CONHEÇA A HISTÓRIA DO MENINO DE 4 ANOS QUE NÃO ANDA NEM FALA APÓS SER ESPANCADO DENTRO DE CASA

A mãe do menino conta que, quando ele tinha dois anos, ela não possuía condições financeiras de criar o filho e acabou o entregando para o pai.
Quinta-Feira, 09 de Junho de 2016 - 08:54

O dia 4 de junho marca a luta contra a agressão infantil. Somente no Brasil, em 2015, foram registradas mais de 17 mil denúncias — que incluem agressões físicas, psicológicas e abuso sexual — contra crianças e adolescentes no Disque 100.A mãe do menino conta que, quando ele tinha dois anos, ela não possuía condições financeiras de criar o filho e acabou o entregando para o pai. Quando voltou, meses depois, o menino estava em coma e com sinais graves de agressão.

Para destacar a barbárie, a Record relembra, nas imagens a seguir, o caso de um menino de quatro anos que teve a vida paralisada após uma série de espancamentos dentro da própria casa no Paraná.

A mãe do menino conta que, quando ele tinha dois anos, ela não possuía condições financeiras de criar o filho e acabou o entregando para o pai. Quando voltou, meses depois, o menino estava em coma e com sinais graves de agressão.

—  Meu filho, antes, era uma pessoa tranquila, que brincava, comia de tudo [...]  Encontrei meu filho em coma, respirando por aparelho, roxo, inchado e gelado. Foi assim que encontrei meu filho. Com a cabeça enfaixada, sem abrir os olhinhos, porque estava muito inchado.

O menino apresentava hemorragia no cérebro. Devido ao inchaço, os médicos tiveram que tirar parte do crânio, que até hoje não foi recolocado.  Aos quatro anos, ele não fala mais, não anda e não consegue mastigar .

Segundo a versão do pai e da madrasta, os ferimentos foram decorrentes de uma queda do berço. Porém, os médicos questionam a versão. O exame oftalmológico mostrou hemorragia nas duas retinas, o que sugere agressão física. A madrasta dele é a principal suspeita.

Relatos de professores do menino e da psicóloga da escola onde ele estudava também questionam a versão do pai. Segundo os profissionais, quando a madrasta ia buscá-lo na escola, ele saía chorando ou se recusava a ir.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Daniela Corrêa Antunes Andrade, é relativamente comum que o responsável seja conivente com a agressão ao menor.

— Geralmente é dentro de casa, é o pai é o padrasto ou a mãe. É a pessoa que tem a guarda, quem é responsável por aquela criança ou adolescente apesar de ser a principal suspeita, a madrasta do menino continua solta. Revoltada, a mãe diz esperar por Justiça.

— Não é justo que meu filho esteja aqui pagando por uma coisa que não foi ele que fez. Foi tirado dele o direito de crescer, de brincar, de correr, de jogar bola, foi tirado o direito dele. Então, dessa pessoa tem que ser tirado o direito como foi tirado do meu filho.

Fonte - R7

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