HISTÓRIA DA EXCITAÇÃO CEREBRAL: FENÔMENO DA VELHICE - POR Max Diniz Cruzeiro

Quando um indivíduo adulto ultrapassa a barreira dos quarenta anos de vida um fenômeno de estabilização mental faz com que a pessoa passe a mapear histórias em seu próprio cérebro.
Quinta-Feira, 06 de Outubro de 2016 - 14:46

Quando um indivíduo adulto ultrapassa a barreira dos quarenta anos de vida um fenômeno de estabilização mental faz com que a pessoa passe a mapear histórias em seu próprio cérebro, sendo cada vez mais recorrente o uso da recordação como alicerce de um saber acumulado que abastece o indivíduo com a instrumentação que seu saber é capaz de fixar para uma execução mais normativa de seus afazeres cotidianos.

Então é possível que a orientação psíquica para o passado projete com mais frequência sonhos cada vez mais lúcidos, que fazem parte da memória na forma de um passado rico de fleches de pessoas que cruzaram pelo caminho.

Essa percepção de ligação cada vez mais frequente com o passado, representa um ganho escalar na vida do indivíduo porque ele passa a se instrumentalizar-se diante das dificuldades com uma biblioteca sensorial, principalmente extraída dos veículos de comunicação que teve contato ao longo de sua vida no qual uma simples ativação de uma recordação é suficiente para o exercício de uma tarefa.

Porém, um declínio no sentido de acompanhar ao mesmo tempo o impulso represado na forma de história: passado de um indivíduo; e os novos recursos que se somam com o progresso tecnológico, faz com que o indivíduo ano após ano, depois dos 40 venha a perceber pequenas desvantagens de acompanhar as evoluções e transformações instrumentais-computacionais que se seguem.

O esforço para que um indivíduo que ultrapassou a barreira dos 40 anos para assimilar uma nova tecnologia é muito mais intenso do que para um jovem que esteja já aprendendo a fluir a sua comunicação dentro deste mecanismo em que o novo integra o conhecimento matriz de sua geração.

Então os mais jovens ricos em estímulos porque o corpo exige uma constante transformação, como um impulso que se impregna e exige cada vez novas ações acabam por gerenciar diretrizes de exclusão em um processo lento e gradativo, presente desde a fala, até os meios mais complexos de interatividade, onde o adulto que chega aos 50 anos, terá uma chance de se sentir cada vez mais isolado em virtude da assimilação do comportamento social, onde as pessoas de 50 passam a se interagir cada vez mais em núcleos ligados a sociabilidade de suas faixas etárias, onde quase não coexiste um elo entre as culturas emergentes e as já instaladas no processo.

Com a chegada aos 60 anos, o isolamento é praticamente definitivo e o convívio restrito apenas entre os indivíduos da mesma faixa etária. Como o abastecimento de novas fontes começou a ser cortado aos 40 anos, os indivíduos que chegam nesta faixa etária estão num nível de recordação de seu passado bastante elevado. O que amplia ainda mais a cisão entre os mais novos e os mais experientes, uma vez que o comportamento senil difere profundamente da cultura que abastece os mais jovens, em um processo de exclusão idiomática que transforma os idosos a meros expectantes da cultura que emerge.

 

Muitos abandonam o processo de imersão na cultura, e não se dão ao trabalho de exercitarem a mente para a leitura de um livro sequer. O represamento condiciona a um agir centrado na vida cotidiana em que o novo é apenas uma forma de intervir em um sentido seu próprio de instâncias passadas, onde fere o objetivo de transformar, mas o de incorporar noções de valores que servirão como uma base de classificação do elemento novo como algo que deva ser fichado de acordo com uma natureza passada.

Os mais novos passam a se ressentir com as mínimas expressões que os mais velhos passam a demandar como uma necessidade social inerente ao seu passado ao querer transmitir um valor presentificado seu que ache útil às novas gerações ter em mente para que seu caminho seja mais duradouro e programático.

Por outro lado, qualquer reação por parte do idoso é recebida com um certo desprezo por parte dos mais novos e os laços sociais ficam cada vez mais estremecidos.

Famílias mais experientes, geralmente aquelas em que a transição entre gerações é algo mensurável de se gestar, uma consciência entre gerações pode e muito contribuir para que nos primeiros sinais em que os mais velhos estejam sendo deslocados para exclusão social de que práticas de sociabilização, em que pessoas que estejam chegando ao limite para a entrada na vida senil, possam criar o hábito, num esforço conjunto com a família, da geração de atividades que possam fazer com que o adulto não entre em decadência tecnológica, e passe a acompanhar a evolução idiomática dos mais jovens, a fim de que a coexistência entre gerações possa intercambiar uma melhor qualidade de vida para as famílias.

A inversão no sentido do trato com o adulto é de incentivar um laço que foque o candidato a idoso a continuar a estabelecer o seu vínculo com o passado, conforme a determinação genética de sua estrutura corpórea, mas ao mesmo tempo fazer perceber que este indivíduo é capaz ainda de muito contribuir e continuar em constante aprendizado para que sua velhice seja saudável e inteiramente lúcida.

Choques entre gerações existem porque as pessoas optaram em determinado momento de sua vida por uma ruptura dentro deste processo de continuação do aprendizado, e em vez deste processo se tivessem notado que é igualmente producente descolocar o entendimento dos mais experientes que caminham para idade senil a uma organização mental que os tornem ativos dentro da reserva econômica da sociedade, suas contribuições no ramo do saber e da cultura iria deslocar facilmente países emergentes para saltos dentro do processo de aprendizado, onde o maior exemplo para este ensinamento veio da cultura japonesa. Quando o indivíduo chega aos 65 anos já está completamente fora do circuito social, isto em relação a uma maioria que conseguiu de fato atingir este patamar. E aos 70 anos passa por um processo profundamente reativo onde sua esperança muitas vezes é o merecimento de uma paz celestial.

Fraternalmente,

Max Diniz Cruzeiro

Fonte - Max Diniz Cruzeiro

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