ESTATÍSTICAS WWW - Por Max Diniz Cruzeiro

A evolução da internet veio acompanhada por uma busca de informações por tráfego e uma crescente disputa pela qualidade da informação.
Sexta-Feira, 07 de Outubro de 2016 - 14:09

A evolução da internet veio acompanhada por uma busca de informações por tráfego e uma crescente disputa pela qualidade da informação. Mercados cada vez mais competitivos passam a perceber que a concentração de informações poderia gerar estratégias de ação no sentido de permanência e expansão da rede.

Com a elevação da disputa, após a entrada no segundo decênio do segundo milênio a integridade da informação estatística da rede perdeu seu aspecto de confiabilidade.

Uma manipulação da informação passou a ser expressa na forma de uma lógica de que quantidades cada vez mais aparentes de visitas serviriam como fator de atração para um público que cada vez mais quisesse se enquadrar dentro de uma lógica de consultas de informações que incorporassem uma vontade coletiva.

Com a criação do Google Analytics a solução para o monitoramento da informação nos estágios iniciais de acompanhamento das métricas da rede parece muito ter contribuído para que o setor pudesse se organizar em termos de confiabilidade da informação.

Porém a dinâmica do sistema www passou a requerer uma complexidade no qual o próprio Google Analytics já deixou de ser uma métrica confiável uma vez que há muito tempo não reflete a realidade de acesso de muitos sites.

Diferentes mecanismos que computam entradas ou visitas em diversos blogs ou sites apresentam com frequência métricas completamente distintas em que não coexiste um princípio de coerência que determine de fato que exista consistência da informação. Podendo as métricas do Google Analytics serem infinitamente pequenas em relação a realidade ou de um parâmetro de consulta que supera em muito a constatação da realidade.

Outro fator importante é que blogueiros começaram a ser influenciados em seu processo decisório que refletiam a tomada de decisão para a produção de textos. Em que suas percepções passaram a ser orientados quando navegavam na rede para o acesso de informações correlatas no qual a exigências dos centros de informações mais organizados colaboravam para influenciar as perspectivas que os autores pudessem produzir a informação.

Uma forma do fator de influência foi a afetação das estatísticas no qual os blogueiros com acesso a informações privadas passavam a guiar pelos acessos em que a falsa impressão de quantitativos expressivos sobre temas específicos poderiam sinalizar um “caminho” possível para produções futuras, mas que na realidade refletisse um condicionamento externo, que não partia do público para que o sentido da produção de novas informações passassem a ser orientadas dentro do princípio definido por outros organismos que nutriam interesse pelo tipo de informação a ser divulgada na mídia.

Sistemas antes confiáveis como o Youtube, Facebook e Twitter passaram a ter métricas virais. E alguns blogueiros mais organizados e institutos de publicidade passaram a exigir junto da instalação de suas publicidades de mecanismos de monitoramento privado a fim de que a integridade da informação de acesso fosse preservada. Onde o tempo de permanência do usuário sobre a peça de marketing passou a ser uma exigência expositiva para o acompanhamento publicitário.

Sites em via de organização da estrutura de dados passaram a canalizar o acesso para as principais redes de dados a partir de seus portais, onde o clique passou a ser computado pelo particular para que pudessem ser confrontados com os dados fornecidos pelas grandes corporações. Este processo possibilitou a visualização de um grande paradoxo, onde estatísticas conflitantes passaram a ser cada vez mais visualizadas. Em que distintos sistemas de coleta de informações representavam incoerências no qual era impossível admitir confiabilidade da informação na internet.

Outro fenômeno bastante interessante relatado pelos blogueiros são práticas de monitoramento das mensagens quando encaminhadas para grandes corporações como a Microsoft. A abordagem consistia em pane no sistema operacional logo após o contato com a empresa por meio de e-mail corporativo do blog, numa simulação de sentido de invasão que evidenciava uma falsa impressão de que a empresa estivesse acessando os computadores dos blogueiros, provocando quase sempre retardo na divulgação de novas informações.

Os grupos mais organizados de blocagem passaram a implantar pessoas para embaraçar ações dos blogueiros na rede, como uma forma de gerar influência por meio de post para fazer com que o fenômeno “manada” organizasse uma ação no sentido de inibir a publicação de postagens contrárias a um entendimento que fosse contra um objetivo pessoal de determinado segmento. Sendo os principais blogueiros do primeiro decênio do segundo milênio foram expulsos dos principais meios de comunicação em massa ou em grupo, mesmo quando não coexistia a prática de spam.

Os sites que mediam a influência na rede com estatísticas cada vez menos expressivas para os pequenos blogs e cada vez mais expressiva para as maiores corporações contribuíram para disseminar uma falsa impressão de não fidelização e engajamento de públicos que estatisticamente estavam cada vez mais “escassos”.

Outro fenômeno observado na rede foi a aproximação visual de conteúdo que interessasse aos grandes grupos sejam de ordem política ou econômica numa tentativa de influência e mecanismos que facilitassem a visualização de material printado sobre a tela. Onde a opinião pública pudesse ser mais facilmente canalizada para um efeito esperado segundo estudos elaborados previamente para o controle do comportamento humano. Prática que cada vez mais era distanciada da aplicação pura do Marketing para servir de instrumentação para tomada de decisões estratégicas como plano de segmentação política.

Fraternalmente,

Max Diniz Cruzeiro

Fonte - Max Diniz Cruzeiro

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