DEPUTADO JESUÍNO SE REÚNE COM SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO E TRATA SOBRE ESCOLAS MILITARES EM RO

Se o uniforme não estiver impecável (há funcionários designados exclusivamente para observar isso), pode não ter acesso à sala de aula.
Terça-Feira, 08 de Novembro de 2016 - 14:45

Na manhã desta quinta-feira (3), o Deputado Jesuíno Boabaid (PMN) esteve reunido juntamente com a Secretária de Educação do Estado de Rondônia, Fátima Gavioli, com o CEL PM Apolônio, Tenente PM Ossuci, de Jaci-Paraná e também com o Tenente Edmar Correia, de Ji-Paraná. O encontro foi para tratar sobre a militarização de algumas escolas na Capital e também em cidades do interior do estado, visando instalar uma doutrina nas instituições educacionais.

A chamada "militarização" das escolas aparece como uma resposta à crescente violência no ambiente estudantil seja contra professores, servidores ou entre os próprios alunos. A principal diferença entre os colégios militares e as escolas civis, no entanto, é a questão da disciplina. As regras dentro dessas instituições são rígidas. Apesar de a aula começar às 7h, o aluno que atravessa o portão de entrada às 6h30 é considerado atrasado. Se o uniforme não estiver impecável (há funcionários designados exclusivamente para observar isso), pode não ter acesso à sala de aula.

Há normas também sobre a aparência. O corte de cabelo masculino é feito com máquina 2, e refeito de 15 em 15 dias. Não é permitido barba, bigode ou cavanhaque, brinco, piercing nem óculos escuros. Guarda-chuva, somente na cor preta. Os cabelos femininos podem ficar soltos, contanto que não ultrapassem a altura da gola do uniforme. Se médio ou longo, deve ser preso. Mechas coloridas são proibidas. As unhas devem ser incolores ou pintadas apenas nas cores branca e rosa-clara. Ao cruzarem com um professor, diretor ou monitor, os alunos devem prestar continência. Namorar, beijar, andar abraçado ou de mãos dadas é considerado transgressão disciplinar e os pais são chamados.

O TEN PM Correia afirmou que a ideia era de se militarizar a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Júlio Guerra, em Ji-Paraná, porém, além de o corpo docente não querer a militarização, lá o índice de conflitos gerados por alunos é baixo. Sendo assim, estuda-se militarizar a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Juscelino Kubitschek de Oliveira, no mesmo Município. “O ideal seria a presença de 18 (dezoito) Policiais Militares trabalhando conosco na Escola, sendo 10 da Reserva Remunerada e os outros oito da ativa” disse TEN PM Correia.

Todavia, após o realinhamento dos Policiais Militares, o pagamento de hora extra para estes servidores foi extinto.

A Secretária Fátima Gavioli afirmou que, sendo conhecedora dos inúmeros benefícios que as Escolas Militarizadas levam aos alunos, gostaria de instalar 10 (dez) Escolas Militares no Estado, porém, alguns pontos dificultam a realização deste feito. Aproveitou ainda para pedir ao Deputado Jesuíno, para que converse com o Governo para que veja a possibilidade de  criação do pagamento de horas extras para os Policiais Militares.

Por sua vez, a TEN Ossuci, de Jaci-Paraná afirmou que se o professor falta em uma Escola Civil, normalmente algum outro professor antecipa o tempo de aula, se for possível, caso contrário os alunos ficam ociosos, muitas vezes fazendo baderna em sala de aula, ou até mesmo perambulando pelas dependências da unidade escolar. “Com a militarização das escolas isto não aconteceria, pois se caso algum professor faltasse, um Policial Militar iria usar o tempo de aula para falar sobre doutrinas e cidadania” afirmou. Declarou ainda que a ideia de militarizar uma das escolas daquela região é totalmente aceitável pela comunidade, apenas uma pequena parte, uma espécie de “grupinho”, formada por alguns professores e membros da direção, é contrária ao projeto, com o intuito de prejudicar o bom andamento do mesmo.

Jesuíno Boabaid por sua vez, defendeu o a militarização nas escolas, pois, segundo ele, disciplina é necessária para o aprendizado dos alunos, que além de seguirem uma doutrina nas dependências da escola, obtém-se também o conhecimento de respeito ao próximo. “Todos os anos o Ministério da Educação (MEC) divulga a lista das Escolas Públicas que tiveram as melhores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), e sempre é notória a presença de escolas militarizadas nesta lista. Isso se deve a disciplina e organização na escola, além da sensação de responsabilidade dos alunos pelos deveres, bem como punição aos “desvios comportamentais” calendários de aulas visando um melhor aprendizado, e afins” declarou o parlamentar.

Será estudada a possibilidade de se instalar a militarização escolar em quatro escolas de Porto Velho e duas em Ji-Paraná. Futuramente será marcada outra reunião para que se discuta novamente o assunto.

Fonte - assessoria

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