ACRE ESTÁ EM ALERTA COM A SECA DO RIO MADEIRA: RAMPA DE 50 METROS FOI CONSTRUÍDA NA BALSA DO ABUNÃ

Segundo apurado por eles, até o momento, o baixo nível do rio não compromete o fluxo de veículos durante as travessias. Em média, 250 veículos passam diariamente no local, que é a única via rodoviária de integração entre o Acre e o restante do país.
Sexta-Feira, 15 de Julho de 2016 - 15:05

O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil do Acre estão monitorando, além dos níveis do rio Acre, principal afluente daquele estado, também o volume fluvial do Rio Madeira e Abunã, em Rondônia. O motivo principal é as condições de navegabilidade das balsas que fazem a travessia de uma margem a outra da BR-364 e que interliga os dois estados.

Na quinta-feira (14) os representantes acreanos saíram em comboio rumo ao Distrito do Abunã para verificar a situação do manancial que registrou a marca de 10,56 metros nesta semana.

Segundo apurado por eles, até o momento, o baixo nível do rio não compromete o fluxo de veículos durante as travessias. Em média, 250 veículos passam diariamente no local, que é a única via rodoviária de integração entre o Acre e o restante do país.

Bancos de areia forçaram a administradora da Balsa a ampliar uma rampa para o embarque e desembarque dos veículos. Ao todo, foram ampliados 50 metros na rampa de atracamento, para evitar possíveis encalhamentos das embarcações.

“Nós realizamos esse monitoramento dos rios diariamente. Nessa vistoria, aqui no Madeira, foi possível perceber que o nível dele, para este mês de julho, está abaixo que nos anos anteriores, mas isso não compromete até agora o fluxo de veículos, que se mantém normalizado”, explicou o coordenador estadual de Defesa Civil do AC, Coronel Batista.

Já o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), também tem tido uma preocupação a mais com o rio Madeira. Duas vezes por semana, representantes do órgão também vão ao local para verificar se existe a necessidade ou não de limitar o peso, quantidade de cargas que passam pela balsa.

A ideia do DNIT é evitar um desabastecimento de alimentos no Acre como ocorreu com a cheia histórica de 2014 onde trechos da BR-364. “O rio baixa muito pela sazonalidade metrológica que passamos. Estamos num ciclo bem diferente que existe um esvaziamento no nível do rio, porém, por enquanto não existe a possibilidade de limitar cargas e pesos naquela região”, afirmou Antonio Furtado, engenheiro do DNIT.

George Santos, Coronel do Corpo de Bombeiros informou que na próxima semana a Defesa Civil do Acre vai se reunir com a Marinha, o Dnit, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a empresa responsável pela administração das balsas, para avaliar o plano operacional, com o intuito de manter a navegabilidade perene do Rio Madeira no período de estiagem.

Fonte - NewsRondônia

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