ATERRO SANITÁRIO DE PORTO VELHO SOFRE SEM SEGURANÇA

O grande problema enfrentado pelos funcionários que trabalham no aterro sanitário é a falta de segurança.
Segunda-Feira, 24 de Outubro de 2016 - 14:14

O aterro sanitário controlado, da Prefeitura Municipal de Porto Velho, está sendo alvo de constantes crimes praticados, na maioria das vezes, por menores. Além da situação de trabalho infantil, muito comum no local, funcionários estão sendo ameaçados, assaltados e temem trabalhar no lixão. O problema é antigo, mas tem se intensificado nos últimos meses.

O grande problema enfrentado pelos funcionários que trabalham no aterro sanitário é a falta de segurança. “Temos vigilante na portaria, mas não fica armado. Temos trabalhado 24 horas por dia porque tem que ter o recolhimento da noite porque senão a cidade fica sem recolher o lixo”, afirmou o secretário da Secretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb), Eduardo Damião.

Os trabalhadores da prefeitura e terceirizados estão sendo ameaçados. “O nosso pessoal está se sentindo ameaçado, eles disseram que tem uma menina de 14 anos que é chefe de gangue. […] Têm um ambiente propício para ficarem tranquilos, porque a polícia não entra lá. A viatura foi uma vez, e disseram que não tem contingente para atender à Vila Princesa”, relatou Eduardo.

Trabalho infantil é constante na vila princesa

O secretário ainda confirmou a presença de crianças trabalhando dentro do lixão. “Os pais levam porque preferem que eles fiquem trabalhando com eles do que na comunidade à mercê de traficantes”, disse. Os casos já foram comunicados aos órgãos competentes e reuniões também foram feitas com o objetivo de resolver a situação. “O meu pessoal não está querendo trabalhar à noite, e se parar por falta de segurança, a cidade fica sem coleta durante a noite”, argumentou Damião.

O problema na região do lixão é antigo, mas as ameaças e incidentes que refletem a situação de perigo aos funcionários piorou recentemente. “Há mais de ano isso acontece, vinha acontecendo de forma mais amena, e ultimamente a coisa está intensificando mais. Pedimos socorro, por meios legais, comunicamos para que cada um faça seu papel, mas não está surtindo efeito”, analisou o secretário.

A área é cercada e o acesso é feito pela portaria. “Como a cerca é de arame eles cortam a cerca, e passam por fora e por baixo, e como a área é muito grande, nós não temos contingente suficiente para fazer esta fiscalização. De noite os vigilantes tem se trancado de medo”, destacou Damião. A prefeitura atualmente tem contrato de vigilante que atende todo o município. “Não temos condição de colocar, eu imagino que se não fizer um trabalho dentro da Vila Princesa, podemos colocar 3, 4 ou 10 vigilantes que não darão conta”, finalizou Eduardo.   

 

Por Ariadny Medeiros

Fonte - diariodaamazonia

Comentários

Siga-nos:

POLITICA DE PRIVACIDADE

Todos os direitos reservados. © News Rondonia - 2021.