SEM PODER RETORNAR PARA CASA, CASAL DE RONDÔNIA PASSA FOME NO ACRE

Num passado não tão distante, ele trabalhava como caseiro de fazenda. Ela auxiliava o esposo nos serviços do campo junto com os dois filhos.
Sexta-Feira, 05 de Agosto de 2016 - 11:33

Cristovam Soares Santos e Marizete Leandro, ambos nascidos em Rondônia, estão passando fome e vivem ao relento numa cabana improvisada com tapumes ao longo da Via Verde (BR-364), região de mata, em Rio Branco (AC). Há meses sem poder retornar para Cacoal, o casal clama por ajuda e piedade da sociedade.

Num passado não tão distante, ele trabalhava como caseiro de fazenda. Ela auxiliava o esposo nos serviços do campo junto com os dois filhos. Hoje, vivem a pouco mais de 300 metros do asfalto, numa cabana improvisada que funciona aos fundos da Rodoviária Internacional de Rio Branco, um dos cartões postais da capital acreana.

Atraídos por uma vida melhor em “Terras de Galvez”, Cristovam e Marizete estão vivendo literalmente a outra face, o pesadelo. Sem ter como se manter, ambos passam o dia procurando trabalho ou pedindo ajuda da população. O pouco de mantimento que conseguem, levam para dentro do barraco sem energia, água potável, com fogão de barro, cama improvisada com tapumes que são os mesmos que revertem todo o ambiente.

“Nós estamos numa dificuldade grande aqui em Rio Branco. Ontem, comemos só pão com café amargo por que não tem açúcar, não temos nada. A noite não dormimos pois a vela acabou e ela ajuda na iluminação dentro do mato, isso espanta os insetos e bichos que vem de dentro da mata”, comentou o homem de 48 anos.

Segundo ele, a falta de emprego em Rio Branco prejudicou os projetos dos dois. De ponta a ponta, eles rodam de bicicleta toda a cidade em busca de trabalho, mas não conseguem.

“Nós estamos pedindo uma força. Tentamos serviços de capina mais não dão. Já tentamos de tudo e nada tá dando certo. Temos condições de trabalhar, temos saúde, mais não conseguimos emprego em lugar nenhum. Estamos no fundo do poço”, comentou.

O casal afirma que uma equipe de assistentes sociais esteve no barraco com a promessa de ajudá-los, mas, o socorro ainda não chegou. “Eles tiraram fotos dos madeirites, do fogão, da situação do nosso banheiro, disseram que iam levar para uma superior deles. Fiquei animado, pensei que iriam nos ajudar com hospedagem ou passagem, mais até hoje não apareceram”, afirmaram.

Sem ter a quem recorrer em solo acreano, o casal pede socorro aos rondonienses. “Queremos voltar pra casa. Nossas passagens custam aproximadamente 240 reais, dinheiro que não temos. Caso não consigamos esse valor, que nossos conterrâneos possam ajudar pelo menos com alimentação até arrumar um trabalho. Força e disposição nós temos, o que nos falta é oportunidade”, ressaltou.

Por conta da localização, não existe telefone público nas proximidades. Quem quiser colaborar com o casal faz necessário desloca-se até a cabana improvisada. “Toda ajuda é bem vinda!”, finalizam.  

Fonte - NewsRondônia

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