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Sabado, 10 de Abril de 2021

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MUTIRÃO PELO COMBATE AO TRABALHO INFANTIL É REALIZADO NA VILA PRINCESA "LIXÃO MUNICIPAL" DE PORTO VELHO

Dos 69 jovens com idade entre 14 e 24 anos que vivem na comunidade e trabalham no lixão ou em atividades informais, 60 foram cadastrados
Quinta-Feira, 17 de Dezembro de 2015 - 11:03

Foi realizado no sábado (12/12) no salão de Igreja Católica da  Vila Princesa, na BR 364 em Porto Velho, saída para Rio Branco (AC), reunião com diversas entidades e famílias da localidade, com o objetivo de promover e realizar eventos de conscientização sobre os malefícios do trabalho infantil.

A reunião aconteceu após diligências efetuadas pelo Ministério Público do Trabalho da 14ª Região (MPT14) para apurar denúncias de trabalho infantil na comunidade Vila Princesa, vizinha ao "Lixão de Porto Velho", uma das áreas mais pobres da cidade. "Como temos recebido muitas denúncias de trabalho infantil no lixão da Vila Princesa, a ideia é resgatar esses adolescentes, essas crianças que prestam serviços de coletor de lixo no local e oferecer a eles uma oportunidade de renda e emprego por meio da aprendizagem", ressaltou o procurador chefe do MPT14, Marcos Gomes Cutrim.

Além de conscientizar sobre a exposição dos menores ao trabalho, a reunião teve como objetivo também contribuir para melhorias das condições sociais dos adolescentes da Vila Princesa.

Foi realizado um debate com a comunidade sobre o enfrentamento ao trabalho infantil e a possibilidade das unidades de ensino do Sistema "S" (Sesi e Senai) ofertarem cursos profissionalizantes, preferencialmente com turmas que possam frequentar as aulas na própria comunidade.

O juiz do trabalho Edilson Carlos Cortez enfatizou que a mensagem principal é trazer uma alternativa de inclusão social dos jovens da comunidade. "O acesso à aprendizagem é uma forma digna, legal de um jovem ter uma vivência profissional que pode mudar a vida dele", destacou o juiz.

A irmã Amélia Gomes da Silva (Paróquia São José Operário), que compõe a equipe de coordenação do "Projeto Vila Princesa", falou que as parcerias visam garantir a efetividade do direito da criança e do adolescente, e com isso  levar a comunidade a se sentir parte desse processo de transformação. "Olhar para essas crianças para esses jovens e perceber que hoje a maioria deles estão sobrevivendo, contribuindo com uma renda familiar, expostos ao trabalho insalubre na coleta de lixo. Precisamos olhar para o futuro deles, da Vila Princesa", concluiu a irmã Amélia.

A auxiliar de serviços diversos e moradora da comunidade, Nádia da Silva, falou que o trabalho que está sendo iniciado na Vila Princesa vai ajudar a resgatar muitos jovens que estão fazendo coisa errada. "Estão dando oportunidade para esses jovens da Vila Princesa, vai ser muito bom", acentua.

Dos 69 jovens com idade entre 14 e 24 anos que vivem na comunidade e trabalham no lixão ou em atividades informais, 60 foram cadastrados no sábado para serem incluídos em vagas de aprendizagem em empresas da capital.

A ação desencadeada na Vila Princesa foi traçada dentro das reuniões do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil - FEPETI/RO, com iniciativa do MPT, através da Coordenação Regional de Combate ao Trabalho Infantil – Coordinfância e de órgãos parceiros que integram a rede de enfrentamento ao trabalho infantil como o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, Ministério Público Estadual, através do CAO Infância, a Secretaria Municipal de Ação Social e Serviços Urbanos (SEMAS), Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RO).

Fonte - assessoria de comunicação

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