PADRE FABIO DE MELO PEDE DESCULPAS POR VÍDEO QUE TRATA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

No Twitter, ele afirmou que na mensagem não pretendia culpabilizar as mulheres pelas agressões sofridas. No entanto, reiterou sua posição a respeito da não denúncia.
Quarta-Feira, 29 de Junho de 2016 - 13:21

O Padre Fábio de Melo utilizou o Twitter mais uma vez para se desculpar pela repercussão negativa do vídeo de uma pregação feita em 2006. No registro, ele afirma que as mulheres são as culpadas por sofrerem violência doméstica.

“O agressor só se torna agressor porque a vítima o autoriza”, diz o padre. Mais adiante, ele insinua que a mulher tem o poder de determinar se continuará sendo agredida ou não dizendo: “Não é nenhuma palavra nem um grito que vai dizer ‘não me bata’, mas é o seu jeito de ser mulher”.

Os internautas consideraram a pregação machista e reagiram debatendo com ele a questão da violência doméstica. “O silêncio da vítima às vezes é a sobrevivência dela”, rebateu uma internauta.

Após a repercussão negativa, o padre tentou se justificar e falou mais sobre o episódio.

“O vídeo é de 2006. Na época eu chamava a atenção sobre o silêncio das mulheres na manutenção dos agressores. Eu salientava que, quando não há a denúncia, estamos, ainda que inconscientemente, reforçando o papel do agressor. Nunca fui adepto do discurso ‘a culpa é da vítima’. É odioso pensar assim”, declarou ele. “(Mas) quando não nos posicionamos, damos ao outro a autoridade sobre nós. Este é o grande erro. O que me assusta é a postura das pessoas descredenciando minha luta pelos direitos humanos, tachando-me de misógino. […] Fazer uma leitura hoje com uma palestra que tem 10 anos é desconsiderar o avanço que todo ser humano pode fazer em relação aos assuntos”, disse Fábio de Melo.

“É muito desconfortável ser promotor do que abominamos. Culpar a vítima é abominável. Se fui infeliz na linguagem, resta-me retratar. Peço perdão. Eu nunca pretendi dizer que a vítima é culpada,apenas salientei que a não denúncia reforça o agressor”, finalizou.

No Twitter, ele afirmou que na mensagem não pretendia culpabilizar as mulheres pelas agressões sofridas. No entanto, reiterou sua posição a respeito da não denúncia.

Fonte - Pragmatismopolitico

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