CIDADE DE CASABLANCA: DE PRIMITIVA À CINEMATOGRÁFICA

Todos que visitam a grande Casablanca, uma cidade marroquina com 5.000.000 de habitantes, têm a obrigação moral em conhecer a Mesquita Hassan II, no primeiro plano, encravada nas águas do Oceano Atlântico, no centro turístico da metrópole, no norte do país.
Domingo, 26 de Junho de 2016 - 12:22

UMA HISTÓRIA NARRADA À BEIRA MAR, EM CASABLANCA, MARROCOS, UMA CIDADE SITUADA AO NORTE DA ÁFRICA, TENDO COMO DIVISA O DESERTO DO SAARA E PRINCIPAL PORTAL DE ENTRADA PARA AFRICA

Todos que visitam a grande Casablanca, uma cidade marroquina encravada no Oceano Atlântico, com 5.000.000 de habitantes, torna-se obrigatório conhecer a Mesquita Hassan II, no primeiro plano, tendo sido construída a rigor, sendo uma obra de obra de 600 milhões de dólares, com arquitetura e azulejos árabes, com capacidade para 25.000 féis.


Cidade de Casablanca, Marrocos, África, encravada no Oceano Atlântico, ao norte do País.
Fonte: (Wikipédia)

Todos que visitam Casablanca têm a obrigação moral em visitar o principal Shopping Center da cidade: “o majestoso MOROCCO MOLL, uma mistura de construção gótica com a neomodernista, no formato de bola de futebol, com uma grande variedade de lojas e de produtos de última geração de eletro­eletrônicos e de tudo que se possa imaginar, se assemelhando com os padrões dos famosos Shoppings Center da cidade de Dubai ­ United Arabe Emirates.


Neste primeiro plano, vê­se a Mesquita Hassan II, consideração a segunda maior do mundo, depois da Meca, e, ao fundo, a vista aérea da cidade de Casablanca.
Fonte: (Wikipédia)

Quem já não ouviu falar ou já assistiu ao filme Casablanca, uma produção cinematográfica norte americana de 1942, produzida por Michael Curtiz, tendo como atores principais Humphrey Bogart, (1899­1957), no papel de Rick Blaine, e Ingrid Bergman, (1915­1982), como Ilsa Lund Laszlo?

Com a permissão de nossos leitores, vamos ‘ao túnel do tempo’ e recapitular um pouco este drama de amor: o filme Casablanca conta uma história com muito amor e lirismo vivenciada em Casablanca, Marrocos, ao norte da África — uma cidade encravada às margens do Oceano Atlântico, quando a história é focada na dubiedade e na indecisão de Rick Blaine, quando “um americano amargo e cínico”, segundo a crítica, expatriado por motivos nunca explicados, administrava, com muita competência e desenvoltura, o Rick Café, a casa noturna mais badalada da cidade, uma espécie de Bangalô, do meu amigo Makalé, na cidade de Porto Velho, capital do estado de Rondônia, freqüentada pela alta sociedade.

Para todos que o conheciam e falam com Rick Blaine, este se dizia neutro sobre as questões 

políticas da época, mas, na verdade, ele era um espião que convivia com os funcionários da Alemanha Nazista, com refugiados políticos, ladrões e os mais diversos tipos de estrangeiros, todos atraídos para fazerem apostas, sendo, portanto, o “point” de atração principal de Casablanca, constituindo este público de alto poder aquisitivo a matéria prima principal que o disfarçado “barman” necessitava para atingir outros vôos.

Na verdade, o objetivo principal de todo aquele trabalho social na administração do Rick’s Café era o tráfico de armas para a Etiópia, aferindo lhe compensadores lucros financeiros e, ao mesmo tempo, como caminho mais curto de combate à invasão italiana, de 1935, e, por outro lado, à Guerra Civil Espanhola, junto à República Espanhola.

O personagem utiliza se do amor e da virtude para decidir se ajuda ou não a sua amada Ilsa Laszlo a sair de Casablanca com o seu marido, um dos líderes da resistência Tcheca, como forma de continuar o trabalho de combate aos nazistas, segundo a Wikipédia.

Além da bem narrada história, na categoria de drama, com um enredo com estratégia de guerra, romantismo e lirismo, o filme Casablanca, na verdade, impressionou a todos com a performance e a beleza da Ilza Laszlo Lund, interpretada pela atriz Ingrid Bergman, uma mulher casada, bonita, deslumbrante, fascinante e irresistível, quando entre Rick Blaine e Ilza Laszlo desperta um sentimento muito forte, com requinte de um amor perfeito que conquista e domina o coração de ambos e apaixona e contagia aos amantes da sétima arte.

Segundo os documentários e depoimentos dos críticos da época, todos que assistiram ao filme “se grudaram, por décadas, nas telas dos cinemas de todo os continentes”, consagrando definitivamente a cidade de Casablanca com o palco do romantismo real, produzido por Hollywood, quando materializou este sentimento no formato de um amor verdadeiro e perfeito e, ao mesmo tempo, transformando, assim, uma cidade comum, pouco conhecida, até então, do Norte da África, numa cidade famosa mundialmente.

A partir da exibição do Filme Casablanca, a cidade passou a ser incluída no roteiro turístico obrigatório para todos que se programam e que desejam visitar e conhecer os encantos e as belezas da África e tem, em sua grande maioria, atraente Marrocos como o principal portal de entrada e como ponto de partida para os demais países do velho mundo.

Com tantos prêmios e estatuetas conquistados em 1943, (diga se de passagem, que eu ainda não havia nascido) a consagração do filme Casablanca conseguiu popularizar a cidade Casablanca como a maior metrópole turística da África e tudo isto se justifica pelo poder magnetizaste, de mistificação e de hipnotizarão que tem o cinema e, conseqüente, a força da divulgação de massa das telas por onde a película foi exibida como o principal cenário e palco de uma grande e romântica história de amor, nunca antes vivida por humanos — que até hoje encanta e atrai visitantes de todos os continentes e dos quatro cantos do planeta.

Não temos como separar a metrópole cidade de Casablanca do “FILME CASABLANCA”, constituindo se como um cartão postal, coração e centro de atração do turismo, da indústria e do comércio mais importante de Marrocos e de toda a África e, ao mesmo tempo, recebendo até o momento caravanas de turistas de todos os continentes que fazem questão de incluir em seus roteiros turísticos o Restaurante Rick’s Café, palco do mencionado filme, onde o espião americano trabalhava e residia e palco de toda a trama da produção cinematográfica, em plena efervescência da 2ª Guerra Mundial.

O que há de verdade em toda esta emblemática história de amor e de patriotismo é que a realidade não poderia ser falsa e nem deveria esconder a verdadeira face, mas, por se tratar de uma obra de ficção, tudo é justificável e possível e não inflama e nem engorda e fez sucesso, até nossos dias — porque o povo continua sendo povo e carente de lazer e gostamos de conviver com charmosas e belas mulheres.

Na verdade, hoje, muitos sabem que as primeiras imagens do filme Casablanca foram feitas, de fato, no Rick’s Café, conforme é do conhecimento do público, em Casablanca, Marrocos, África, e o que poucos tinham conhecimento é que todo o resto das filmagens do filme foi realizado nos luxuosos e confortáveis estúdios cinematográfico de Hollywood, nos Estados Unidos.

Os documentários, livros e filmes costumam materializar épocas, personalizar ficções e destacar e promover objetos e locais, antes desconhecidos e sem muita importância, e com o Restaurante Rick’s Café não poderia ser a exceção. No período de pouco menos de uma hora (em torno de 50 minutos) que nosso grupo visitou o Rick’s Café, em Casablanca, Marrocos, presenciou­ se a chegada de várias excursões, dentre estas desembarcaram de micro­ônibus uma delegação da Alemanha e outra da China, quase todos na terceira idade, inclusive a nossa de Rondônia... rsrsrs ..., atraídos pelas imagens de um filme que fora exibido para todo o mundo em 1942, sendo premiado na época com várias estatuetas, como o melhor filme norte americano de todos os tempos.

Marrocos é um país localizado no extremo noroeste da África, tendo como limites: a norte, pelo Estreito de Gibraltar (onde faz fronteira com a Espanha e Gibraltar), por Ceuta, pelo Mar Mediterrâneo e por Melilla; a leste e a sul, pela Argélia; a sul, pela Mauritânia, através do Saara Ocidental; e a oeste, pelo Oceano Atlântico.

A forma de Governo de Marrocos é a Monarquia Constitucional — onde o Rei de Marrocos é sucedido, conforme a hierarquia convencional deste tipo de governo, sendo o Rei Mohamed VI o atual detentor do trono deste país. Marrocos teve sua formação desde 1554, se libertando do julgo da França em 2 de março de 1956 e da Espanha em 7 de abril de 1956.

A moeda de Marrocos é o Dirham (MAD), valendo hoje em torno de 4 vezes menos do que a moeda do Brasil. Isto é: R$ 1,00 (1,00 real) vale MAD 4,00 (4 Dirham). Isto significa dizer que o turista brasileiro que chega em Casablanca tem muitas vantagens em se hospedar, em fazer compra e de conhecer várias cidades próximas, pois o nosso real é moeda valorizada e tudo isto beneficia o turista brasileiro que fizer opção em conhecer esta parte da África.

O problema crucial de Marrocos é com a escassez de água, ao contrário da cidade de Porto Velho, “que às vezes fica alagada até o pescoço. Toda a água na cidade de Casablanca, que chega às residências, às torneiras, ao chuveiro — e inclusive a água mineral comercializada por lá —, é de fazer os nossos sapos da Amazônia fazerem o sinal da cruz — são dessalinisadas e não muito palatáveis para nós que estamos acostumados com as águas doces da bacia amazônica, em especial para a do rio Madeira.

A alternativa mais lógica é o de apelar para os refrigerantes, como a tradicional coca­cola ou para a tradicional Beer, aquela verdinha, a cerveja Heineken, estupidamente gelada, a mais popular e encontrada em quase todos os bares e restaurantes da cidade.

Um dos fatos pitorescos e engraçado de Casablanca é que os restaurantes fecham na hora do almoço, exceto àqueles destinados ao turista, enquanto os bares não podem servir nenhuma bebida com teor alcoólico em ambientes abertos e, em alguns, e mesmo assim, raros, somente para os turistas, enquanto os residentes não têm o direito de se deleitar com uma simples cerveja, a exemplo da marca Heineken, muito popular na cidade, ou similar, por ferir frontalmente os dispositivos e preceitos do islamismo, profundamente arraigados na sociedade marroquina, quando se sabe que 99% da população seguem fervorosamente a religião muçulmana sumitra e 1% ao cristianismo.

No calendário marroquino o ramadão, considerado o maior evento cultural da população e ali o jejum durante o dia é obrigatório e a noite é destinada para as comemorações e festividades, sempre em consonância com as tradições culturais, com origens em seus ancestrais, herdadas de geração em geração.

A cozinha tradicional de Marrocos apresenta pratos conhecidos aqui no Brasil, a exemplo do Cuscuz, preparado com sêmola de cereais e cozido à vapor, num prato conhecido por lá com o nome de “couscoussière”.

O cuscuz é prato tradicional e obrigatório em todos os restaurantes, especialmente na sexta­ feira, sendo, portanto, o prato típico mais conhecido e preferido por toda a população marroquina. Como forma de tornar este prato mais palatável, este é quase sempre servido com o guisado de carne de carneiro, muito raro de vaca, ou frango

Não tenho dúvida em afirmar que se trata de frango caipira marroquino e não deve ter “pé de gri” — conforme o registro fotográfico que fiz para ilustrar esta matéria, com uma companhia muito bem aceita: um suco branco de uma fruta que até hoje eu não descobri. Eu desconfio que seja suco de coco ou, diga se de passagem: leite de coco ou de amêndoa de sêmola de cereais.

Nós brasileiros temos preferência por um bife acebolado, com arroz e farofa e por aquele baita churrasco, mas, naquela região da África isto é quase impossível, quando tivemos que nos contentar com o tradicional cuscuz, com guisado ou com o tagine, (um misturado) com um molho picante, numa mistura de carne guisada com vegetais, que não nos convenceu.

Um membro de nossa delegação de Rondônia, o Irm:. Itamar José Félix, advogado, empresário e radicado na cidade Itapuã do Oeste, estado de Rondônia, perambulou por quase toda a cidade de Casablanca, querendo a qualquer custo almoçar bife com arroz e farofa de farinha d’água. Acredito que até este momento ele ainda continua em delírios, a procura deste prato, se assemelhando ao Dom Quixote de La Mancha quando queria tocar nos moinhos.

Para não passar fome em Marrocos, temos que ter muito estômago para não ter problemas estomacais e intestinais, mas como já falava o velho marinheiro: “quem é do mar não enjoa” e no que tange a este item eu não tive nenhum problema deste gênero, enquanto os demais membros de nossa delegação, no total de oito integrantes, a maioria teve que permanecer repousando no Hotel ou imitando o Rei Mohammed VI, no trono, e procurar às farmácias mais próximas e esperar passar as revoltas e trovoadas das vísceras e aguardar a calmaria dos ventos para continuar a navegar com suas respectivas naus avariadas.

As ruas e vielas da Medina principal (cidade antiga de Casablanca) habitada por uma população fixa e flutuante de centenas de pessoas, de baixo poder aquisitivo, com baixíssima renda, quando vivem e trabalham com muita dificuldade para obter o sustento de cada dia, no meio de tantas dificuldades, sobrevivem da comercialização de alimento, como frutos do mar — peixe, arraia, polvo e lula —, carnes de carneiro, de aves, de vaca e até de camelo, nas próprias ruas, tendo como cenários os produtos e os clientes com os olhares curiosos e espantados dos transeuntes­ turistas que lotam e superlotam aquelas artérias, com características primitivas e medievais, e dos próprios moradores que comercializam, compram e vendem entre si o alimento que é o pão de cada dia.

O famoso e tradicional chá de hortelã (para nós no Brasil e para lá é chá de folhas de menthol) constitui­se numa tradição e funciona como purificador do espírito e da alma e sempre é recomendado pela direção do hotel para os hóspedes, tendo como exemplo a nossa equipe que seguiu fielmente as orientações da gerência do hotel e aprovou, sem exceção, o sabor e o agradável paladar do chá da tarde do Morroccan House Hotels.

Membros da Delegação do GONAB­/RO, tendo no primeiro plano, da direita para esquerda, o então Delegado Distrital Waldohither dos Santos Barros, Oswaldo Morales, Antônio de Almeida Sobrinho, Luiz Gonzaga Batista, Luiz Alberto Gonzales Sanchez, Tiene Medeiros de Castro e João Alfredo Alencar da Mata.

Nada como um papo descontraído, após uma longa jornada de trabalho e de visitação aos pontos turísticos da cidade de Casablanca. Durante o ritual deste chá do Morroccan House Hotels e por estarmos “pra lá de Marraquech”, chavão com referência a Marraquech, a cidade vermelha — a segunda cidade de Marrocos, depois de Casablanca, com uma população fixa e flutuante em torno de 1.250.000 habitantes, muito especial pela diversidade de elementos exóticos, do curioso e do bizarro, motivo pelo qual o Vinicius de Morais visitou e cantou em versos e prosas e ainda fez poesia, cantou e encantou — encravada no sopé da Cordilheira do Alto Atlas, no portal do Saara.

Em minhas andanças científicas descobri que o mencionado tipo de hortelã marroquino tem um efeito impressionante que faço questão em descrever para que o prezado leitor possa muito bem utilizar, no seu dia­a­dia, e para quando visitar à África não se esquecer de se imunizar com os ingredientes fármacos do hortelã marroquina, servido em estilo coloquial e com o esmero detalhes da tradição dos primórdios de sua colonização.

A hortelã­verde (Mentha spicata), também conhecida como hortelã­das­hortas ou hortelã comum e hortelã­dos­temperos é uma planta herbácea perene, originária da Ásia e tradicionalmente muito utilizada em todos os continentes. A hortelã marroquina, a exemplo da nossa do Brasil, é uma planta perene, da família Lamiaceae, tem uma substância conhecida com o nome de mentol, com componentes antibactericidas que combate vírus e bactérias.

O tradicional chá de hortelã tem diversas propriedades terapêuticas muito recomendadas no dia­a­dia como auxílio e combate nos seguintes aspectos: dores musculares; sistema digestivo; como complemento vitamínico do Complexo B; cálcio; potássio; combate à diarréia; cólicas diversas; dores estomacais; dores de barriga; mau hálito; dores de garganta e tantos outros.

Antônio de Almeida Sobrinho
Tenham todos um feliz final de semana

Fonte - Antônio de Almeida Sobrinho

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