DEPUTADO DE RONDÔNIA CLASSIFICA COMO 'ABERRAÇÃO' O PEDIDO DE ANULAÇÃO DA VOTAÇÃO DO IMPEACHMENT

Logo que o assunto ocupou as manchetes dos jornais, membros da bancada de Rondônia manifestaram sobre o assunto em seus perfis nas Redes Sociais.
Segunda-Feira, 09 de Maio de 2016 - 13:36

Caiu como uma bomba a ação do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA) de pedir hoje (09) a anulação das sessões de votação do pedido de Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) ocorridas nos dias 15, 16 e 17 de abril. Logo que o assunto ocupou as manchetes dos jornais, membros da bancada de Rondônia manifestaram sobre o assunto em seus perfis nas Redes Sociais.

O deputado Marcos Rogério (DEM) foi um dos que emitiu sua opinião. Ele classificou como uma “aberração” a ação do presidente interino da Câmara. “Recebo com total incredulidade a decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, de anulação da votação do impeachment de Dilma Rousseff. O deputado não tem competência para anular o processo, amplamente aprovado pela Câmara dos Deputados. A decisão coloca a Câmara em constrangimento e merece nosso repúdio”, escreveu.

Na oportunidade, o Democrata até publicou um vídeo explicando que o processo já não está na Câmara, e sim no Congresso Nacional, e houve até uma decisão da comissão do Senado. Com isso, na opinião do deputado, Waldir Maranhão não pode fazer muito pelo processo.

“A Câmara cumpriu o seu papel. O processo está no Congresso. Se houver algum vício, cabe ao Supremo Tribunal realizar algum ajuste (...) essa decisão aconteceu por alguém que não estava preparado para assumir a câmara [referindo-se a Waldir Maranhão]”, disse ele informando que vai entrar com processo para reverter a decisão do presidente interino.    

Vale lembrar que na eleição realizada no mês passado na Câmara, a bancada de Rondônia composta pelos deputados Expeditto Netto (PSD), Lindormar Garçon (PRB), Lúcio Mosquini (PMDB), Luiz Cláudio (PR), Marcos Rogério (DEM), Mariana Carvalho (PSDB), Marinha Raupp (PMDB) e Nilton Capixaba (PTB), e disseram “Sim” ao impedimento da presidente.

A ação do Interino

Maranhão acatou pedido feito pela Advocacia-Geral da União (AGU) por entender que ocorreram vícios no processo de votação, tornando-a nula. Maranhão considera que os deputados não poderiam ter anunciado publicamente os votos antes da votação em plenário em declarações dadas à imprensa. Considerou ainda que o resultado da votação deveria ter sido formalizado por resolução, como define o Regimento Interno da Casa.

Ele considerou que os partidos políticos não poderiam ter fechado questão ou orientado as bancadas a votarem de um jeito ou de outro sobre o processo de impeachment.

Fonte - NewsRondônia

Comentários

Siga-nos:

POLITICA DE PRIVACIDADE

Todos os direitos reservados. © News Rondonia - 2021.