'EMITIR IDENTIDADE NÃO É APENAS PREENCHER UM FORMULÁRIO, IMPRIMIR E PLASTIFICAR', REBATE SINSEPOL

O sindicato também comentou sobre a falta de pessoal.
Segunda-Feira, 20 de Junho de 2016 - 12:03

O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sinsepol) emitiu, por meio de sua página na internet, uma nota pública sobre o imbróglio iniciado pelo governador Confúcio Moura (PMDB) sobre a demora na emissão dos Registros Gerais (RG) expedido no estado.

Na nota, a direção do Sinsepol afirma que “vários fatores contribuíram para que a situação chegasse onde está hoje, em primeiro lugar, o próprio governo, que vem a cada ano contingenciando os recursos da segurança pública” e que “o órgão não pode apenas esquentar o documento emitido, isso tudo para satisfazer a sanha de políticos em emitir documento de identidade, sem o devido processo datiloscópico”.

O Sinsepol sugeriu ainda que o governador “deveria, também, ter aproveitado e entrado no referido Órgão para verificar o porquê desta situação” e que “O Governo Confúcio Moura, nos seis anos de gestão, nunca comprou uma máquina para finalizar identidades, nem muito menos uma máquina para a devida perfuração e corte, o quais são feitos pelos profissionais de forma manual, com guilhotina, tesoura e perfurador, ou seja, num total atraso tecnológico evidentemente por culpa exclusiva do Senhor Governador Do Estado, pois é o único que pode resolver estas questões e se omite, fazendo declarações meramente políticas e eleitoreiras”.

O sindicato também comentou sobre a falta de pessoal. “Some-se a isso, a falta de pessoal. Como exemplo, podemos citar o último concurso para a polícia civil, o qual abriu apenas 5 vagas para Datiloscopista Policial, só para se ter uma ideia, em 1994 a PC contava com 240 Datiloscopista, hoje o quadro conta com algo em torno de 160 profissionais”.

A entidade disse também que “Soluções lunáticas e fantasiosas sempre surgem para tentar resolver o problema, porém, acabam se tornando um paliativo, é como se todo dia a pessoa jogar a poeira em baixo do tapete, chega uma hora que vai faltar tapete, é o que está acontecendo agora. As direções anteriores sempre trataram o órgão com menosprezo, principalmente quando o órgão era ligado ao extinto Departamento de Polícia Técnica”.

Finalizando, a diretoria do Sinsepol sugeriu a aplicação de investimentos tecnológicos, humanos para que o problema seja resolvido. “Para que o problema possa ser resolvido, é preciso que se façam investimentos sérios em recursos humanos e tecnológicos, e não, que transforme o IICC em laboratório de testes de propostas mirabolantes, vindas do espaço. Quer resolver o problema, invista de forma profissional, comprovadamente de sucesso em outros Estados, e não com soluções caseiras, como já vem ocorrendo há tanto tempo neste Estado, e que o atual Governo do Estado nada tem feito”, fim da nota.

Fonte - NewsRondônia

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