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Domingo, 07 de Março de 2021

VEJA DICAS PARA NÃO ESTOURAR SEU ORÇAMENTO NO MÊS

Quem está endividado deve resolver isso em primeiro lugar.
Segunda-Feira, 26 de Outubro de 2015 - 10:14

Conta de luz, gás, gasolina, cebola, carne. Os preços estão em alta, e a inflação acumulada em 12 meses tem rondado perto de 10%. Nesse cenário, como fazer para esticar o salário até o fim do mês e, quem sabe, conseguir guardar um pouco para o futuro?

Veja abaixo 7 dicas para reorganizar o orçamento da família e sobreviver à crise.

1) Exterminar as dívidas

Dívidas têm juros, um custo alto e que cresce rápido. Por isso, quem está endividado deve resolver isso em primeiro lugar. "A recomendação é não fazer nada antes de cuidar das dívidas: não se investe dinheiro, não se fazem novas dívidas. Quem está endividado não tem como fazer reserva de emergência; nada de se endividar preventivamente", diz André Massaro. Nessa situação, é preciso ser rigoroso. "Corte na carne mesmo", diz.

2) Acabar com o tabu e ter conversas francas

Para quem não vive sozinho, como casais e famílias, Janser Rojo diz que é preciso conversar sobre o orçamento familiar de forma aberta e transparente, sem manter segredos. "Ainda é um tabu falar sobre dinheiro. Os pais escondem dos filhos o quanto ganham. Muitas vezes, num casal, um não sabe qual é o salário do outro", diz. "É importante ter transparência e lutar juntos pelos objetivos."

3) Eleger um líder e envolver todos

"Num casal ou entre pais e filhos, em geral, um é mais organizado. É uma tendência natural", diz Rojo. É possível eleger essa pessoa como líder do orçamento na casa, diz ele. Os outros, porém, precisam concordar e participar. "Se a mulher da casa é a líder, por exemplo, ela depende de que todos os membros da família tenham disciplina para guardar e lhe entregar as notas fiscais, os canhotos de gastos e assim por diante."

4) Definir objetivos e prioridades

É preciso que a pessoa, o casal ou a família definam quais são seus objetivos de curto, médio e longo prazo. Por exemplo: no curto prazo, fazer uma viagem de férias; no médio prazo, trocar de carro; no longo prazo, pagar a faculdade dos filhos ou se aposentar com uma boa qualidade de vida. Isso ajuda a unir as pessoas em busca de objetivos comuns e motivá-las.

"Decidir o que é prioridade ajuda a manter o foco e evitar desperdícios", diz Rojo. "Não adianta comprar um presente hoje para agradar o filho e no mês que vem descobrir que não tem como pagar a mensalidade do colégio", diz Massaro.

5) Fazer escolhas

A vida financeira envolve escolhas e renúncias, segundo Samy Dana. "É quase impossível uma pessoa ter tudo o que deseja, por uma questão de dinheiro e de tempo também", diz. A partir do momento em que os objetivos e prioridades estão claros, é possível definir do que se pode abrir mão.

Essa escolha depende de cada caso. "É preciso que cada um saiba o que lhe dá mais felicidade para conseguir escolher onde cortar despesas", diz Dana. Por exemplo: uma pessoa que adora viajar pode deixar de ir para a praia em todos os fins de semana para ir ao exterior no fim do ano. Já uma pessoa que tem grande satisfação com o cafezinho ou o doce fora de casa pode considerar indispensável manter esse "pequeno mimo".

6) Revisar contratos

Antes de contratar um serviço, o consumidor, em geral, faz uma pesquisa para ver qual o melhor custo-benefício para seu caso, mas depois ele esquece disso. "O que você contratou inicialmente pode não ser bom depois de dez meses", diz Dana. Alguns exemplos são os planos de telefonia, celular, TV a cabo ou internet, além de tarifa de banco e anuidade do cartão de crédito. Portanto, de tempos em tempos é preciso rever esses contratos. "Quanto mais fiel você é ao seu prestador de serviço, mais você perde dinheiro."

7) Mudar hábitos de consumo

Nos últimos anos, o brasileiro assumiu péssimos hábitos de consumo, segundo Massaro, com compras impulsivas, sem fazer contas, como um consumidor imaturo e deslumbrado. É hora de mudar, diz ele. "Temos que ser mais críticos no nosso consumo. Sempre se perguntar se realmente aquilo é necessário, não tomar decisões de compra dentro de um estabelecimento comercial, domar nosso impulso consumista, raciocinar criticamente antes de tirar o cartão do bolso", diz.

Fonte - uol

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