ESTRADA DE FERRO MADEIRA MAMORÉ TEM CENÁRIO DE DESCASO E APRESENTA RISCOS AOS VISITANTES

Hoje em dia, o cidadão Rondoniense ou turista que visita o complexo da EFMM encontra muito lixo, mato e sinais de destruição por onde anda.
Quarta-Feira, 16 de Novembro de 2016 - 12:05

Porto Velho, RO – Ponto turístico bastante visitado antigamente, a Estrada de Ferro Madeira Mamoré, que proporciona uma bela vista do Rio Madeira, comunidade ribeirinha e a Usina de Santo Antônio, hoje vive um cenário de abandono, descaso e apresenta inúmeros perigos aos seus frequentadores. O local já recebeu uma espécie de “reestruturação”, mas quem visita o lugar nos dias atuais, dificilmente acredita que aquele ambiente já teve um olhar mais humano por parte do poder público.

A Estrada de Ferro Madeira Mamoré foi a 15ª ferrovia a ser construída no Brasil, tendo as suas obras sido executadas entre 1907 e 1912. Após duas tentativas fracassadas para a sua construção no século XIX, espalhou-se o mito de que, mesmo com todo o dinheiro do mundo e metade de sua população trabalhando nas suas obras, seria impossível construí-la.

Foi a primeira grande obra de engenharia civil estadunidense fora dos Estados Unidos após o início das obras de construção do Canal do Panamá, na época então ainda em progresso. A EFMM garantiu para o Brasil a posse da fronteira com a Bolívia e permitiu a colonização de vastas extensões do território amazônico, a partir da cidade de Porto Velho.

Hoje em dia, o cidadão Rondoniense ou turista que visita o complexo da EFMM encontra muito lixo, mato e sinais de destruição por onde anda. O antigo galpão central, uma espécie de museu até anos atrás, hoje em dia se tornou ponto para venda de artesanatos feitos por moradores locais, o que atrai certa clientela. As inúmeras peças que estavam presentes no museu, hoje em dia não podem mais ser vistas. 

Devido à cheia histórica do Rio Madeira, no ano de 2014, o museu foi invadido pelas águas, que levaram consigo grande quantidade de barro para dentro do galpão. Inúmeras peças ficaram escondidas embaixo do barro.

Soldados do Exército Brasileiro trabalharam arduamente por vários dias limpando todo o museu. Sinos, trens, fotografias, jogos de jantar, mesas, cadeiras, pertences dos trabalhadores que ajudaram a construir a ferrovia, nada isso pode mais ser visto no local, pois foram retirados e o local para onde foram levados é desconhecido por grande parte da população.

A Estrada de Ferro Madeira Mamoré vive hoje uma realidade de desinteresse por parte do poder público. O deck (estrutura de madeira para os turistas circularem e avistarem o Rio Madeira) da EFMM está com sérios problemas em sua estrutura.

Com várias peças de madeira quebradas pela metade e outras faltando, a estrutura está com risco de desabar a qualquer momento, oferecendo risco aos visitantes do local. Muitos dos bancos de madeira estão quebrados, o lixo não é recolhido da forma devida, o mato invade o espaço destinado para a caminhada dos turistas... Enfim, a EFMM não está sendo um ponto turístico de encher os olhos.

Outro ponto que prejudica a visita de turistas é a segurança no local. Guarnições da Polícia Militar vez ou outra patrulham pelo local, mas a venda e consumo de drogas ainda é constante. Furtos em veículos e roubo a pessoa também acontecem com frequência por ali. Há alguns meses atrás o Comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar intensificou o policiamento, resultando em prisões e sensação de segurança aos turistas, mas pena que a intensificação durou pouco tempo.

A decoração de natal este ano ainda não chegou na EFMM, e parece que não virá tão cedo. O Prefeito de Porto Velho não começou a decoração nas principais Ruas e Avenidas da cidade e tudo leva a crer que o natal iluminado de Porto Velho, este ano não terá tanto brilho assim.

O que a comunidade espera é que seja feita uma reforma significativa pelo complexo, com limpeza, pintura, instalação de bancos novos, troca do deck, iluminação adequada, bem como um lugar mais organizado para a venda de artesanatos feitos por artistas plásticos, bem como indígenas.

Imagens: Willian Homem do Tempo

Fonte - NewsRondônia

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