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Segunda-Feira, 01 de Março de 2021

FENABAN VOLTA A OFERECER ÍNDICE ABAIXO DA INFLAÇÃO E GREVE CONTINUA

Em Rondônia são 112 agências fechadas das 130 existentes no Estado.
Quarta-Feira, 21 de Outubro de 2015 - 17:30

A tarde desta quarta-feira serviu para comprovar que os bancos estão decididos a manter o desrespeito com os bancários e, a exemplo de ontem, quando ‘aumentaram a esmola’ de 5,5 para 7,5%, hoje novamente os bancos ofereceram um índice pífio (8,75%) de reajuste salarial, que sequer repõe a inflação do período, que é de 9,88% (INPC) e que está muito aquém dos 16% reivindicados pelos trabalhadores.

O Comando Nacional dos Bancários (formado pela Contraf-CUT, federações e sindicatos) voltou e negar a proposta ainda na mesa de negociação e reafirmou que não abre mão de negociar somente aumento real. A negociação após o começo da greve, continua nesta quinta-feira (22), às 14 horas, no mesmo local, hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.

A orientação do Comando Nacional é para a categoria continue e intensifique a greve que hoje, no seu 16º dia, fechou 12.603 agências e 35 centros administrativos em todo o Brasil.

Em Rondônia são 112 agências fechadas das 130 existentes no Estado.

“Depois de oferecer 5,5% e empurrar os bancários para a greve, os bancos continuam com essa postura que faz parecer que eles estão de brincadeira com a categoria bancária. Ontem ofereceram 7,5% e hoje 8,75%. Em todos os casos os índices continuam afrontando os trabalhadores, pois nem mesmo chegam a repor a inflação do período e está muito longe do que almejamos com ganho real, que é de 16%. Não estamos na mesa de negociação para negociar índices rebaixados, estamos na mesa de negociação para discutir ganho real, pois estamos convencidos de que os bancos tem totais condições de atender a todas as nossas reivindicações, que incluem também mais contratações, melhores condições de trabalho, mais segurança, mais saúde e igualdade de oportunidades”, destaca José Pinheiro, presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO).

Os cinco maiores bancos (BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander) alcançaram, juntos, o lucro de R$ 36,3 bilhões apenas no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na contramão dos lucros exorbitantes, de janeiro a agosto de 2015, foram fechados 6.003 postos de trabalho no setor financeiro, segundo um estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O saldo negativo do período resultou de 23.807 admissões contra 29.810 desligamentos. De acordo com a análise por Setor de Atividade Econômica (CNAE) os cortes de empregos estão concentrados nos Bancos Múltiplos com Carteira Comercial, categoria que engloba grandes instituições como Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, HSBC e Caixa que, sozinha, respondeu pelo corte de 2.261 postos de trabalho em oito meses. Já os outros bancos, juntos, foram responsáveis por 3.793 demissões no mesmo período.

Reivindicações dos bancários:

*Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)

*PLR: 3 salários mais R$7.246,82

*Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último). Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

*Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

*Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

*Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

*Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

*Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

*Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Fonte - assessoria

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