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Domingo, 18 de Abril de 2021

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FÓRUM DE AÇÕES AFIRMATIVAS DE RONDÔNIA FOMENTA DISCUSSÕES SOBRE EDUCAÇÃO

O segundo dia do evento foi marcado por troca de experiências entre participantes
Sabado, 12 de Dezembro de 2015 - 11:47

No segundo dia de discussões do I Fórum de Ações Afirmativas de Rondônia realizado na sexta-feira (11), o assunto em pauta foi a Educação Superior no Brasil e em Rondônia. 

O professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenador da Flacso Brasil, André Lázaro, destacou as ações de parcerias para o acontecimento de ações afirmativas no ensino superior público e o esforço das políticas de inserção e permanência dos estudantes nas instituições. O tema teve a participação de professores e acadêmicos durante o período da manhã, com perguntas sobre as políticas da Flacso para a Amazônia e a possibilidade de extensão das ações em Rondônia.

Durante a tarde, estudantes cotistas tiveram momento de fala em tom de desabafo. A acadêmica de Letras da UNIR Juliana Budin expressou indignação com a falta preparo por parte de alguns docentes sobre o tratamento aos acadêmicos com dificuldades de aprendizado e até necessidades especiais, ao citar o caso de uma aluna de baixa visão. 

Sobre a questão da discriminação por ser cotista, o estudante de Administração do Campus de Vilhena Clevison Bigel afirmou nunca ter sofrido qualquer preconceito, mas confessou a sua própria ignorância e discriminação sobre as cotas antes de entrar na universidade.

Nos relatos administrativos sobre as instituições federais de ensino, as representantes da Unir e Instituto Federal de Rondônia declararam que há muito a se caminhar sobre a informação aos alunos, principalmente, sobre direitos e deveres e também acesso à informação. Servidora pública há mais de 30 anos, lotada na Secretaria Acadêmica da Unir, campus Vilhena, Conceição Silva Miguel destacou a importância do papel das secretarias acadêmicas em conjunto com os cursos, coordenadores e demais técnicos.

O assunto do período vespertino também foi a política de permanência dos estudantes na universidade. O assistente social, representante da Pó-Reitoria de Cultura e Extensão da UNIR (PROCEA), Mauro Porto, destacou o avanço da instituição nesse setor, bem como a viabilidade de auxílios antes não aplicados pela instituição e outros objetivos, à parte dos convencionais “moradia, creche, alimentação”, ajudando, assim, outro perfil de acadêmico. “Poderia existir uma melhor e estreita relação da Procea com os demais campi e os acadêmicos, mas não há a extensão do setor em todas as cidades. Isso dificulta a observação de necessidades e solução de casos nas chamadas das bolsas oferecidas todos os anos pela instituição”, avaliou Mauro.

O segundo dia do evento foi encerrado com a exposição de informações sobre cultura alternativa e projetos culturais pela egressa do curso de Jornalismo da UNIR Andréia Machado. A convidada Marcela Bonfim expôs uma série de fotografias marcantes sobre afro-brasileiros em Rondônia.

A programação continua hoje, com as apresentações de assentados de Corumbiara e Santa Elina e com a participação dos povos indígenas de Rondônia e de representantes do Departamento de Educação Intercultural da UNIR de Ji-Paraná. O evento será encerrado com plenária e encaminhamentos.

Fonte - Lilian Reichert

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