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Domingo, 16 de Maio de 2021

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COM TECNOLOGIA PARA PERDA AUDITIVA, MUITOS EVITAM O TEMA POR DESCONHECIMENTO OU VERGONHA

Segundo a OMS, cerca de 800 milhões de pessoas no mundo possuem perda auditiva e, no Brasil, esta deficiência acomete 5,1% da população(Censo 2010).
Quarta-Feira, 27 de Janeiro de 2016 - 14:39

Televisão muito alta, repetição de perguntas, dificuldade para falar ao telefone, isolamento e depressão, estes são alguns sintomas indicativos de perda auditiva, especialmente em pessoas idosas. O problema é comum também entre jovens, podendo ser congênito ou causado por acidentes, doenças e até mesmo pela exposição ao som alto. Independentemente da causa, sempre há uma solução para minimizar ou até mesmo reverter o problema, a partir de tratamentos e da tecnologia disponível.

“Muitos pacientes convivem com a perda auditiva e não percebem que têm o problema. Outros até sentem uma perda gradativa, mas evitam encarar o problema por medo de sofrerem preconceito, adiam a visita ao médico e acabam agravando o problema” afirma a fonoaudióloga Andréa Abrahão da Direito de Ouvir, rede de clínicas de reabilitação auditiva. Segundo a especialista, o agravamento da perda auditiva poderia ser evitado caso as pessoas tivessem mais acesso a informações. Um simples exame de audiometria, por exemplo, identifica o problema em segundos e, a partir dele, a pessoa pode ser encaminhada para o tratamento mais adequado. “Ter a audição reabilitada significa muitas vezes a recuperar a autoestima e qualidade de vida. Afora o fato de os aparelhos atuais serem mais acessíveis, mais confortáveis e serem muito mais discretos, uma característica importante, pois muitas pessoas deixam de usar o aparelho por vergonha.”

Perda auditiva pode desencadear depressão

Além de proporcionar ao paciente a oportunidade de melhorar sua audição, a reabilitação auditiva também afeta no aspecto emocional e qualidade de vida. “A incapacidade auditiva pode levar ao isolamento social e em casos mais graves até a depressão, pois a pessoa nessa condição costuma passar com freqüência por situações constrangedoras”, explica a fonoaudióloga. Além da utilização do aparelho auditivo, o apoio da família também é um aspecto que colabora para que o paciente se sinta mais confortável e motivado em enfrentar o problema. “Graças ao avanço tecnológico, é possível hoje uma pessoa com mais de 60 anos ter uma qualidade de vida excelente e com saúde, basta apenas procurar um especialista logo que os primeiros sinais de perda auditiva surgirem”, ressalta Andréa.

Sintomas e tratamentos

As opções disponíveis no mercado para o tratamento da perda auditiva são os aparelhos auditivos, mais conhecidos pela maioria e que aperfeiçoam a qualidade do som; o implante coclear, também conhecido como ouvido biônico e que é indicado para quem possui danos auditivos mais severos; e os implantes de ouvido médio, que captam o som e o converte em vibrações mecânicas. Apenas um especialista pode indicar o modelo e tratamento mais adequados para cada caso. Porém, antes disso, vale ficar atento aos sintomas:

- Assiste televisão com o volume muito alto e as pessoas reclamam do volume

- Pede sempre que as pessoas repitam várias vezes o que disseram

- Possui dificuldade para se comunicar em locais com ruído, como festas, carro ou ônibus

- Dificuldade em escutar sons de aparelhos como telefone ou relógio

- Costuma interpretar a fala das pessoas através da leitura labial

- Muitas vezes não consegue escutar quando uma pessoa está muito longe

Menores e com mais recursos

Se antes os aparelhos ajudavam a criar um estereótipo sobre a deficiência auditiva, por não serem discretos, hoje, há modelos altamente tecnológicos, com múltiplas funções e tamanhos bastante reduzidos. Um deles, o Resound Linx, é considerado o aparelho auditivo mais inteligente do mundo, atendendo 90% das perdas auditivas, inclusive aquelas mais severas.

Apesar do tamanho pequeno, ele possui o dobro da potência dos aparelhos convencionais, amplas possibilidades de ajustes e conta com tecnologia wireless, para captação de som de aparelhos celulares.

Fonte - Assessoria

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