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Terça-Feira, 13 de Abril de 2021

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PSICOLOGIA AO SEU ALCANCE - AFINIDADES NO AMOR

Mesmo as diferenças e oposições que existam entre o casal servem para gerar mudança e constituir uma afinidade
Terça-Feira, 15 de Dezembro de 2015 - 16:14

A base do amor não é construída por diferenças ou oposições, mas por afinidades. Porém as afinidades não garantem um amor forte ou duradouro, elas facilitam que as pessoas se conheçam, se identifiquem e sintam vontade de se encontrar novamente. Mesmo as diferenças e oposições que existam entre o casal servem para gerar mudança e constituir uma afinidade. Esta pode ser ilusória, situar apenas na expectativa que o outro, ou o mundo, mude para constituir o desejo de um amor verdadeiro. Mas o amor vai além das afinidades, é um estado emocional que ao se constituir não é mais controlado pela pessoa. Ela apenas o vive, bem ou mal; sendo correspondido ou repelido. Da mesma forma quando o amor se desfaz, não há reflexão baseada na razão que o faça voltar. Por isso o ditado que diz que “quando a mulher cansa não é mais reconquistada”, isto não é uma questão de gênero, também é válido para o homem.

Quando o amor acabou porque se cansou de tentar encaixar o que não tem jeito, por esperar uma mudança no outro que nunca vai existir, porque sua própria personalidade foi tão judiada por relações ruins no passado ou por não se perdoar por ter aceitado o que hoje percebe que era inaceitável, a alternativa talvez seja ficar sozinho e se perceber quem realmente é, o que está fazendo consigo e com os outros. Porque aceitar o que não tem afinidade ou se guiar pelas mágoas do passado é não estar preparado para amar e constituir uma relação saudável. É sinal de insegurança, que leva para comportamentos de dependência ou egocentrismo pensando apenas em si por medo de repetir as vivências ruins que se submeteu. Dependendo da personalidade se torna sem graça ou depressivo, se for forte, pode levar o outro para o redemoinho das suas inseguranças.

Se não quer separar, converse com o outro, diga o que não está bem, peça ajuda para ultrapassar as intempéries da personalidade. De qualquer forma a saída é um novo amor, mesmo que seja com a mesma pessoa. Não aceite continuar igual, pois a relação como está já demonstrou que fracassou. Ambos precisam se descobrir, sem ser egoísta, mas saber o que gosta, o que quer, quais são as verdadeiras afinidades, construir um projeto a dois sem privar a liberdade do outro. Viva o respeito sejam o meio de realização do outro. Isto também é válido para quem se separou e quer voltar.

Psicólogo Flávio Melo Ribeiro - CRP12/00449

A Viver – Atividades em Psicologia desenvolveu programas psicoterapêuticos que possibilitam ser trabalhados em grupos e individual.

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Fonte - Flavio Melo Ribeiro

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