FLUÊNCIA EM INGLÊS AINDA É REALIDADE DISTANTE NO BRASIL

Brasileiros têm um dos piores níveis de proficiência na língua inglesa.
Domingo, 25 de Setembro de 2016 - 12:29

Um país tão grande como o Brasil com um número tão pequeno de profissionais fluentes na língua inglesa sempre foi uma das negativas do mercado brasileiro. Os profissionais brasileiros têm um dos piores níveis de proficiência em inglês, mostra um estudo realizado pela Global English, uma das principais instituições de ensino da língua inglesa no país. Esse estudo mediu a habilidade de fala, escrita e leitura de mais de 200 mil funcionários de empresas de dentro e fora do Brasil. Dentre todos os países analisados (78), o Brasil aparece na 70a posição. De 1 a 10, o país ficou com uma nota de 3,27, o que representa uma pequena melhora em relação ao ano de 2015, quando registrou 2,90.

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Brasil no ranking mundial 

Com uma pontuação de 3,27, o Brasil fica atrás de outros países emergentes como a China, a Índia e países vizinhos ao nosso, como é o caso do Uruguai, que conseguiu a nota 5,03. Outros países lusófonos também estão na frente do Brasil, sendo Portugal (5,47) e Angola (4,40) dois deles. De acordo com o diretor da Global English, José Ricardo Noronha, o Brasil vem piorando no índice porque não está conseguindo incentivar o aprendizado da língua. Outro problema que afeta o mercado brasileiro é o fato de que o país está crescendo como nunca e expandindo seus negócios a nível global. Por outro lado, o número de profissionais bilíngues é bastante inferior à demanda atual das empresas. O ranking é liderado pela Filipinas (7,95) e a média mais baixa registrada é de Honduras (2,92). A falta de familiaridade com a língua do universo dos negócios acaba atingindo todos os níveis das empresas e torna-se uma barreira a mais.

A falta de incentivo

Os problemas que são gerados pela incapacidade de comunicar-se em inglês vão desde uma sobrecarga de profissionais que, de fato, são fluentes no idioma, até problemas que afetam o fluxo das empresas. Hoje, em todo o mundo, estima-se que apenas 7% dos profissionais falem o idioma com propriedade, porcentagem que é semelhante à registrada no Brasil. Mesmo com esse número, muitas empresas brasileiras já entenderam a importância de apostar na língua – mais de 90% dos entrevistados consideram a proficiência da língua necessária para alavancar a carreira. Noronha também ressalta que, no Brasil, ainda existe a falta de incentivo. Muitas empresas relatam que os profissionais se preocupam com essa situação, mas esperam até que as empresas tomem a iniciativa e, por conta do alto custo, as empresas acabam selecionando apenas os mais importantes. A falta do inglês no Brasil é uma questão sistêmica e o ensino da língua nas escolas precisa ser reformulado para que as crianças cresçam mais familiarizadas com a língua e com muito mais facilidade para se prepararem para o mercado de trabalho.

Fonte - Assessoria

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