O VELHO E O MAR: A SEMELHANÇA COM MICHEL TEMER

Em ter o Partido dos Trabalhadores (PT) como adversário político pode ser considerado como enfrentar uma guerra e não simplesmente uma guerra, mas uma luta constante e desleal.
Sexta-Feira, 03 de Junho de 2016 - 10:24

O espadarte de Ernest Hemingway

Na obra de Ernest Hemingway, The Ord Man and the Sea, o autor fala do velho pescador de nome Santiago que luta incansavelmente com um gigante espadarte e contra as altas ondas do Golfo, em alto mar, e no 84º dia ainda não havia capturado nenhum peixe.

No 85º dia de pescaria consegue emalhar um peixe descomunal, com 5 metros de comprimento, pesando 700 kg. Apesar de sua habilidade na arte de pescar, Santiago e seu assistente Manolim tem muita dificuldade em retirar o enorme peixe d’água, tendo como adversários:

·as turbulências das águas do Golfo Pérsico;

·as dificuldades com a pouca capacidade de armazenamento da embarcação que navegava em alto mar;

·a preocupação com os buracos no casco do barco que ameaçava alagar  e risco de afundar no oceano, em decorrência de infiltração e vazamentos de águas;

·o peso de peixe capturado e a limitada força de apenas pescadores;

·os raios solares cegante que refletem diretos nos olhos e na pele de ambos;

·os cardurmes de tubarões famintos que os seguem e atacam;

·a fome dos vorazes cardumes de tubarões deixaram do produto da pescaria somente as espinhas;

·o autor da obra teve que se explicar durante muito tempo sobre a procedência, o peso e a idade do espadarte capturado.

·o chegar à costa e tentar retirar o peixe da água, percebe que restam somente as espinhas e Santiago sem forças conclui resignadamente que:

“A essência da história é a luta constante do homem contra a natureza, despertado sua sobrevivência, com destaque para a importância não só da experiência, mas, também, da sorte e da preservação”.

Em ter o Partido dos Trabalhadores (PT) como adversário político pode ser considerado como enfrentar uma guerra e não simplesmente uma guerra, mas uma luta constante e desleal.

Para tanto, o Governo Interino de Michel Temer tem que estudar atentamente A ARTE DA GUERRA, obra de SUN TZU, sobre as estratégias para se ganhar uma guerra:

“Toda guerra é baseada no engano. Por isso, quando capazes de atacar, devemos parecer incapazes; ao utilizar nossas forças, devemos parecer inativos; quando estamos pertos, devemos fazer o inimigo acreditar que estamos longe, quando longe, devemos fazê-lo acreditar que estamos perto.”

“Trate seus homens como se fossem seus próprios filhos amados. E eles irão segui-lo no mais profundo vale”.

Quando um homem que conhece as artes da guerra assume o comando de batalha o objetivo principal pode não ser é o de vencer esta primeira luta, logo no começo. Mas, sim, a guerra completa. A estratégia traçada pode ser a de sofrer baixas com todo o primeiro pelotão e, depois, derrotar o adversário com o restante da tropa.

O Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB, com 2.355.475 (dois milhões trezentos e cinquenta e cinco mil e quatrocentos e setenta e cinco eleitores filiados)  — aceitou em participar de uma coligação partidária para concorrer as eleições presidenciais de 2010, na condição de coadjuvante junto ao Partido dos Trabalhadores (PT), na condição de candidato a vice-presidente, tendo o presidente da legenda Michel Temer (PMDB), numa chapa encabeçada por Dilma Roussef (PT), nas eleições de 2010 e 2014.

Durante os seis (6) primeiros anos o vice-presidente sempre se comportou como vice e como o próprio Michel Temer se definiu em carta aberta  ‘que não passou de uma mera figura decorativa’.

Na verdade, nos primeiros anos do casamento político Dilma e Michel se entenderam nos limites do tolerável e das conveniências políticas aceitáveis, agravado com as cobranças de espaços de ambos os lados. No lado petista, os militantes reclamavam da indiferença da presidente Dilma, uma vez que as militâncias dos petistas berravam por mais tetas e mais benesses. No outro lado, os pmdbistas cobravam mais participação do vice e mais espaços e mais ministérios no governo.

Com o tempo as coisas foram tomando formas e se encarregando em ajustar as melancias no assoalho da carruagem da governabilidade.

O casamento político entrou em crise aguda desde que o PMDB se viu mergulhado no meio do mar de lama revelada com a Operação Lava Jato com uma série de políticos envolvidos diretamente e outros denunciados através de delatores de plantão. Para o PMDB a gota d’água transbordou com a abrupta queda do PIB, o aumento acelerado do desemprego, a baixa popularidade da Presidente Dilma Rousseff e o povo nas ruas clamando por mudanças.

De repente uma reflexão: para governar o PMDB não passou de uma figura decorativa e para assumir o ônus no momento crucial da crise tem que ser leal?

Com esta avaliação surge uma carta escrita pelo vice-presidente e entregue a presidente Dilma. Este documento a água transbordou de uma vez e culminou no desembarque do partido e daí para chegar ao processo de Impeachment, foi uma questão de tempo.

Em muitos casos do mundo real, a vida imita a obra de ficção, assim como a recíproca, também, pode ocorrer com perfeição. Então vejamos o que vem ocorrendo na vida política real do atual presidente interino Michel Temer, quando fatos semelhantes aos vivenciados na obra de ficção de Ernest Hemingway  “ O VELHO E O MAR” têm acontecido, a olhos visíveis:

Quando o barco começou a afundar o PMDB desembarcou.

·as turbulências nas águas da política do Brasil levou o navio a ficar a pique;

·as dificuldades com a crise econômica que atravessa o país;

·o tamanho do rombo nas contas públicas;

·a preocupação com a quantidade de vazamentos de diálogos entre os tripulantes da embarcação e sucessivos afogamento de membros da tripulação por falta de  prevenção;

·o peso do conteúdo dos diálogos entre peixes graúdos procurando respirar oxigênio nas águas profundas da Lava Jato;

·os rojões disparados por delatores na Lava Jato ameaçam, comprometem e mutilam integrantes da Nau do Palácio do Governo;

·os densos e famintos cardumes de tubarões do erário público procuram se defender, sem escrúpulos, em detrimento de padrinhos de ontem e deixaram do erário público apenas as dívidas;

·baixas no time principal do presidente Michel Temer irão ocorrer ao longo da travessia, até a realização da próxima eleição.

Após o desfecho e conclusão do Processo de Impeachment que afastou a então  presidente Dilma Rousseff e a consequente titularidade de Michel Temer, como presidente da República, este vai despertar do pesadelo e passar por agruras para concluir este mandato.

O presidente Michel Temer vai ter muita dificuldade e irá comer o pão que o diabo amassou para fazer a travessia, até as próximas eleições presidenciais, cercado de tubarões por todos os lados, tendo os petralhas como maiores opositores e que já estão se comportando como verdadeiros tubarões famintos, inimigos do Brasil, que dilapidaram a maior estatal do Brasil, a PETROBRAS, semelhante aos tubarões que comeram a carne do espadarte e deixar as espinhas, como na obra “O VELHO E O MAR”, como têm demonstrado, até então.

Se é verdade a premissa afirmada por Ernest Remingway que “quando duas pessoas se amam uma à outra, não pode haver final feliz” se pode concluir que o casamento político entre Dilma e Michel teve, sim um período de núpcias (na lua de mel de duas eleições vitoriosas) e, depois, o mel se transformou em fel, desde que a vaca começou a tossir, quando ficou tossindo, ficou rouca e caiu no brejo. Escafedeu-se.

COMO GANHAR A GUERRA

A essência das estratégias de guerra  de SUN TZU, o autor de A ARTE DA GUERRA,  estão contempladas as premissas indispensáveis para se ganhar uma guerra:

·A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar.

·O que é de suprema importância na guerra é atacar a estratégia do inimigo.

·A velocidade é a essência da guerra.

·Tire proveito do despreparo do inimigo; viaje por rotas inesperadas e atinja-o onde ele não tomou precauções.

Tenham todos um bom dia.

Antônio de Almeida Sobrinho

Fonte - Antônio de Almeida Sobrinho

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