EM ASSEMBLEIA, ACIONISTAS DECIDEM PRIVATIZAR A CERON ATÉ 2017

Na assembleia, os acionistas reprovaram a prorrogação das concessões da CERON e da Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Boa Vista Energia e Amazonas Distribuidora de Energia.
Sexta-Feira, 22 de Julho de 2016 - 22:45

A Centrais Elétricas de Rondônia (CERON) está na lista das distribuidoras que serão privatizadas até 31 de dezembro de 2017. A notícia foi confirmada durante assembleia realizada nessa sexta-feira (22) por acionistas da Eletrobras. A lista é composta por seis distribuidoras localizadas na região norte e nordeste do Brasil.

Na assembleia, os acionistas reprovaram a prorrogação das concessões da CERON e da Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Boa Vista Energia e Amazonas Distribuidora de Energia.

Segundo a decisão, até a transferência para o novo controlador, as distribuidoras devem receber diretamente da União Federal ou através de tarifa todos os recursos e remuneração necessários para operar, manter e fazer investimentos que forem relacionados aos serviços públicos, sem qualquer aporte de recursos pela Eletrobras.

Na reunião também foi aprovado o nome do executivo Wilson Ferreira Júnior para presidir a Eletrobras e dos novos membros do Conselho de Administração da empresa.

Ao longo da sexta-feira, os membros do Sindicato dos Urbanitários (Sindur) realizaram manifestos em Porto Velho. Para a entidade sindical, todas as empresas do Sistema Eletrobras desde sua fundação possuem um papel estratégico para o crescimento do país, não apenas geram, transmitem e distribuem energia, são também agentes de desenvolvimento regional.

“É fundamental preservar a soberania energética no Brasil. A energia, bem de consumo essencial, não pode ser controlada por um grupo restrito que tem como prerrogativa o lucro. A energia não pode ser oferecida à população como um produto de privilégio, deve ser garantida dentro de um sistema que possibilite a classe trabalhadora ter um serviço de qualidade e pagar um preço justo”, disse um dos manifestantes.

Contrários à decisão da empresa, os trabalhadores e trabalhadoras do sistema, com o apoio de movimentos sociais, vão realizar em Brasília (DF), ato em defesa do setor elétrico. A data e o horário ainda não foram divulgados pelo sindicato.

E a qualidade nos serviço?

O Ministério de Minas e Energia garantiu que não haverá queda na qualidade dos serviços porque, durante a prestação temporária de serviço, o governo vai definir condições para que as distribuidoras possam prestar o serviço com continuidade e adequação.

Quando forem licitadas, serão exigidas condições técnicas para que o serviço seja prestado dentro dos padrões exigidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Também não há previsão de haver reajustes extraordinários para essas distribuidoras por causa da mudança. De acordo com o ministério, os reajustes serão apenas os ordinários anuais, calculados pela Aneel, da mesma forma que já ocorreriam caso as concessões não tivessem sido devolvidas pelas empresas.

Fonte - NewsRondônia

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