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Quinta-Feira, 13 de Maio de 2021

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JOGADOR QUE CHUTOU COBRA ERA LAVRADOR E SONHA EM DEFENDER O PALMERIAS

Éder Loko fala sobre ocorrido, explica origem de apelido e conta outras peripécias da carreira: “Sou muito hiperativo”
Quarta-Feira, 02 de Março de 2016 - 11:09

A partida entre Linense e Água Santa, na última quarta-feira, pelo Campeonato Paulista, foi marcada por uma cena pitoresca. Aos 12 minutos da etapa inicial, uma cobra invadiu o gramado e o jogo precisou ser paralisado. Sem pensar duas vezes, Éder Loko deu um chute no animal e o tirou de campo.

“Já vi quero-quero, cachorro e até massagista tirando gol em cima da linha, mas nunca imaginei que uma cobra iria entrar no campo. Naquele momento, vi que todo mundo estava olhando e ninguém ia fazer nada. A gente estava perdendo o jogo e consegui dar um chute”, disse ao Portal da Band.

Momentos depois, por conta da ‘cobrança de falta’, o animal morreu. Para Éder, só lamentações. “Então, rapaz... Vi que ela morreu. A gente fica triste. Mas é um animal perigoso, não é?!”.

Na partida seguinte, diante do São Bento, o experiente meia fez um golaço de falta e não pensou duas vezes em imitar uma cobra. “Mas não foi uma homenagem. O Diego (auxiliar do Água Santa) falou que o chute repercutiu e pediu para eu fazer essa comemoração’.

As loucuras

Apesar de ter chutado uma cobra, o atleta de 35 anos recebeu o apelido de 'Loko' bem antes. Foi no último ano, quando defendeu o São Bento e havia outro jogador com o mesmo nome na equipe. Mas as loucuras não são de agora, mas lá do alto dos seus 20 anos. Ex-lavrador de cana e mandioca, ele começou a jogar nas categorias de base do time de sua cidade natal, Maracaí, interior de São Paulo.

Sua carreira profissional teve início em 1999, quando atuou no Paraguaçuense, também no interior do Estado. No ano seguinte, se transferiu para o Juventus, tradicional clube da Mooca, na zona leste de São Paulo. Foi no Moleque Travesso que o apelido começou. “Eu era muito novo e não guardava posição, corria o campo todo, aí falavam: ‘para de correr, louco. Seu louco’. Aí pegou. Sou muito hiperativo”, declarou, aos risos.

E as loucuras não param por aí. Em 2014, quando foi contratado pelo CRB-AL, resolveu fazer a viagem de São Paulo a Maceió de carro. Foram pouco mais de 2.500 km. “Todo mundo me chamou de louco (risos), mas minha esposa tinha vontade de ir para o Nordeste e conhecer tudo. Aí fomos nós quatro: eu, ela e os dois cachorros”, contou ele, aos risos.

Experiência no exterior

Em 2007, Éder resolver se aventurar. Após interesse do Kayserispor, fechou contrato de sete meses com o clube turco. Lá, enfrentou a temperatura baixa e precisou se adaptar ao estilo de jogo do país. Apesar do curto período, ele aprovou a ‘loucura’.

“Foi difícil devido ao frio e ao futebol, que é bem rápido. Fiquei pouco tempo, mas foi gostoso”, afirmou ele, que sentiu falta de um alimento tradicional no Brasil. “Eu tive que levar feijão porque não tinha, mas o resto tinha normal”.

Embora a Turquia tenha algumas diferenças com o Brasil, Loko diz que, por ele, teria ficar mais tempo no país. “Fui com minha esposa e dois filhos. Só um dos meus filhos que não se deu muito bem. Por mim, eu ficaria dois anos. Acabei permanecendo só sete meses porque eles não quiserem renovar, mas, pela situação financeira, eu ficaria”, afirmou.

Verdão é o objetivo

Éder, aos 35 anos, sabe que está em fase final da carreira. Mesmo assim, guarda alguns objetivos dentro de si. Um deles é entrar em campo novamente pela Série A do Campeonato Brasileiro. “Almejo disputar um Brasileirão. Já joguei dois, um pelo Paraná e outro pela Portuguesa. Quero o terceiro”, disse.

O clube ele também já sabe e não esconde de ninguém a sua vontade. “Tenho o sonho de jogar no Palmeiras”, mas por quê? “Não tem um motivo. É só uma vontade, é um clube grande”, concluiu ele.

Fonte - band

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