POLÍTICA ASSISTENCIALISTA: COMPRA LEGALIZADA DE VOTOS

No bojo de todos os Programas sociais assistencialistas se escondem as grandes mazelas, desvios da administração pública e as falhas técnicas da Gestão de Governança de todo gestor.
Segunda-Feira, 20 de Junho de 2016 - 11:00

Quando o compositor e cantor Ataulfo Alves lançou ‘LARANJA MADURA’, um de seus maiores sucesso na música popular do Brasil, o tema não poderia deixar de ser o mais oportuno — trabalhar com um produto que o oportunista mais gosta: a mordomia, a moleza, a coisa fácil, aquilo caído do céu.

Você diz que me dar casa e comida

Boa vida e dinheiro pra gastar

O que é que há, minha gente o que é que há

Tanta bondade que me faz desconfiar

Laranja madura na beira da estrada

Tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé.

Santo que vê muita esmola na sua sacola

Desconfia e não faz milagre não

Gosto da Maria Rosa

Mas quem me dar prosa é Rosa Maria

Vejam só que confusão

Laranja madura na beira da estrada

Tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé.

Quando o Partido dos Trabalhadores (PT) assumiu o Governo em 2003, com o apoio de vários partidos políticos, tidos como base de sustentação, dentre eles o PMDB, o PTB, o PDT, o PSB e de diversos partidos menores, os considerados nanicos, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva teve de imediato a preocupação em ampliar alguns programas sociais que funcionaram muito bem no governo de seu antecessor Fernando Henrique Cardoso e buscou ampliá-los a enésima potência, com o ‘Programa FOME ZERO, criado em substituição ao Programa Comunidade Solidária, que fora instituído pelo Decreto n. 1.366, de 12 de janeiro de 1995, para o enfrentamento da fome e da miséria’, criado no governo do FHC.

Através de Relatórios oficiais constata-se que o Programa Fome Zero e seus complementos similares, culminando com Bolsa Família, levaram múltiplos benefícios para milhões de famílias carentes que viviam em todas as regiões do Brasil, abaixo da linha da pobreza, residentes em estados insalubres, sem a mínima condição de sobrevivência humana, com qualidade de vida e com dignidade — por opções de seus ancestrais, vítimas de uma política oportunista, desde as Capitanias Hereditárias, passando por governos dos coronéis, do voto de cabresto, do ‘toma lá, dá cá’, ‘até a atual conjuntura do voto trocado por alimento’.

Porém, estes Programas devem ser revistos, analisados e realizados rigorosos recadastramentos a fim de evitar que servidores públicos, ligados a partidos políticos, com maior fluência do partido dos vermelhos continuem a se beneficiarem de formas irregulares.

O problema que mais preocupa no momento o Governo Interino de Michel Temer é que se estes Programas Sociais forem reduzidos, mesmo se tendo plena consciência e convicção  que este caminho a ser seguido é um mal necessário, e que a continuidade sem modificações irão comprometer sobremaneiras as despesas com os gastos públicos e este contingente de ‘pessoas carentes’ não estarão nenhum pouco dispostos a buscarem a assumir os próximos postos de trabalhos que estão surgindo, sob pena de perder estas benesses, em detrimento dos que trabalham e das despesas do governo para com os Programas Sociais.

Nas atuais condições, onde a escassez farta começa pela água, alimentação, moradia e termina com o isolamento à civilização, se contrapondo às consequências danosas ao País, sendo seus principais reflexos e frutos diretos do assistencialismo: a acomodação das famílias beneficiárias, inibição à produção, concorrência desleal com aqueles que trabalham sol a sol, baixa produção, queda abrupta do PIB, desemprego, inflação desenfreada e de uma infinidade de malefícios que o paternalismo acarreta.

Neste foco, pode-se, também, afirmar que o assistencialismo concorre deslealmente com quem produz e se constituindo como uma verdadeira algema da vergonha, unindo o estômago da população carente à urna eleitoral, roubando do cidadão o seu mais sagrado e precioso patrimônio moral: “a liberdade de votar, em troca dos benefícios e esmolas recebidas do governo”.

No bojo de todos os Programas sociais assistencialistas se escondem as grandes mazelas, desvios da administração pública e as falhas técnicas da Gestão de Governança de todo gestor.

Feliz é a nação que não necessita da famigerada esmola da cesta básica instituída pelo governo sob a égide em doar à dignidade as famílias de baixa renda, que além de acarretar gastos públicos, implicando diretamente em aumento dos gastos com as contas públicas, obriga o governo a contrair empréstimos, com pagamento de altos juros, para atender uma demanda sempre insatisfeita das necessidades alimentares e sociais da população.

Se um gestor público confia e deposita a aplicação de recursos públicos na mão de um simples apadrinhado político, por mais bem intencionado que o seja, este tem tudo para se apropriar indevidamente de parte destes recursos financeiros, induzido pelas facilidades oportunizadas, utilizando-se de todas as astúcias e estratégias possíveis, e amanhã quem pagará com o ônus por todos os danos administrativos é o detentor do cargo hierárquica, imediatamente superior.

O Mensalão é a prova material criado como estratégia de sustentação de um projeto ambicioso de cunho comunista, a fim de fazer as reformas necessárias e mudanças da Carta Magna, de acordo com os interesses necessários, nos moldes bolivariano, que tem como referência na América do Sul, a figura do ditador Fidel Castro e seu irmão sucessor Raul Castro, e na Venezuela, a Hugo Chávez Frías, sucedido por Nicolás Maduro Moros.

Para que o prezado leitor tenha plena consciência do que estava realmente sendo implementado no Brasil, podemos nos mirar no exemplo e no atual estágio político a que atingiu a vizinha República da Venezuela com a sua política bolivariana, seguida à risca do regime comunista cubano instituído por Fidel Castro. Na capital Caracas, vem ocupando frequentemente às ruas bradando por justiça social, por abastecimento, por alimentos de primeiras necessidades e o governo responde com o silencio e com os rigores da lei, com as severas leis e com toques de recolher.

A presidente afastada Dilma Roussef (PT) pode até ser a pessoa mais honesta da face da terra, criada a semelhança do pai-padrinho — o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que continua em afirmar “que não tem uma viva alma mais honesta do que eu” e que “eu sou o homem mais honesto no Brasil” — mas, a então presidente afastada pecou frontalmente praticando as pedaladas fiscais, por excesso de ‘bondades e gentilezas feitas com o dinheiro do suor do trabalhador brasileiro” e praticou as famosas Pedaladas Fiscais, quando contraiu  empréstimos bancários aos bancos e empresas públicos, sem a devida autorização do Congresso Nacional  e, assim,  infringiu à Lei de Responsabilidade Fiscal, de acordo com a denúncia que culminou no Processo de Impeachment e que, posteriormente, afastou a então presidente, por até 180 dias, e deu no que deu.

O Mensalão nunca foi reconhecido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva que defendeu, com unhas e dentes, os companheiros denunciados, condenados e presos e tratados pela ‘companheirada’ como injustiçados e chamados de pesos políticos.

O PETROLÃO foi uma continuidade do MENSALÃO, só que teve uma roupagem mais granfinada, mais robusta e com muita propina rolando nos porões do Planalto. A roubalheira chegou ao limite máximo que partidos da base aliada, a exemplo do PMDB, fez indicações de apadrinhados para assumirem Diretorias, Departamentos e Subsidiárias da maior estatal do país, a PETROBRAS e o resultado está aí ocupando os noticiários dos principais veículos de comunicação, na mídia eletrônica escrita, falada e televisada e causando intrigas e futricas nas principais redes sociais.

Para se ter uma ideia de como a coisa correu  frouxa  no esquema do PETROLÃO o ex-chefe da Casa Civil do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu, enquanto cumpria pena na carceragem da Papuda, em Brasília, este vinha normalmente recebendo robustas propinas da estatal PETROBRAS, e a farra da alegria se proliferou a tal ponto de somente um partido da base aliada do governo, o PMDB, ter sido beneficiado com mais de R$ 100 milhões de reais, distribuídos entre seus principais caciques, rateados em percentuais de acordo com o grau de apadrinhamento e de influência para manutenção do afilhado no cargo, mediante a recente Delação Premiada do   ex-diretor-presidente da Companhia Elétrica Federal ELETROSUL, subsidiária da Petrobras, Sérgio Machado.

No meio a este vendaval de propinas e de um mar de lama de tanta corrupção, os assalariados e os desempregados madrugam para manter seus postos de trabalhos e nas filas quilométricas para obter um emprego de última categoria, respectivamente, que está muito difícil para todos.

Quando são denunciados todos se transformam em verdadeiros santos e ninguém assume de público que recebeu milhões e milhões para bancarem as milionárias campanhas eleitorais e comprarem votos para se perpetuarem no poder e quando são flagrados com a mão na botija passam a cumprir pena em luxuosas mansões, a exemplo desta do Sérgio Machado, adquiridas com o fruto do crime.

PENSAMENTO DO DIA

De patriotas e de benfeitores da pátria amada as aves de rapina que hoje saqueiam os cofres e o erário público não tem nem as pontas das unhas. Estes políticos envolvidos com desvios milionários no Brasil merecem realmente que sejam banidos da vida pública-política e punidos a cumprirem penas em cadeias de segurança máxima e não em prisão domiciliar, com as benesses de uma simples tornozeleira eletrônica, em mansões de alto luxo, adquiridas com o dinheiro do crime, roubado dos cofres públicos, de forma criminosa e covarde.

O presidente interino Michel Temer não deveria ter nomeado nenhum ministro com citações em depoimentos de Delatores da Operação Lava Jato. Mas já que nomeou, agora terá  a obrigação moral de demiti-los, mesmo contrariem a interesses de grupos e  partidos políticos.

Tenham todos um bom final de semana

Antônio de Almeida Sobrinho escreve semanalmente neste Portal de Notícias.

Fonte - Antônio de Almeida Sobrinho

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