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Quinta-Feira, 24 de Junho de 2021

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ENCONTRO DE MULHERES DO BAIXO E MÉDIO MADEIRA DEBATERÁ ECONOMIA VERDE, DEGRADAÇÃO AMBIENTAL E VIOLÊNCIA

O barco partirá no próximo dia 10, às 11h, do porto hidroviário de Porto Velho, com previsão de retorno para 13h30 do dia 11.
Segunda-Feira, 07 de Março de 2016 - 16:00

Ao longo do rio, mulheres ribeirinhas embarcarão no barco Deus é Amor, onde terão palestra sobre comidas saudáveis, oficinas de saúde, pequenos negócios, cuidados da pele e maquiagem. Na sequência, estarão aptas para aquecer grandes debates.

Durante dois dias, o 1º Encontro de Mulheres Ribeirinhas do Médio e Baixo Madeira complementará a programação que a Secretaria Estadual da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas) abrirá nesta terça-feira (8), com a fala do governador Confúcio Moura, na escadaria do Edifício Pacaás Novos [Complexo Rio Madeira] lembrando o Dia Internacional da Mulher.

A Seas pretende mapear desempenho produtivo e organização nos distritos e localidades porto-velhenses de Agrovila Aliança, Boa Vitória, Bonfim, Brasileiras, Bonserá, Bonserazinho, Calama, Cavalcante, Conceição da Galera, Cujubim, Cuniazinho, Demarcação, Esperança, Ilha de Iracema, Jamarizinho, Independência, Laranjal, Maici, Nova Aliança, Papagaios, Pombal, Nazaré, Resex Cuniã, Ressaca, Rio Preto, Tira-fogo Vista Alegre. “Nossa expectativa é obter proposta coletiva para o projeto de transformação na vida feminina”, informou hoje (7) a gerente de políticas públicas para mulheres, Oneti Maciel Alves.

O barco partirá no próximo dia 10, às 11h, do porto hidroviário de Porto Velho, com previsão de retorno para 13h30 do dia 11.

“De um lado, há comprometimento com o combate aos sérios problemas sociais de violência e de desigualdades socioeconômicas e culturais; de outro, o fórum contribui com ações estratégicas voltadas à redução dos danos socioambientais”, explicou a gerente.

Às 7h do dia 11, no distrito de Demarcação, haverá café da manhã, exposição e venda de produtos não agrícolas na sede da Igreja de São Lázaro. Esses produtos são fruto da crescente urbanização do meio rural [turismo ecológico, moradia, e prestação e serviços] e de atividades decorrentes da preservação do meio ambiente.

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ocupação rural não-agrícola é aquela exercida por pessoas residentes na área rural em atividades fora da agricultura, sejam elas desenvolvidas na área rural ou na urbana. “O fato de as pessoas residirem no meio rural não significa que exerçam suas atividades no meio rural. Logo, um pedreiro, uma empregada doméstica ou até mesmo um empresário que declare residir no meio rural pode perfeitamente trabalhar no centro urbano próximo”.

O Programa de Ações a Jusante da Energia Sustentável do Brasil é parceiro no evento. Desmatamento, contaminação da água, do solo e do ar, e manejo inadequado de recursos naturais ganharão ênfase na pauta.

Às 10h, depois da palestra sobre política de assistência social, convidadas e demais participantes debaterão  infraestrutura, educação, saúde, segurança, transporte da produção, violência, política para o idoso, esporte e lazer.

Até meio-dia deverá ficar pronto o documento com reivindicações gerais; às 12h30 será criado o Fórum de Mulheres Ribeirinhas de Rondônia, com o título de Seminário Mulheres e Desenvolvimento Socioambiental.

O fórum não tem fins lucrativos e prevê relações com movimentos organizados de mulheres para obter parcerias institucionais com setores públicos. “Ele não se prende a preceitos religiosos e partidários”, assegura Oneti Alves.

ECONOMIA VERDE

Uma pesquisa levantará o perfil das participantes do seminário: nome, data de nascimento, estado civil, orientação sexual, profissão, religião, valores e tarefas que exercem na cadeia produtiva local. Elas descreverão seu cotidiano, compartilharão de tarefas diárias e serão estimuladas a propor ações que possam contribuir com suas atividades.

Os eixos prioritários do fórum serão: a) organização socioambiental das mulheres; b) renda e oportunidade; c) enfrentamento à violência de gênero, d) saúde e direitos reprodutivos, e) mulheres, meio ambiente e desenvolvimento sustentável.

As propostas que forem aprovadas no fórum buscarão conciliar o desenvolvimento socioeconômico das comunidades ribeirinhas com a preservação socioambiental. Conforme a gerente, isso depende da chamada economia verde, conceito recente adotado por segmentos dispostos a contribuir para a redução do carbono e sua junção com a organização social das mulheres produtoras.

Para o êxito dessa economia, mulheres do Baixo e Médio Madeira deverão articular também melhorias habitacionais, na regulamentação fundiária, no agroextrativismo, e a obtenção de linhas de crédito para assistência social e educação.

Em meio a tantos itens, um será imprescindível: mudanças climáticas.

Fonte - secom - governo de rondônia

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