FUNCULTURAL REALIZA MOSTRA DE CINEMA SOBRE PATRIMÔNIO CULTURAL RONDONIENSE NOS DIAS 21 E 22

Confira os filmes que serão exibidos na mostra funcultural de cinema patrimonial 2016
Terça-Feira, 17 de Maio de 2016 - 10:46

Primeira edição da Mostra Funcultural de Cinema Patrimonial reúne produções que abordam a memória e a identidade cultural pluriétnica do estado de Rondônia.

Realizada pela Funcultural em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Mostra integra a programação da 14ª Semana Nacional de Museus na capital Porto Velho, que tem por tema este ano “Museus e Paisagens Culturais” simbolizando um convite para que o território seja compreendido ou ressignificado como espaço cultural vital das comunidades.

Para além da preservação da memória, os museus têm um importante papel na qualificação dos entornos, sejam eles vilas, cidades, ou quaisquer locais que importem às populações em relação a suas identidades e à preservação de seu patrimônio. E é no sentido de introduzir e propor reflexões críticas sobre a salvaguarda dos bens culturais intangíveis de Porto Velho e de Rondônia através da acessibilidade promovida pela linguagem visual do cinema que nasce a proposta da Mostra Funcultural de Cinema Patrimonial.

A Mostra acontecerá nos dias 21 e 22 de maio de 2016, no Mercado Cultural, a partir das 19h30, sendo o primeiro dia (21) dedicado a curtas que transitam pela cosmologia e problemáticas indígenas (“Mapimaí”), ribeirinhas (“O Que Beira a Beira do Madeira”) e pela memória ferroviária de imigrantes barbadianos e granadinos (“Filhos da Ferrovia”); o segundo dia será dedicado a exibição de um longa sobre o processo de formação e resistência da comunidade negra dos quilombos no sudoeste do estado (“Quilombagem”).

CONFIRA OS FILMES QUE SERÃO EXIBIDOS NA MOSTRA FUNCULTURAL DE CINEMA PATRIMONIAL 2016, NA NOSSA CIDADE:

PROGRAMAÇÃO DO DIA 21/05/2016:

I. “Mapimaí – A festa da Criação do Mundo Segundo o Povo Paiter”

Dir.: Alexis Bastos

Cidade/Estado de origem: Porto Velho – RO

Duração: 39 min.

Classificação: Livre

Local: Mercado Cultural

Hora:19h30

Sinopse: Escolhida pelos Paiter-Suruí, a manifestação cultural Mapimaí (festa de comemoração da criação do mundo), foi a forma proposta de realização das oficinas para compartilhamento do conhecimento indígena. O filme mostra todo o desenrolar do projeto através de um Mito de Origem, através do qual é transmitido saberes e práticas culturais (cerâmica, de arco, flecha, colares, anéis, as pinturas corporais), história bem como a importância do fortalecimento das alianças entre os clãs Gamep, Gamir, Makor e Kaban.

II. “Filhos da Ferrovia”

Dir. Luana Lopes

Cidade/Estado de origem: Porto Velho - RO

Duração: 23 min.

Classificação: Livre

Local: Mercado Cultural

Hora: 19h56

Sinopse: O documentário Filhos da Ferrovia é um registro histórico, gravado em 2010, que narra a migração dos barbadianos para Porto Velho, no período da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Além do processo migratório, o doc. Aborda ainda a contribuição dos barbadianos e caribenhos no desenvolvimento sócio cultural da cidade de Porto Velho.

III. “O que Beira a Beira do Rio Madeira”

Dir.: Alexis Bastos

Cidade/Estado de origem: Porto Velho - RO

Duração: 29 min.

Classificação: Livre

Local: Mercado Cultural

Hora: 20h30

Sinopse: Este documentário é um registro histórico das condições e preocupações das comunidades ribeirinhas que viriam a ser impactadas pelos empreendimentos hidroelétricos no rio Madeira.

PROGRAMAÇÃO DO DIA 22/05/2016:

I. “Quilombagem”

Dir.: Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis

Duração: 52 min.

Classificação: Livre

Local: Mercado Cultural

Hora: 19h

Sinopse: O documentário aborda o processo de formação e resistência da comunidade negra dos quilombos de Santo Antônio do Guaporé e Pedras Negras, na fronteira entre Brasil e Bolívia, a partir da ocupação do Vale do Guaporé no século XVIII pelos Reinos de Portugal e Espanha, para exploração do ouro com mão-de-obra escrava de negros trazidos de vários pontos da África. “Quilombagem” promove uma revisão histórica, contextualizando o drama diário das comunidades com a falta de transporte, acesso precário à saúde e educação, a tragédia das famílias que foram expulsas para as cidades mais próximas, e o conflito fundiário instalado pelo Ibama, a partir da criação de uma reserva biológica no território quilombola.

Haverá debate posterior à exibição do Documentário "Quilombagem".

Fonte - assessoria

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