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Sexta-Feira, 23 de Abril de 2021

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DILMA DIZ ENTENDER POSIÇÃO PRÓ-IMPEACHMENT DO PSDB E DIZ: 'NÃO É NENHUMA NOVIDADE'

Presidente também reiterou conversa com Temer foi pessoal e institucionalmente "muito rica"
Sexta-Feira, 11 de Dezembro de 2015 - 14:30

A presidente da República, Dilma Rousseff (PT), disse não ter ficado surpresa com a posição unificada do PSDB a favor do pedido de impeachment contra ela na Câmara dos Deputados. Ela concedeu entrevista após participar da cerimônia do Prêmio Direitos Humanos, nesta sexta-feira (11).

A Executiva do partido de oposição se reuniu no fim da noite desta quinta-feira (10) para definir o discurso contra Dilma. A presidente lembrou que o PSDB foi um dos principais apoiadores do pedido protocolado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.

— Não é nenhuma novidade. Não é possível que tenham ficado surpreendidos. Aliás, a base do pedido e das propostas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é do PSDB, sempre foi. Ou alguém aqui desconhece esse fato? Porque, se não, fica uma coisa um pouco hipócrita.

Dilma reiterou que a conversa com o vice-presidente da República, Michel Temer, foi pessoal e institucionalmente "muito rica", mas que falou sobre melhorias do cenário econômico, e não sobre o processo de impeachment. Ela também falou sobre a polêmica envolvendo uma tentativa de transferir deputados para o PMDB no intuito de devolver a liderança do partido na Câmara ao deputado Leonardo Picciani (RJ).

— Eu entendo que ele tenha considerações a respeito do PMDB, é presidente do partido. O governo não tem o menor interesse de interferir nem no PT, nem no PMDB, nem no PR. Agora o governo lutará contra o impeachment.

Enquanto participava da posse do presidente da Argentina, Maurício Macri, em Buenos Aires, Dilma teria ligado para o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, pedindo autorização para que deputados do PR possam se filiar ao PMDB. Temer, porém, respondeu que impugnara a filiação de parlamentares que tentarem restituir a liderança do partido a Picciani.

Dilma estava acompanhada do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, além dos ministros da Justiça (José Eduardo Cardozo), da Casa Civil (Jaques Wagner), da AGU (Luís Inácio Adams), das Relações Exteriores (Mauro Vieira), da Integração Nacional (Gilberto Occhi), e das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Nilma Lino).

Antes do início da cerimônia, a presidente foi exaltada pelo público no Salão Nobre do Planalto, aos gritos de “Não vai ter golpe”. Nos discursos, integrantes do governo saíram em defesa da presidente diante do pedido de impeachment acolhido na Câmara. Nilma afirmou que “avançaremos com a liderança de Dilma”.

Com 18 categorias e 20 anos de existência, o Prêmio Direitos Humanos é a mais alta condecoração do Governo Federal para o setor. Lewandowski foi um dos premiados deste ano, na categoria Prevenção e Combate a Tortura, por conta de seu trabalho no STF.

A cerimônia deste ano, porém, contrasta com o contingenciamento sofrido pelas três secretarias que compõem o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. No primeiro corte feito em maio, a pasta perdeu R$ 339 milhões no orçamento de 2015. Em seguida, dois meses depois, um bloqueio adicional de R$ 8,6 bilhões no Orçamento da União reduziu em 14,4% o limite de gastos para Direitos Humanos, e 14,2% para Igualdade Racial.

A própria fusão que criou o ministério liderado por Nilma Lino fez parte do ajuste fiscal promovido pelo governo na intenção de reduzir as despesas públicas diante da crise econômica. Antes da reforma, ela era ministra de apenas uma das três secretarias especiais: a de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Ministro da Justiça

Sobre a posição do PSDB, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, comentou que desde o primeiro dia após o resultado das eleições o partido rival tem buscado construir um processo de questionamento da vitória de Dilma nas urnas.

— Não vejo nenhuma novidade no posicionamento que o partido oposicionista vem tendo. O que eu lamento apenas é que algumas pessoas que historicamente ajudaram a construir a democracia no Brasil e que tem biografia na luta pelo Estado de Direito parece que esqueceram o que defenderam no passado, e agora por questão momentânea abrem mão de princípios para se somar a uma situação de busca de impeachment que não tem justa causa.

Cardozo afirmou que a crítica não estava direcionada a ninguém, embora a principal presença no encontro do PSDB sobre o posicionamento do partido quanto ao impeachment foi a do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardozo.

Fonte - r7

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