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Domingo, 07 de Março de 2021

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UM RECADO AOS POLÍTICOS

O que motiva alguém a representar a sociedade? Em tese, um sentimento de amor pela pátria. Na prática, razões escusas, muitas delas descobertas em tremendos casos de corrupção desnudados a cada ano.
Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2015 - 16:00

Quem são os políticos do Brasil? Anjinhos de algodão, burocratas, empresários favoráveis apenas aos próprios interesses? Adoraria, cientificamente, compreender o perfil dos que almejam um mandato eleitoral. O que motiva alguém a representar a sociedade? Em tese, um sentimento de amor pela pátria. Na prática, razões escusas, muitas delas descobertas em tremendos casos de corrupção desnudados a cada ano. Não serei injusto de generalizar, evidentemente. Sempre há os que trabalham de verdade.

Ademais, na medida em que o cidadão observa a máquina pública esmorecer vertiginosamente, os questionamentos sobre os rumos do país são inevitáveis. Fala-se em rombos bilionários, em farra com o dinheiro público. Valores astronômicos cuja destinação é atribulada pelos saques que acontecem no meio do caminho. Tanta desordem respinga nas intenções de voto para as próximas eleições, naturalmente.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as ‘não’ intenções de voto com 55%. Os entrevistados afirmaram que não votariam nele “de jeito nenhum”. Outras cartas marcadas do cenário político também constaram no levantamento. José Serra (PSDB), com 54%; Geraldo Alckmin (PSDB), com 52%; e Ciro Gomes (PDT), com 52%. Marina Silva (Rede) e Aécio Neves (PSDB) aparecem com 50% e 47% de rejeição, respectivamente.

Cabe uma interpretação desses dados. O problema são os nomes ou o descrédito geral do sistema político no Brasil? Talvez uma soma dos dois. A crise é tamanha que o cidadão percebe a incapacidade dos partidos mudarem suas posturas perante os reais problemas. Enquanto situação, as siglas valorizam cada aspecto de seu mandato. Enquanto oposição, tudo que provém dos adversários é digno de crítica. Rejeitar eventuais presidenciáveis, nesse caso, se mostrou uma belíssima forma de protesto.

A democracia sempre será melhor que a ditadura. Não há argumento que contrarie essa regra. Mas a democracia nesses moldes imaturos, permeável a tantos escândalos, e cujas ideologias são descartáveis... Não serve. Talvez o tempo aperfeiçoe os pilares de nossa nação. Talvez as pessoas percebam que seus eleitos não estão no poder por acaso. Foram colocados lá. Talvez. A esperança nos move, não deixemos o sonho morrer. 

Fonte - Gabriel Bocorny Guidotti

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