na escola, usou a dureza da lei para cortar a energia. Como ninguém na Prefeitura será responsabilizado pelo enorme prejuízo causados às crianças pobres e suas famílias, tudo ficará por isso mesmo. Mas ao menos por aqui, a gente pode berrar contra esse absurdo, praticado contra quem não tem como se defender. A Eletrobras diz que cumpriu a lei e seu papel. A Prefeitura diz que não sabia que uma escola que é de sua responsabilidade tinha um “gato”. A diretora da escola contou que jamais foi informada de nada. E as crianças? Ah, elas são apenas um pequeno detalhe. Não passam disso, na máquina burocrática que pune os que menos têm e facilita a vida de quem pode pagar para contornar os meandros burocráticos. Pobre Brasil!

OS PEQUENOS VÃO PERDER

Mais de nove mil demissões e aposentadorias; fechamento de 780 agências no mínimo (são 5.430 em todo o país) e a busca de uma “adequação ao mercado”, segundo a linguagem do economês: essas medidas serão tomadas pelo Banco do Brasil, a partir do ano que vem. A meta é um enxugamento de quase 9 por cento do total de servidores e uma economia de 750 milhões de reais. Quem fará isso? O bilionário Banco do Brasil, um banco público que, porque não tem o lucro dos privados, poderá cortar muitos serviços às comunidades mais pobres do país, para manter lucros imensos. Em Rondônia, seremos atingidos pela decisão do comando do Banco, com o fechamento de duas agências e outros cortes. Que ninguém se surpreenda se perdermos agências, funcionários e até uma superintendência regional, assim como o perderão vários outros estados. Lamentável! 

PERGUNTINHA

Já que estão anunciando tantas obras, será que dá para se saber quando a ponte sobre o rio Madeira, uma beleza para toda a região, receberá sua iluminação ou ficará eternamente no escuro?

Fonte - sergio pires

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