ATIVISTA SOCIAL DO MAB CONTINUA DESAPARECIDA

De acordo com o coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB, Francisco Kelvin na qual Nilce também integra ultimamente ativista havia formulado denúncia a Polícia Federalcontra pescadores que recebiam benefício do seguro defeso, más nunca atuaram no setor da pesca.
Sexta-Feira, 15 de Janeiro de 2016 - 12:20

Por Emerson Barbosa

Apesar das buscas feitas pelos parentes e pela policia, desde o desaparecimento na quinta-feira (07) nenhuma pista que leve ao sumiço da militante do Movimento dos Atingidos por Barragens, (MAB) foi encontrada. 

Ela estava só na barraca onde morava no acampamento “Paixão”, distante cerca de 170 quilômetros da capital Porto Velho. Deste então a família está desesperada. “Nós não sabemos. Simplesmente sumiu, desapareceu como um passe de mágica. E ninguém sabe como. O lugar é uma ilha para todos os lados tem água. Pra chegar lá só de barco. Nos não temos idéia do que aconteceu com a minha mãe”, declara a filha da ativista, Divanilce de Souza.

O desaparecimento da ativista na quinta-feira (07) foi comunicado pelo esposo da militante. A partir dai a família e conhecidos do acampamento começaram as buscas, más somente a partir do domingo (10) é que o sumiço foi levado às autoridades policiais. “Quando ela sumiu ‘eu’ tinha ido a Porto Velho vender o peixe pescado na semana. Quando retornei perguntei aos vizinhos do acampamento, se alguém tinha visto a Nilce e ninguém soube responder. E agora, nos precisamos de uma resposta. Se ela foi morta, más nos precisamos saber. Temos que ter pelo menos o corpo para fazer um enterro digno”, informa o marido, Valdinei Severiano bastante emocionando.

Nilce também conhecida como “Nicinha” é uma importante ativista social, na região que compreende o Alto-Madeira, que vai do distrito de Jacy-Paraná até a Ponta do Abunã, na divisa com o Acre. Sempre esteve engajada com as causas ambientais e ultimamente lutava pelos direitos dos extrativistas, principalmente das famílias que foram atingidas diretamente com a construção da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira. “A polícia que começou a trabalhar no caso no domingo, por enquanto não tem pista. Estamos todos muito abalados”, lembra Genilce Andrade, uma das três filhas da ativista.

De acordo com o coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB, Francisco Kelvin na qual Nilce também integra ultimamente ativista havia formulado denúncia a Polícia Federalcontra pescadores que recebiam benefício do seguro defeso, más nunca atuaram no setor da pesca. “A Nilce é bastante atuante no Movimento. Ela lutava pelas famílias que tinha terra na região e que foram prejudicadas pela construção da Usina Hidrelétrica de Jirau. Após o desaparecimento, nos do MAB levamos a público e ao conhecimento das autoridades como, o Ministério Público Federal (MPF/RO), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RO). Até mesmo a Polícia Federal (PF) nós formulamos pedidos de ação ‘protetiva’ a favor da Nilce Magalhães”, informa um dos coordenadores da ONG, Francisco Kelvin

As buscas que levassem ao desaparecimento da ativista social começaram no domingo e se estendeu até a quarta-feira (13). O ponto de partida foi da barraca onde ela vivia com o marido a cerca de um ano. Num ponto ao lado de uma palmeira um familiar encontrou jogada ao chão uma corrente que era usada pela vítima.

 

“Isso é muito ruim. Estamos desesperados. Não tem pista de nada que possa levar o paradeiro da Nilce. A família desde que ela sumiu não sai de dentro desse mato na tentativa de encontrar alguma coisa, mas nada” comenta a irmã gêmea da ativista Nilda Souza. 

O desaparecimento da ativista está sendo investigado pela 4ª delegacia de policia de Porto Velho. Mas para não atrapalhar a linha de investigação, que segue a Polícia Civil, o delegado responsável pelo caso preferiu por enquanto não comentar. Mas deixou uma hipótese que pode ter existido um crime de queima de arquivo. Outra linha de raciocínio é de que alguém muito próximo da militante pode está envolvido. 

Fonte - NEWSRONDONIA

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