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Quinta-Feira, 22 de Abril de 2021

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UTI DO HOSPITAL REGIONAL DE VILHENA É INTERDITADA APÓS SURTO DE BACTÉRIA

Um memorando foi entregue aos diretores administrativos, diretor médico técnico, diretor clínico e ao gerente de enfermagem orientando sobre a multiplicação de cuidados e tomada de medidas cautelares em algumas áreas do Hospital, sobretudo na UTI.
Quinta-Feira, 17 de Dezembro de 2015 - 12:43

Após o registro de três casos de infecção por meio de uma bactéria identificada como Acinetobacter baumannii (*), a Unidade de Tratamento Intensivo - UTI do Hospital Regional de Vilhena foi interditada temporariamente e outras medidas cautelares emitidas pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. A bactéria diagnosticada é potente e pode provocar sérias complicações à saúde.

Um memorando foi entregue aos diretores administrativos, diretor médico técnico, diretor clínico e ao gerente de enfermagem orientando sobre a multiplicação de cuidados e tomada de medidas cautelares em algumas áreas do Hospital, sobretudo na UTI.

A Comissão informou que três casos foram confirmados, sendo dois na UTI e um caso na clínica masculina, conforme divulgado no memorando. O fato levou a equipe a exigir a obrigatoriedade dos equipamentos de proteção individual entre os servidores, isolamento dos pacientes contaminados, isolamento da UTI, bem como esterilização de toda ala, equipamentos e materiais das regiões onde os pacientes contaminados estiveram.

Alguns profissionais que atuam no local informaram que o risco de infecções é alto, já que há meses o pessoal que atua na UTI não dispunha de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), que são exigidos por lei.

Na manhã desta quinta-feira, uma equipe de limpeza realizava a segunda medida de esterilização de todas as alas da UTI. A limpeza é executada com hipoclorito de sódio, um desinfetante concentrado, utilizado também para purificar a água para uso e consumo humano. 

A redação do News Rondônia tentou ouvir a direção do HRV, porém o diretor Adilson Rodrigues justificou estar em uma reunião, negando-se a manifestar sobre o assunto. 


(*) Acinetobacter spp são cocobacilos Gram-negativos, não fermentadores que estão amplamente distribuídos na natureza (solo e água) e também no ambiente hospitalar. Podem estar presentes nos alimentos e pele de pessoas saudáveis. Ocupam o 2º lugar na lista dos não fermentadores mais isolados de amostras humanas, atrás da P. aeruginosa.

Provavelmente duas características deste gênero colaborem para isso: sua capacidade de sobreviver em diferentes superfícies (secas e úmidas) e a habilidade em adquirir multiresistência a antimicrobianos.

A espécie mais frequentemente isolada dos humanos é o Acinetobacter baumannii, responsável por infecções hospitalares. As infecções envolvem mais o trato respiratório (tubos endotraqueais ou traqueostomia); trato urinário e ferimentos (incluindo os sítios de cateter) que podem progredir para a septicemia. Há relatos de pneumonia nosocomial associado à ventilação em pacientes de UTI. Os isolados clínicos, no entanto, são mais frequentemente colonizadores do que agentes infecciosos. Os principais fatores de risco são: tratamento antimicrobiano e/ou cirurgia; instrumentação; ventilação mecânica; pacientes em UTI.

Fonte - NEWSRONDONIA

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