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Domingo, 09 de Maio de 2021

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FALTA DE SEGURANÇA FAZ MAIS UMA VÍTIMA NA UPA EM PORTO VELHO

Após finalizar o atendimento, a vítima procurou a delegacia da Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência.
Quinta-Feira, 18 de Fevereiro de 2016 - 09:50

Uma médica foi agredida enquanto realizava um atendimento de emergência na Upa da Zona Sul da capital. O fato ocorreu desta última sexta-feira (12). O agressor, que já havia passado pelo setor de triagem, havia recebido sua pulseira com a classificação para o atendimento. No momento da agressão não havia segurança dentro da unidade e somente duas profissionais realizavam o atendimento na UPA. A médica por duas vezes solicitou a presença da Polícia Militar através do 190, mas o pedido não foi atendido por falta de viatura.

Este não é um fato isolado. De acordo com Cleiton Bach, presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremero), situações como esta tem virado rotina dentro das unidades de saúde. Além da falta de segurança também há ainda a questão da quantidade inadequada de médicos para o atendimento. “Uma unidade de saúde como a da zona sul, que tem um grande volume de pacientes, deveria ter ao menos seis médicos em constante atendimento. Manter apenas dois profissionais em um local como esse é inaceitável. A população quando procura atendimento na unidade e está, em sua maioria, sentindo algum tipo de dor, quer logo ser atendida. Os pacientes acabam cobrando toda essa falta de estrutura dos médicos, que são tão vítimas quanto eles nesta situação” afirmou o presidente.

Para Cleiton Bach, o problema da saúde pública vai muito mais além. A falta de estrutura, assim como de medicamentos essenciais e de equipamentos básicos, a sobrecarga de trabalho, ausência de plano de carreira, falta de segurança, associado a um dos piores salários do país são condições que levam ao desinteresse dos médicos em trabalhar em Rondônia. “Nosso estado se transformou em um grande exportador de médicos. Mais da metade dos recém-formados vão trabalhar em outros estados ainda no primeiro ano” ressaltou.

“Não sou especialista em segurança pública, mas manter uma Unidade de Pronto Atendimento, onde também são atendidas pessoas envolvidas em crimes, sem a constante presença de policiais é algo surreal. Nós já solicitamos o policiamento nestes locais junto à Secretaria de Segurança e ao Comando da Polícia Militar, mas alegaram não haver efetivo suficiente” finalizou Andrei Leonardo, vice-presidente do Cremero.

Após finalizar o atendimento, a vítima procurou a delegacia da Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência. O Cremero acompanhará o caso. 

Fonte - Renata Vannier

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