ONDA DE DEMISSÕES EM MASSA CHEGA FORTE E IMPIEDOSA AO ITAÚ EM RONDÔNIA

E também seguindo a tenebrosa realidade país adentro, o banco demite sem nem ao menos justificar, ampliando o clima de dúvidas e desespero em todo o corpo funcional do banco.
Terça-Feira, 17 de Maio de 2016 - 15:29

Assim como está acontecendo em todo o país, a onda de demissões imotivadas promovida pelo Itaú chegou às agencias de Rondônia e, somente nos últimos dias, três gerentes (um com 26 anos, outro com 34 anos e a terceira com 29 anos dedicados ao banco) e mais um caixa, foram sumariamente desligados do emprego, todos em Porto Velho.

E também seguindo a tenebrosa realidade país adentro, o banco demite sem nem ao menos justificar, ampliando o clima de dúvidas e desespero em todo o corpo funcional do banco.

“Mas sabemos que a razão disso é exatamente eliminar os funcionários de carreira, que dedicaram boa parte de sua vida ao banco, como uma

forma de ingratidão explícita e imoral e, com isso, contribuindo para precarizar ainda mais o trabalho dos funcionários que ficam, e sufocar o atendimento aos clientes e usuários, que além de ter que esperar horas para serem atendidos, ainda ficam espremidos em agências velhas e pequenas. Ou seja, mesmo com os seus lucros sucessivos, que o tornaram o banco privado mais rico do país, o Itaú continua demitindo sem o menor pudor, andando no caminho contrário ao do desenvolvimento social e econômico”, menciona José Pinheiro, presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO).

O Itaú há alguns anos vem batendo recordes e mais recordes de lucratividade, o que o alavancou ao posto de maior banco privado do Brasil. Só em 2015, o lucro foi de R$ 23 bilhões e agora, em 2016, lucro de R$ 5,235 bilhões somente nos três primeiros meses.

Ainda assim, de março de 2015 a março de 2016, mais de 2.900 postos de trabalho foram extintos, além do fechamento de 154 agênciasconvencionais.

“Além de demitir funcionários antigos pra contratar novos pagando menos, o banco fecha agências convencionais para abrir as chamadas agências digitais – onde não existe a mão de obra humana – ou seja, não dá para entender porque, quanto mais lucra, mais demite, mais promove o desemprego e a crise social no país. Ou seja, está novamente comprovado que o banco não tem nenhuma responsabilidade social, muito pelo contrário, se tornou um agente do caos ao contribuir com o aumento do desemprego, mesmo fazendo parte do segmento que mais lucra no país, principalmente em momentos de crise”, acrescenta Pinheiro, confirmando que o Sindicato vai acionar a direção do banco para rever estas demissões injustificadas e, caso não tenha resposta positiva, vai ampliar sua atuação no combate a essa caça às bruxas sem sentido.

Fonte - Assessoria

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