TURISMO: 'ESTAMOS PRECISANDO DE MAIS APOIO E MENOS FALÁCIA', DESABAFA JÚLIO OLIVAR

Voltando novamente sua atenção a Porto Velho, o gestor da Setur acredita que o estado tem dificuldades de “vender” a cidade e lembrou que a capital dos rondonienses não possui nenhuma placa de boas vindas.
Quinta-Feira, 16 de Junho de 2016 - 12:33

O Superintendente da Setur-RO, Júlio Olivar foi um dos convidados que mais elevou o tom de desabafo durante Audiência Pública realizada na manhã dessa quinta-feira (16) na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO). No plenário da Casa de Leis, as atenções foram voltadas a temática do turismo que vem desaquecendo por inúmeras razões.

Convidado para fazer uso da palavra, Olivar esclareceu alguns questionamentos dos presentes e falou da necessidade de investir no setor que pode contribuir para a economia de Rondônia. Na concepção do executivo, a ALE-RO fez história ao propor um debate sobre turismo e por conseguir reunir seus agentes diretos e indiretos que trabalham no ramo.

No entanto, o superintendente não poupou linguajar e teceu críticas às pessoas da sociedade, leia-se internautas, que vão às redes sociais para difamar ou denegrir a imagem da capital, Porto Velho. Na ocasião, elevando o tom da voz, Olivar classificou tais atitudes como “complexo de vira-lata” ou de “baixa-estima”.

“Costumo acessar o Facebook e percebo que muita gente só compartilha coisas ruins de Porto Velho. Tentam denegrir, difamar a cidade a qualquer custo. É uma estima muito baixa que povo tem. Precisamos acabar com esse complexo nojento de vira-lata. Precisamos ter senso crítico, porém, saber usá-lo de forma respeitosa, apresentar bons debates e contribuir de forma plena”, desabafou Olivar.

Na ocasião, o superintendente comentou que Porto Velho possui 500 mil habitantes, que recebe 30 voos diários, e que possui rede hoteleira ampla e afirmou: “Estamos bem”. Ainda usando da palavra na Mesa de Honra, Júlio enfatizou que Rondônia possui inúmeros atrativos e que não se restringe apenas na Estrada de Ferro Madeira Mamoré (E.F.M.M).

As dificuldades para trabalhar com prédios públicos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) também foi outra queixa do gestor. “Estou tentando grafitar, com um desenho lindo, no muro do Prédio do Relógio mais não consigo. Não tenho uma autorização do IPHAN, uma resposta. Tentei colocar câmeras de vigilância na Estrada de Ferro mais não tive autorização porque segundo o órgão aquilo descaracterizaria o ambiente. Assim fica difícil, muito difícil”, comentou.

A sessão desabafo não acabou e prosseguiu desta vez chamando os parlamentares e os presentes para que “deixem as questões filosóficas de lado e passem a agir de forma assertiva”. Ele citou, por exemplo, que a prefeitura de Porto Velho dispõe de R$ 20 milhões de reais de contrapartida das Usinas Hidrelétricas, mas que até hoje esse dinheiro não foi usado como deveria.

“Acredito que a concessão da praça da estrada, que é de responsabilidade da prefeitura, deveria ser cassada. A hora de debater sobre isso é agora. Depois esse dinheiro vira royalties e aí ficará mais difícil”, acrescentou.  

Voltando novamente sua atenção a Porto Velho, o gestor da Setur acredita que o estado tem dificuldades de “vender” a cidade e lembrou que a capital dos rondonienses não possui nenhuma placa de boas vindas. “É a única cidade do planeta terra que não possui uma placa de ‘boas vindas a Porto Velho’, na entrada da cidade”, lembrou.

Finalizando seu discurso, o Júlio Olivar voltou a sua atenção aos empresários e prefeitos. Segundo ele, as duas classes pouco visam no turismo uma saída para impulsionar a economia local.

“Nós queremos ser cobrados mais também queremos parceria. Quando chamo pra conversar, a maioria dos empresários quer vender consultoria. Chamo os prefeitos e não conseguimos debater rede hoteleira, infraestrutura ou algo para melhorar o setor. Tratam o turismo como pouca coisa. Estamos precisando de mais apoio e menos falácia”, finalizou. 

Fonte - NewsRondônia

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