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Sábado, 12 de Junho de 2021

Livre

SÓ SAIO ALGEMADO, DISSE LULA À PF

Informação é de relatório de delegado entregue a Sérgio Moro
Segunda-Feira, 07 de Março de 2016 - 08:43

O delegado da Polícia Federal, Luciano Flores de Lima, entregou neste domingo (6) ao juiz federal Sérgio Moro, um relatório sobre a 24ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Operação Aletheia.

No relatório, o delegado descreve a ação de condução coercitiva do ex-presidente Lula, que ocorreu na sexta-feira (4). No documento, ele relata que Lula disse que só sairia de casa algemado.

"Às 6:00 do dia 4 de março de 2016 a equipe chefiada por este subscritor bateu à porta da residência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi aberta pelo próprio. De pronto damos ciência de que estamos de posse de mandado de busca e apreensão para cumprir naquela residência, sendo autorizada a entrada de todos em seu apartamento".

Ele descreve que ao informar o ex-presidente que eles deveriam sair o mais rápido possível para colher suas declarações antes que as equipes de imprensa ou curiosos chegassem, Lula reagiu. "Naquele momento, foi dito por ele que não sairia daquele local, a menos que fosse algemado. Disse ainda que se eu quisesse colher as declarações dele, teria de ser ali."

Após ser comunicado pelo delegado que não seria possível colher o depoimento em seu apartamento e que caso se recusasse a acompanhar os agentes até o Aeroporto de Congonhas, seria cumprido o mandado de condução coercitiva, Lula telefonou para seu amigo e advogado, Roberto Teixeira.

Após ser instruído por Teixeira, Lula avisou que trocaria de roupa e acompanharia os agentes para prestar as declarações.

O delegado relatou que, de acordo com a ordem de Sérgio Moro, Lula não seria filmado. "Às 6h e 30min saímos da garagem subterrânea do prédio do ex-presidente Lula em uma viatura discreta, com películas escuras nos vidros laterais, pedindo a ele que se mantivesse em posição atrás do motorista e sem aparecer entre os bancos, pois assim impediria que qualquer pessoa que estivesse na rua conseguisse captar sua imagem".

O delegado informou que o depoimento começou por volta das 8h, após todos terem ciência que as perguntas e respostas seriam gravadas em áudio e vídeo, inclusive pelo telefone celular de um dos advogados do ex-presidente, e que Lula "poderia ficar em silêncio sempre que quisesse".

Companheiros

O relatório ainda informava que durante a audiência, parlamentares chegaram a forçar a porta para entrar na sala, mas que a entrada deles só foi autorizada após o fim das perguntas, por volta das 11h.

"Após a assinatura do termo, foi permitida a entrada no local de diversos parlamentares federais que batiam na porta e chegaram a forçar para entrar naquele recinto, durante a audiência", dizia o documento entregue a Moro.

O delegado informou ainda que foi oferecido ao ex-presidente segurança da Polícia Federal para acompanha-lo ao local onde ele quisesse. Lula, porém, dispensou e disse que “preferiria sair dali com seus companheiros de partido e seus advogados, em veículo próprio, sem o acompanhamento da Polícia Federal”.

Fonte - band

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