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Domingo, 09 de Maio de 2021

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POPULAÇÃO PEDE MAIS ÁRVORES EM PORTO VELHO

Por volta das 13 horas, um termômetro utilizado pelo News Rondônia marcou 36 graus com sensação térmica de 41ºC.
Segunda-Feira, 25 de Janeiro de 2016 - 15:33

Na Capital de Rondônia, todos sabem que existem apenas duas estações: calor e tempo seco ou calor com muita chuva. Mas, na última quarta-feira (20), parece que todos os raios de sol vieram para Porto Velho em pleno inverno amazônico. Por volta das 13 horas, um termômetro utilizado pelo News Rondônia marcou 36 graus com sensação térmica de 41ºC.

Claro que todo mundo sentiu o vapor quente no ar e as reclamações surgiram. Um dos fatores que contribuem para o aumento da temperatura é a falta de árvores nas ruas porto-velhenses. Quem sofreu com o calor, pediu um refresco. “Deixei meu carro às 07:30 da manhã e quando saí do trabalho às 13:30, o termômetro interno do carro marcava 46 graus. Sem sombra, fica impossível o carro não virar um forno. Cheguei no cursinho toda vermelha”, desabafou a jornalista Amabile Casarin, que trabalha na Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron), localizada no Palácio Rio Madeira (antigo CPA), na Avenida Farquar, zona Oeste de Porto Velho.

Quem também sofre é quem anda ou trabalha no ar livre, como é o caso da aposentada Iracy Botelho, de 72 anos, que aguardava pacientemente o ônibus para ir para o Centro, mas suava em bicas. “Está calor demais. Nem parece que estamos no inverno. Deve estar uns 40 graus. Pra completar, não tem nenhum ponto de ônibus decente. Temos que esperar no sol ou na chuva. Sempre foi assim”, disse ela, que estava em pé, na Rua Geraldo Siqueira, zona Sul da cidade.

Benefícios

As árvores trazem inúmeros benefícios para a saúde. Elas absorvem o gás carbônico (CO2) e liberam oxigênio, melhorando a qualidade e umidade do ar, além de absorver ruídos e o barulho na cidade.

A partir da década de 1960, com a expansão urbana mais rápida, a umidade caiu em boa parte das cidades brasileiras e a temperatura subiu. Atualmente, por exemplo, em São Paulo, a umidade é 7% menor do que na década de 1930.

Mas em áreas arborizadas, a temperatura e umidade melhoram porque as árvores capturam o gás carbônico e libera vapor de água. “Na parte debaixo de uma folha, eu tenho 50 mil 'boquinhas', em cada folha, que abrem às 9h e fecham às 16h. Essas 'boquinhas' capturam o CO2, que é um benefício, que é o sequestro de carbono e borrifam vapor de água para fora. Litros e litros de vapor de água. Então, ela faz um efeito com se fosse um ar-condicionado. Além disso, ela faz a cobertura e baixa a temperatura”, disse o professor de botânica da Universidade de São Paulo (USP), Marcos Buckeridge.

Áreas mais arborizadas também colaboram para redução do mau cheiro e o barulho nas cidades, além de regular a temperatura, funcionando como um ar-condicionado. “Existem dados que mostram que uma região não arborizada em São Paulo, no mesmo horário, contra uma região arborizada, a diferença pode ser entre 8ºC e 10ºC", afirmou Buckeridge.

Foi o caso que ocorreu com a nossa primeira personagem, que foi premiada com uma sombra refrescante no carro, logo nas primeiras horas da quinta-feira (21). “Consegui chegar um tiquinho mais cedo no trabalho e consegui estacionar embaixo de uma árvore com uma bela sombra. Quando saí, a diferença era enorme, comparada ao dia anterior: 32 graus contra 46. Foi um alívio”, disse a satisfeita Amabile Casarin.

Mais verde

Segundo o que informou a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMA), cerca de três mil mudas de diversas espécies serão plantadas a partir da segunda quinzena de janeiro em toda Porto Velho.

As covas necessárias para o plantio serão feitas com um novo equipamento, que realiza parte do serviço sem destruir a calçada por inteira. A ação iniciou na Avenida Rogério Weber, onde geralmente acontece a Feira do Produtor.

De acordo com o secretário da pasta, Edjales Benício, a arborização é uma política de Estado e está amparada por lei. O plantio deve ainda obedecer a legislação.

O coordenador municipal de arborização, Denis Oliveira, disse que as irregularidades das calçadas dificultarão o trabalho. "Em muitos muitos trechos, as calçadas não são contínuas. Em outros o calçamento é irregular e desnivelado. Tudo isso compromete o desenvolvimento do trabalho tornando o serviço mais demorado", concluiu ele.

A previsão para o término da execução do projeto é de até o final do mês de maio.

*Com informações do G1 São Paulo e da Comdecom da Prefeitura de Porto Velho.

Fonte - NEWSRONDONIA

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