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Quarta-Feira, 14 de Abril de 2021

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APÓS 73 ANOS, BRASIL TEM 1ª MORTE POR FEBRE AMARELA URBANA

A família da auxiliar de enfermagem informou que ela não viajou para nenhum lugar com risco de transmissão de febre amarela
Terça-Feira, 29 de Dezembro de 2015 - 17:15

A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte investiga um caso de morte por febre amarela urbana em Natal. A vítima é uma auxiliar de enfermagem, de 53 anos, que morreu em julho passado. De acordo com a Secretaria, a paciente apresentava sintomas parecidos com dengue ou zika, mas as duas doenças foram descartadas nos exames realizados por dois dos principais laboratórios de saúde pública do país - o Instituto Evandro Chagas (IEC), de Belém, e o Instituto Adolfo Lutz (IAL), de São Paulo. A febre amarela urbana é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti e está erradicada desde 1942 no país, segundo o Ministério da Saúde.

"Até o momento ainda não se encontrou uma explicação clara para os resultados iniciais, já que não há histórico de viagens da paciente para áreas endêmicas e não foram detectados outros casos no município", afirma a Secretaria.

A família da auxiliar de enfermagem Rita de Cassia da Silva Santos informou que ela não viajou para nenhum lugar com risco de transmissão de febre amarela.

De acordo com nota da Secretaria de Saúde do estado, "uma das hipóteses é que o exame tenha dado positivo em virtude da paciente ter sido vacinada contra a febre amarela, mesmo há décadas passadas".

A Secretaria está pesquisando o histórico de vacinas da vítima e o Ministério da Saúde estuda a possibilidade de realizar exames laboratoriais mais detalhados.

"Já foram realizadas duas reuniões com a participação da Vigilância Epidemiológica, Centro de Controle de Zoonoses de Natal e o Laboratório Central (Lacen) para definir as próximas ações da investigação, que são: a coleta de insetos e do material biológico dos primatas para pesquisa do vírus", afirmou a Secretaria em nota.

A subcoordenadora de Vigilância Ambiental, Cintia Higashi, considerou o caso "intrigante" e afirmou que as pesquisas prosseguem.

Fonte - Agência O Globo

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